Geoeconomia virou arma de Trump e o Brasil pode ser um dos maiores prejudicados

Entenda como Trump converteu a economia em ferramenta geopolítica com tarifas e sanções, e por que o Brasil corre sérios riscos nessa disputa global.

Por Murillo Vazquez
29/08/2025

Publicado em

Noticia oXarope 29082502trump

Desde sua campanha e no início de seu segundo mandato, Donald Trump adotou uma estratégia baseada em tarifas elevadas, sanções e manipulação monetária, transformando a política econômica em arma geopolítica. Nesse contexto, o Brasil se tornou um dos principais alvos, com tarifas de até 50% e ameaças que comprometem tanto o comércio quanto a diplomacia.

A “geoeconomia” o uso de ferramentas econômicas com fins políticos ganhou força com países desenvolvidos recorrendo a tarifas, barreiras regulatórias, sanções financeiras e controle monetário para exercer poder global. Essa dinâmica substitui o protagonismo militar por métodos econômicos de influência

No caso dos EUA sob Trump, a estratégia incluiu tarifas de 10% e depois 50% sobre produtos brasileiros, justificadas por acusações de práticas comerciais desleais e interferência política apesar de os EUA manterem superávit com o Brasil.

A aplicação de tarifas punitivas até 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde agosto de 2025 ameaça exportações estratégicas como café, carne e suco de laranja, podendo causar reviravoltas na balança comercial do Brasil

Como resposta, o Brasil acionou a OMC e adotou medidas de reciprocidade, graças à nova Lei de Reciprocidade Comercial, refletindo sua tentativa de reagir à guerra econômica.

O cenário também atrai a atenção da China, que ampliou seus investimentos no Brasil especialmente nos setores automotivo, portuário, mineral e ferroviário aproveitando o vácuo deixado pela pressão dos EUA.

Internamente, o ministro da Economia brasileiro anunciou que o país pode recorrer à Justiça americana caso as tarifas persistam, criticando também a instabilidade gerada pela dependência do dólar e defendendo o uso de moedas locais no comércio.

Esse embate geoeconômico coloca o Brasil em uma posição delicada: vítima de uma disputa que transcende o comércio, envolvendo influências políticas, soberania e identidade regional.

O país sempre navegou “entre dois mundos”, sendo parceiro da China e aliado tácito dos EUA. Agora, com esta ofensiva econômica, não é possível ficar neutro a urgência de diversificar mercados e fortalecer blocos como os BRICS torna-se clara.

A situação exige resiliência diplomática e estratégia econômica: embora as barreiras elevadas possam ferir a curto prazo, a crise pode catalisar um Brasil mais independente e multilateral. Trump elevou tarifas sobre exportações brasileiras a 50%, usando a geoeconomia como forma de pressão política e econômica.

  • Brasil reage com ações legais e comerciais modestas, ao mesmo tempo que busca reforçar laços com parceiros como a China.
  • A geoeconomia emergente força o país a repensar sua dependência estratégica dos EUA e mirar em um futuro mais equilibrado.
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Por Murillo Vazquez
29/08/2025 - 16h42 - Atualizado 29 de agosto de 2025

Publicado em

Noticia oXarope 29082502trump

Desde sua campanha e no início de seu segundo mandato, Donald Trump adotou uma estratégia baseada em tarifas elevadas, sanções e manipulação monetária, transformando a política econômica em arma geopolítica. Nesse contexto, o Brasil se tornou um dos principais alvos, com tarifas de até 50% e ameaças que comprometem tanto o comércio quanto a diplomacia.

A “geoeconomia” o uso de ferramentas econômicas com fins políticos ganhou força com países desenvolvidos recorrendo a tarifas, barreiras regulatórias, sanções financeiras e controle monetário para exercer poder global. Essa dinâmica substitui o protagonismo militar por métodos econômicos de influência

No caso dos EUA sob Trump, a estratégia incluiu tarifas de 10% e depois 50% sobre produtos brasileiros, justificadas por acusações de práticas comerciais desleais e interferência política apesar de os EUA manterem superávit com o Brasil.

A aplicação de tarifas punitivas até 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde agosto de 2025 ameaça exportações estratégicas como café, carne e suco de laranja, podendo causar reviravoltas na balança comercial do Brasil

Como resposta, o Brasil acionou a OMC e adotou medidas de reciprocidade, graças à nova Lei de Reciprocidade Comercial, refletindo sua tentativa de reagir à guerra econômica.

O cenário também atrai a atenção da China, que ampliou seus investimentos no Brasil especialmente nos setores automotivo, portuário, mineral e ferroviário aproveitando o vácuo deixado pela pressão dos EUA.

Internamente, o ministro da Economia brasileiro anunciou que o país pode recorrer à Justiça americana caso as tarifas persistam, criticando também a instabilidade gerada pela dependência do dólar e defendendo o uso de moedas locais no comércio.

Esse embate geoeconômico coloca o Brasil em uma posição delicada: vítima de uma disputa que transcende o comércio, envolvendo influências políticas, soberania e identidade regional.

O país sempre navegou “entre dois mundos”, sendo parceiro da China e aliado tácito dos EUA. Agora, com esta ofensiva econômica, não é possível ficar neutro a urgência de diversificar mercados e fortalecer blocos como os BRICS torna-se clara.

A situação exige resiliência diplomática e estratégia econômica: embora as barreiras elevadas possam ferir a curto prazo, a crise pode catalisar um Brasil mais independente e multilateral. Trump elevou tarifas sobre exportações brasileiras a 50%, usando a geoeconomia como forma de pressão política e econômica.

  • Brasil reage com ações legais e comerciais modestas, ao mesmo tempo que busca reforçar laços com parceiros como a China.
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