Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a operação começou em 1º de junho e passou a ter caráter permanente, com participação das forças de segurança estaduais e federais.

Lesão corporal, ameaça e descumprimento de medidas protetivas de urgência aparecem entre os delitos mais registrados. Foram 16.644 ocorrências de lesão corporal, 15.019 de ameaça e 4.949 de desobediência às determinações de proteção, totalizando 36.612 registros nessas três categorias.
Segundo o balanço, as ações chegaram a 4.253 municípios, com mobilização de 123.878 policiais e 44.906 viaturas ao longo do período.
O atendimento às mulheres também integra a operação. Foram contabilizadas 228.194 vítimas atendidas, além de 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas e 50.239 visitas preventivas. As atividades educativas presenciais alcançaram 669.945 pessoas.
Um dado que chama atenção é a quantidade de registros de descumprimento de medidas protetivas. A existência de uma ordem de proteção precisa vir acompanhada de fiscalização e resposta quando o agressor insiste em se aproximar ou ameaçar a vítima.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige proteção que continue depois da denúncia.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, atribuiu os resultados à coordenação entre as forças de segurança de todas as unidades da Federação e à conscientização da sociedade. Na avaliação apresentada pelo secretário, a continuidade da operação e a integração entre União e estados contribuem para o enfrentamento da violência.
O Sul concentrou 36% das prisões informadas no balanço, seguido pelo Centro-Oeste, com 26%, Sudeste, com 18%, Nordeste, com 15%, e Norte, com 4%. Já o Sudeste respondeu pela maior parcela das vítimas atendidas, com 33%.
Essa distribuição descreve os resultados da operação. Isoladamente, ela não permite concluir qual região apresenta maior incidência de violência contra as mulheres.
O volume de prisões revela a dimensão da resposta policial, mas não comprova, por si só, redução da violência. Para avaliar esse resultado, seria necessário acompanhar também a reincidência, a evolução das agressões e a segurança das mulheres após o atendimento.
Na minha avaliação, o ponto central é o que acontece depois da intervenção policial. A proteção precisa funcionar quando a mulher volta para casa, segue para o trabalho ou procura reorganizar a vida.
Os acompanhamentos de medidas protetivas e as visitas preventivas merecem atenção justamente por isso. São ações voltadas a impedir que uma ameaça já conhecida se transforme em uma nova agressão.
A continuidade da operação terá seu resultado mais concreto na capacidade de evitar novas vítimas e garantir segurança a quem já procurou ajuda.
Fonte dos dados — Ministério da Justiça e Segurança Pública, conforme material encaminhado com atribuição à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.















