Cesta básica em Salvador tem queda em agosto: oito de 12 produtos ficam mais baratos

Tomate, arroz e feijão puxam a queda da cesta básica em Salvador, que caiu 2,97% em agosto, segundo Conab e DIEESE.

Por Murillo Vazquez
05/09/2025

Publicado em - -

Noticia oXarope 05092501govbr1

O custo da cesta básica caiu em 24 das 27 capitais brasileiras em agosto de 2025. Em Salvador, a redução foi de -2,97% em relação a julho, com destaque para a queda nos preços de tomate, arroz agulhinha e feijão carioca, de acordo com análise da Conab e do DIEESE.

A Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), mostrou que o preço médio da cesta em Salvador chegou a R$ 616,23 no mês passado.

Dos 12 itens avaliados, oito ficaram mais baratos. Esse movimento acompanha a tendência nacional: em 24 capitais houve queda, com destaque para Maceió (-4,10%), Recife (-4,02%) e João Pessoa (-4,00%).

Na capital baiana, os maiores destaques de redução foram:

  • Tomate: -17,46%
  • Arroz agulhinha: -3,61%
  • Feijão carioca: -3,31%
  • Açúcar cristal: -2,55%
  • Café em pó: -2,49%
  • Carne bovina de primeira: -1,24%
  • Leite integral: -1,19%
  • Pão francês: -0,67%

No acumulado de 2025 (até agosto), o arroz agulhinha foi o campeão de queda, com -19,74%, seguido do óleo de soja (-11,80%) e do leite integral (-7,63%).

O estudo aponta que:

  • Tomate caiu em 25 capitais, com destaque para Brasília (-26,83%).
  • Arroz agulhinha recuou em 25 cidades, sendo maior em Macapá (-8,78%).
  • Feijão (carioca e preto) teve queda em 25 capitais, como Rio de Janeiro (-6,99%).
  • Batata diminuiu em quase todas as cidades, exceto em Belo Horizonte (2,62%).
  • Açúcar cristal caiu em 22 capitais, principalmente em Manaus (-5,84%).
  • Café em pó baixou em 24 cidades, com destaque para Brasília (-5,50%).
  • Carne bovina apresentou queda em 18 capitais, mesmo com exportações em alta.
  • Óleo de soja teve movimento misto: caiu em 8 capitais, mas subiu em 17.

Para mim, o que chama atenção é que a queda no preço da cesta não significa necessariamente alívio no bolso da população. Muitos alimentos ainda seguem caros, e produtos como óleo de soja e carne bovina continuam pressionados pela demanda internacional.

Enquanto os números mostram variações, na mesa do consumidor a percepção é de instabilidade — um mês com pequenas quedas pode ser seguido de novas altas. É por isso que acompanhar esses dados é fundamental para entender o impacto direto na alimentação diária das famílias.

Em Salvador, a cesta básica ficou mais barata em agosto, puxada por itens essenciais como tomate, arroz e feijão. Ainda assim, os desafios permanecem: oscilações de preço, influência do mercado externo e a necessidade de políticas públicas que garantam segurança alimentar.

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Cesta básica em Salvador tem queda em agosto: oito de 12 produtos ficam mais baratos

Tomate, arroz e feijão puxam a queda da cesta básica em Salvador, que caiu 2,97% em agosto, segundo Conab e DIEESE.

Por Murillo Vazquez
05/09/2025 - 18h56 - Atualizado 5 de setembro de 2025

Publicado em - -

Noticia oXarope 05092501govbr1

O custo da cesta básica caiu em 24 das 27 capitais brasileiras em agosto de 2025. Em Salvador, a redução foi de -2,97% em relação a julho, com destaque para a queda nos preços de tomate, arroz agulhinha e feijão carioca, de acordo com análise da Conab e do DIEESE.

A Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), mostrou que o preço médio da cesta em Salvador chegou a R$ 616,23 no mês passado.

Dos 12 itens avaliados, oito ficaram mais baratos. Esse movimento acompanha a tendência nacional: em 24 capitais houve queda, com destaque para Maceió (-4,10%), Recife (-4,02%) e João Pessoa (-4,00%).

Na capital baiana, os maiores destaques de redução foram:

  • Tomate: -17,46%
  • Arroz agulhinha: -3,61%
  • Feijão carioca: -3,31%
  • Açúcar cristal: -2,55%
  • Café em pó: -2,49%
  • Carne bovina de primeira: -1,24%
  • Leite integral: -1,19%
  • Pão francês: -0,67%

No acumulado de 2025 (até agosto), o arroz agulhinha foi o campeão de queda, com -19,74%, seguido do óleo de soja (-11,80%) e do leite integral (-7,63%).

O estudo aponta que:

  • Tomate caiu em 25 capitais, com destaque para Brasília (-26,83%).
  • Arroz agulhinha recuou em 25 cidades, sendo maior em Macapá (-8,78%).
  • Feijão (carioca e preto) teve queda em 25 capitais, como Rio de Janeiro (-6,99%).
  • Batata diminuiu em quase todas as cidades, exceto em Belo Horizonte (2,62%).
  • Açúcar cristal caiu em 22 capitais, principalmente em Manaus (-5,84%).
  • Café em pó baixou em 24 cidades, com destaque para Brasília (-5,50%).
  • Carne bovina apresentou queda em 18 capitais, mesmo com exportações em alta.
  • Óleo de soja teve movimento misto: caiu em 8 capitais, mas subiu em 17.

Para mim, o que chama atenção é que a queda no preço da cesta não significa necessariamente alívio no bolso da população. Muitos alimentos ainda seguem caros, e produtos como óleo de soja e carne bovina continuam pressionados pela demanda internacional.

Enquanto os números mostram variações, na mesa do consumidor a percepção é de instabilidade — um mês com pequenas quedas pode ser seguido de novas altas. É por isso que acompanhar esses dados é fundamental para entender o impacto direto na alimentação diária das famílias.

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