Brasil elimina transmissão vertical do HIV e registra menor número de mortes por aids em 32 anos

Com avanços no SUS, Brasil zera infecções de HIV de mãe para bebê e reduz mortes pela doença a menor patamar em três décadas. Veja os dados.

Por Murillo Vazquez
02/12/2025

Publicado em

Noticia oXarope 02122501govfederal

O Brasil alcançou uma marca histórica em 2024: eliminou a transmissão vertical do HIV e registrou menos de 10 mil mortes por aids pela primeira vez em 32 anos. A queda reflete avanços na prevenção, diagnóstico precoce e acesso gratuito ao tratamento pelo SUS.

O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em dezembro, confirma um marco na saúde pública brasileira: o país registrou 9,1 mil mortes por aids entre 2023 e 2024, uma redução de 13% em relação ao ano anterior. Desde o início da epidemia, é a primeira vez que o número de óbitos fica abaixo dos 10 mil.

Além disso, o Brasil eliminou oficialmente a transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, ao manter a taxa de infecção em recém-nascidos abaixo de 0,5 por mil nascidos vivos  meta definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esses resultados não são apenas estatísticas eles significam vidas salvas e uma geração livre do HIV. A eliminação da transmissão da mãe para o bebê é um marco global, atingido graças ao fortalecimento do pré-natal, aumento da testagem e garantia de tratamento às gestantes infectadas.

A queda de 1,5% nos casos de aids e de quase 8% nos registros de gestantes com HIV revela o impacto de políticas públicas sustentadas e da distribuição ampliada de métodos preventivos como a PrEP e a PEP.

Para mim, o mais marcante é ver como o acesso universal à saúde, por meio do SUS, está sendo traduzido em conquistas concretas, especialmente para populações historicamente vulneráveis.

“O menor número de mortes por aids em três décadas é fruto direto de um SUS forte, que oferece gratuitamente as melhores tecnologias de prevenção e tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele celebrou também o fim da transmissão vertical como um exemplo de que “o Brasil pode liderar com políticas públicas inclusivas e eficazes”.

Os dados mostram uma ampliação expressiva na testagem: mais de 6,5 milhões de testes foram adquiridos, e 780 mil autotestes foram distribuídos. Já a PrEP, usada para prevenir a infecção, teve crescimento de 150% no número de usuários, alcançando 140 mil pessoas.

Vivemos um momento em que boas notícias na saúde pública precisam ser celebradas, mas também protegidas. O que o Brasil alcançou com a eliminação da transmissão vertical do HIV e a redução recorde de mortes é resultado de décadas de investimento em ciência, saúde pública e inclusão social.

Por trás dos números estão mulheres que receberam tratamento adequado durante a gravidez, crianças que nasceram livres do vírus, e profissionais de saúde que fazem a diferença todos os dias no SUS. É prova de que políticas bem desenhadas, com foco na equidade, salvam vidas.

Mas o desafio continua: manter os avanços, ampliar o acesso e garantir que o combate ao HIV se mantenha como prioridade, especialmente em tempos de cortes ou retrocessos.

O Brasil atingiu uma vitória histórica na luta contra o HIV e a aids, mas não pode se acomodar. A jornada até aqui mostra que, com ciência, planejamento e cuidado contínuo, é possível transformar a realidade de milhões. O próximo passo é consolidar esses avanços e buscar o fim definitivo da epidemia no país.

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Por Murillo Vazquez
02/12/2025 - 10h00 - Atualizado 2 de dezembro de 2025

Publicado em

Noticia oXarope 02122501govfederal

O Brasil alcançou uma marca histórica em 2024: eliminou a transmissão vertical do HIV e registrou menos de 10 mil mortes por aids pela primeira vez em 32 anos. A queda reflete avanços na prevenção, diagnóstico precoce e acesso gratuito ao tratamento pelo SUS.

O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em dezembro, confirma um marco na saúde pública brasileira: o país registrou 9,1 mil mortes por aids entre 2023 e 2024, uma redução de 13% em relação ao ano anterior. Desde o início da epidemia, é a primeira vez que o número de óbitos fica abaixo dos 10 mil.

Além disso, o Brasil eliminou oficialmente a transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, ao manter a taxa de infecção em recém-nascidos abaixo de 0,5 por mil nascidos vivos  meta definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esses resultados não são apenas estatísticas eles significam vidas salvas e uma geração livre do HIV. A eliminação da transmissão da mãe para o bebê é um marco global, atingido graças ao fortalecimento do pré-natal, aumento da testagem e garantia de tratamento às gestantes infectadas.

A queda de 1,5% nos casos de aids e de quase 8% nos registros de gestantes com HIV revela o impacto de políticas públicas sustentadas e da distribuição ampliada de métodos preventivos como a PrEP e a PEP.

Para mim, o mais marcante é ver como o acesso universal à saúde, por meio do SUS, está sendo traduzido em conquistas concretas, especialmente para populações historicamente vulneráveis.

“O menor número de mortes por aids em três décadas é fruto direto de um SUS forte, que oferece gratuitamente as melhores tecnologias de prevenção e tratamento”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele celebrou também o fim da transmissão vertical como um exemplo de que “o Brasil pode liderar com políticas públicas inclusivas e eficazes”.

Os dados mostram uma ampliação expressiva na testagem: mais de 6,5 milhões de testes foram adquiridos, e 780 mil autotestes foram distribuídos. Já a PrEP, usada para prevenir a infecção, teve crescimento de 150% no número de usuários, alcançando 140 mil pessoas.

Vivemos um momento em que boas notícias na saúde pública precisam ser celebradas, mas também protegidas. O que o Brasil alcançou com a eliminação da transmissão vertical do HIV e a redução recorde de mortes é resultado de décadas de investimento em ciência, saúde pública e inclusão social.

Por trás dos números estão mulheres que receberam tratamento adequado durante a gravidez, crianças que nasceram livres do vírus, e profissionais de saúde que fazem a diferença todos os dias no SUS. É prova de que políticas bem desenhadas, com foco na equidade, salvam vidas.

Mas o desafio continua: manter os avanços, ampliar o acesso e garantir que o combate ao HIV se mantenha como prioridade, especialmente em tempos de cortes ou retrocessos.

O Brasil atingiu uma vitória histórica na luta contra o HIV e a aids, mas não pode se acomodar. A jornada até aqui mostra que, com ciência, planejamento e cuidado contínuo, é possível transformar a realidade de milhões. O próximo passo é consolidar esses avanços e buscar o fim definitivo da epidemia no país.

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