Nos minutos finais de Santos x Vitória, pela 18ª rodada do Brasileirão Série A 2026, uma intervenção do VAR levou à expulsão de um jogador após a identificação de um gesto considerado ofensivo. A decisão, confirmada pelo árbitro após revisão das imagens, seguiu os protocolos estabelecidos pela IFAB e pela FIFA para situações de cartão vermelho direto.

A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou neste domingo (31) o material didático referente à atuação do árbitro assistente de vídeo (VAR) na partida entre Santos e Vitória, disputada no sábado (30), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A 2026.
Segundo a análise oficial, o lance foi enquadrado como uma possível situação de cartão vermelho direto. Após revisar as imagens no monitor à beira do campo, o árbitro concluiu que houve a realização de um gesto ofensivo, aplicando a expulsão do atleta envolvido.
A decisão está respaldada na Regra 12 das Regras do Jogo da IFAB/FIFA 2025/26, que prevê expulsão para jogadores que utilizem linguagem ou pratiquem ações ofensivas, insultantes ou abusivas.
O episódio reacende um debate frequente no futebol brasileiro: até que ponto o VAR deve intervir em situações disciplinares que não envolvem disputas de bola ou faltas tradicionais.
Pelos protocolos internacionais, o árbitro de vídeo só pode recomendar revisão em casos de possível erro claro e manifesto ou quando houver um incidente grave despercebido pelo árbitro de campo. Entre essas situações está justamente a prática de conduta ofensiva passível de expulsão direta.
Para mim, o que mais chama atenção é como o VAR vem ampliando sua influência sobre aspectos comportamentais do jogo. Hoje, não apenas entradas violentas ou agressões físicas podem resultar em expulsão. Gestos, palavras e atitudes também estão sob observação constante das câmeras.
Ao divulgar a análise, a Comissão de Arbitragem buscou reforçar a transparência do processo decisório, uma prática que vem sendo adotada em diversas rodadas do Campeonato Brasileiro.
O material destaca que os cartões vermelhos diretos estão entre as situações previstas para revisão pelo VAR, especialmente quando envolvem conduta violenta, cusparadas, mordidas ou ações ofensivas, insultantes e abusivas.
A publicação também reforça que a intervenção ocorreu dentro dos limites previstos pelo protocolo oficial, sem que o árbitro de vídeo substituísse a decisão do árbitro principal. A palavra final continuou sendo do juiz da partida após a revisão das imagens.
O futebol mudou. E mudou muito rápido.
Há alguns anos, um gesto ofensivo longe da bola poderia passar despercebido em meio ao calor de uma partida. Hoje, praticamente todos os movimentos são registrados por diferentes ângulos e analisados em alta definição.
Isso gera críticas de quem acredita que o jogo está excessivamente fiscalizado. Por outro lado, cria um ambiente de maior responsabilidade para atletas e comissões técnicas. A mensagem transmitida pelas regras atuais é clara: o respeito aos adversários e à arbitragem faz parte da competição tanto quanto a qualidade técnica dentro das quatro linhas.
Enquanto torcedores discutem se determinadas punições são rigorosas demais, as regras internacionais caminham em direção oposta, ampliando mecanismos para coibir atitudes consideradas incompatíveis com o espírito esportivo.
A expulsão registrada em Santos x Vitória reforça o papel crescente do VAR na aplicação das regras disciplinares do futebol moderno. De acordo com a análise divulgada pela CBF, a revisão identificou um gesto ofensivo que justificou o cartão vermelho direto, dentro dos critérios estabelecidos pela IFAB e pela FIFA.
Mais do que um lance isolado, o episódio evidencia como a tecnologia se tornou peça fundamental para garantir o cumprimento das regras e aumentar a transparência das decisões dentro de campo.















