William Browder repudia uso político da Lei Magnitsky por Trump contra Alexandre de Moraes

Fundador da campanha global pela Lei Magnitsky denuncia tentativa de transformar justiça internacional em arma ideológica.

Por Murillo Vazquez
31/07/2025

Publicado em

Noticia oXarope 30072501trump alexandre

O recente episódio envolvendo a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, por parte do governo Donald Trump, expõe mais uma vez o uso distorcido e político de instrumentos legais que deveriam servir para a defesa dos direitos humanos. A tentativa de incluir Moraes na lista de sanções gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre a seriedade e os limites do extremismo político da direita norte-americana.

O investidor britânico William Browder, idealizador da campanha global que deu origem à Lei Magnitsky, criticou duramente a decisão. Browder, que passou anos lutando para que a legislação fosse implementada nos EUA com o objetivo de punir “violadores graves dos direitos humanos e cleptocratas”, afirmou que o caso brasileiro não se enquadra em nenhum dos princípios que embasaram a lei. Para ele, o ataque a Moraes representa uma distorção perigosa e uma tentativa de transformar uma ferramenta de justiça internacional em arma política.

“Passei anos batalhando para que a Lei Magnitsky fosse um instrumento contra assassinos, torturadores e ladrões de alto escalão. Alexandre de Moraes não é nada disso”, declarou Browder em uma rede social, desmoralizando a narrativa da extrema-direita americana de que o ministro brasileiro mereceria sanções.

Especialistas apontam que a ação de Trump é parte de uma escalada do discurso extremista da direita global, que vem tentando deslegitimar instituições democráticas e atacar magistrados que se colocam contra pautas autoritárias. O uso da Lei Magnitsky neste contexto não apenas fragiliza sua credibilidade internacional, mas também revela o caráter político e revanchista da medida, distanciando-a completamente de sua finalidade original.

A repercussão negativa internacional mostra que o extremismo da direita, capitaneado por Trump, não encontra respaldo quando confrontado com fatos concretos e princípios de justiça global. Ao tentar transformar uma legislação voltada à defesa dos direitos humanos em ferramenta de perseguição ideológica, o ex-presidente Jair Bolsonaro expõe seu desprezo por valores democráticos e a fragilidade de seus argumentos contra o sistema judiciário brasileiro.

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Por Murillo Vazquez
31/07/2025 - 06h26 - Atualizado 31 de julho de 2025

Publicado em

Noticia oXarope 30072501trump alexandre

O recente episódio envolvendo a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, por parte do governo Donald Trump, expõe mais uma vez o uso distorcido e político de instrumentos legais que deveriam servir para a defesa dos direitos humanos. A tentativa de incluir Moraes na lista de sanções gerou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre a seriedade e os limites do extremismo político da direita norte-americana.

O investidor britânico William Browder, idealizador da campanha global que deu origem à Lei Magnitsky, criticou duramente a decisão. Browder, que passou anos lutando para que a legislação fosse implementada nos EUA com o objetivo de punir “violadores graves dos direitos humanos e cleptocratas”, afirmou que o caso brasileiro não se enquadra em nenhum dos princípios que embasaram a lei. Para ele, o ataque a Moraes representa uma distorção perigosa e uma tentativa de transformar uma ferramenta de justiça internacional em arma política.

“Passei anos batalhando para que a Lei Magnitsky fosse um instrumento contra assassinos, torturadores e ladrões de alto escalão. Alexandre de Moraes não é nada disso”, declarou Browder em uma rede social, desmoralizando a narrativa da extrema-direita americana de que o ministro brasileiro mereceria sanções.

Especialistas apontam que a ação de Trump é parte de uma escalada do discurso extremista da direita global, que vem tentando deslegitimar instituições democráticas e atacar magistrados que se colocam contra pautas autoritárias. O uso da Lei Magnitsky neste contexto não apenas fragiliza sua credibilidade internacional, mas também revela o caráter político e revanchista da medida, distanciando-a completamente de sua finalidade original.

A repercussão negativa internacional mostra que o extremismo da direita, capitaneado por Trump, não encontra respaldo quando confrontado com fatos concretos e princípios de justiça global. Ao tentar transformar uma legislação voltada à defesa dos direitos humanos em ferramenta de perseguição ideológica, o ex-presidente Jair Bolsonaro expõe seu desprezo por valores democráticos e a fragilidade de seus argumentos contra o sistema judiciário brasileiro.

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