A Bahia registrou um crescimento de 112% no número de profissionais residentes com bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde entre 2022 e 2026. Nesse período, o total passou de 875 para 1.855 residentes ativos, ampliando as oportunidades de especialização e fortalecendo a formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os números foram apresentados nesta quinta-feira (15), durante uma atividade em homenagem ao Dia dos Professores, realizada no Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes-UFBA), em Salvador. O encontro destacou a importância de professores, preceptores e tutores na preparação de profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.
Do total de residentes beneficiados na Bahia, 1.059 são médicos, contra 429 em 2022. Já os profissionais de outras áreas da saúde passaram de 446 para 796 no mesmo período. A expansão representa um avanço na formação especializada, especialmente pela integração entre conhecimento acadêmico e experiência prática nos serviços públicos de saúde.
A programação contou com a presença do secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Jérzey Timóteo Ribeiro Santos, além da participação da Maternidade Climério de Oliveira (MCO-UFBA).
Segundo Jérzey, investir na formação profissional é fundamental para garantir a qualidade e a continuidade dos serviços oferecidos à população.
“Não existe SUS sem formação. A formação em saúde é um dos pilares fundamentais para a construção e o fortalecimento de um sistema público de saúde universal, integral e equânime”, destacou.
O secretário também ressaltou a contribuição dos educadores na preparação das novas gerações de profissionais da saúde, reconhecendo o papel daqueles que compartilham conhecimentos e transformam o aprendizado em cuidado.
O Hospital Universitário Professor Edgard Santos possui atualmente 450 residentes matriculados, distribuídos em 44 programas de residência, sendo 43 médicos e um multiprofissional. A unidade conta ainda com 386 leitos ativos e recebe atividades práticas de estudantes de dez cursos de graduação da área da saúde.
A Maternidade Climério de Oliveira reúne outros 94 residentes, contribuindo para a formação especializada e o atendimento à população.

Em Salvador, estão concentrados 1.488 residentes com bolsas federais, dos quais 870 são médicos e 618 pertencem a outras categorias profissionais. A capital baiana possui 108 programas de residência médica e 44 programas de residência em área profissional da saúde.
Outro dado apresentado pelo Ministério da Saúde revela que o programa Mais Médicos reúne 2.256 profissionais na Bahia. Desse total, 2.223 atuam em 380 municípios e outros 33 atendem no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
O crescimento das residências em saúde também é observado em todo o país. Em 2026, o Ministério da Saúde financiava bolsas para 51.591 residentes ativos, diante dos 24.785 registrados em 2023, uma expansão de 108,2%.
Além da ampliação das vagas, o governo federal vem adotando medidas para valorizar os profissionais responsáveis pela formação dos residentes. Na folha de setembro de 2026, 1.300 preceptores, tutores e coordenadores receberam incentivos financeiros por meio do programa Mais Residências.
A Política Nacional de Residências em Saúde, instituída em 2025, também integra as iniciativas voltadas ao fortalecimento da formação especializada, buscando aproximar o ensino das necessidades reais da população e dos serviços públicos.
A ampliação das residências representa um passo importante para a qualificação da assistência, embora o aumento no número de profissionais em formação não signifique, por si só, que todos permanecerão atuando na rede pública após a especialização.
O desafio é transformar esse investimento em formação em melhorias concretas no atendimento, especialmente nos municípios do interior, onde a disponibilidade de especialistas ainda exige atenção das políticas públicas.
Fonte: Ministério da Saúde Crédito: Anna Elisa/MS















