Itagimirim: minha vida é aqui!

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Por: Roberto R. Martins
18/08/2017 - 14:54:50
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Li o livrinho de Othoniel Ferreira dos Santos lançado no último dia 12, numa assentada. Pequeno na forma, no tamanho físico, mas grande no conteúdo, na história que conta. E para mim foi uma daquelas gratas surpresas. A linguagem é simples, não há o rebuscamento acadêmico. Ainda bem. Acessível a qualquer leitor com um pouquinho de interesse. Parece um romance, de tão agradável que é.

No texto de apresentação. As duas faces da cidade, Pinheiro Sales (meu companheiro da década de 1970, no presídio político de São Paulo), cunhado do autor, diz que o livro faz lembrar Tocaia Grande, romance de Jorge Amado. Constatei a veracidade da afirmação, até porque li o romance do conceituado escritor do cacau recentemente. Uma só diferença marcante: enquanto no romance o povoado título ao fim é esmagado em sangue pela “lei”, na história real que Othoniel nos conta, apesar de muito sangue, tocaias, a resistência não teve o mesmo “finalmente”. Diante do povo preparado e disposto de São Domingo, os atacantes não ousaram, recuaram. E mais adiante o povoado às margens do córrego do Limoeiro, virou cidade, com o nome Itagi, Itagimirim.

O livro conta muito da história de nossa formação: Itagimirim, Itapebi, Belmonte, Salto da Divisa, Cabrália, Guaratinga, Eunápolis, tantos outros lugares, alguns já desaparecidos, como Cachoeirinha. Dá prazer conhecer fatos de quem conta por vivê-los ou por ouvir de quem os viveu. Personagens como Gregório Teixeira, Zé Torquato, Serra Branca e tanta gente mais, pioneiros, desbravadores, muitos mineiros. Gente que enfrentava índios e onças, derrubava pau e caçava o jacarandá.

E um pouco da política: Othoniel foi prefeito de sua cidade por três vezes. Confunde-se a história dele com a de Itagimirim. Amou a sua cidade e a liberdade. Lutou por elas. E agora o seu filho Alex, o conhecido advogado Kiko, dá continuidade a sua luta.

O livro chama a atenção de quantos mais tem história pra contar. Quantos manuscritos perdidos não estão por ai falando da origem de nossas cidades. Que Itagimirim sirva de exemplo: vamos contar nossa história. E que todos os livros, a começar por este, sirvam de manual para nossos professores nas escolas. É pela história que se aprender a fazer o presente.


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