A caminhada do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e com críticas ao STF, chegou ao Distrito Federal neste sábado (24). O parlamentar iniciou o trajeto em Paracatu (MG) e passou a usar colete à prova de balas por causa de supostas ameaças.

Nikolas Ferreira, um dos deputados mais votados do país em 2022, deu início à caminhada na segunda-feira (19), em Paracatu, interior de Minas Gerais. A mobilização tem como pauta a defesa de Jair Bolsonaro (PL) e críticas ao Supremo Tribunal Federal, em especial ao ministro Alexandre de Moraes.
O ato se insere no atual clima de tensão política entre bolsonaristas e o Judiciário, que se intensificou após ações do STF e da Polícia Federal contra aliados do ex-presidente.
Nos últimos dias do percurso, Nikolas passou a vestir um colete à prova de balas. Segundo sua assessoria, a medida seria preventiva, motivada por ameaças recentes, cuja origem não foi revelada.
O movimento liderado por Nikolas simboliza mais do que uma manifestação política: é também um teste de força e mobilização da ala conservadora em ano pré-eleitoral.
Para mim, o mais preocupante é a normalização do clima de hostilidade entre poderes. Quando um deputado federal sente necessidade de usar proteção balística para caminhar em vias públicas, algo vai muito além da política.
A população, por sua vez, observa de longe um embate que muitas vezes não dialoga com suas urgências: saúde, educação e emprego.
“Trata-se de um ato legítimo de manifestação política”, afirmou um assessor próximo ao deputado. Já críticos apontam que o gesto acirra ainda mais a polarização.
Até o momento, o STF não se pronunciou sobre a caminhada, mas nos bastidores há incômodo com a personalização dos ataques ao Judiciário.
O Brasil vive um momento de desgaste institucional. Caminhadas como essa, por mais que sejam direitos garantidos pela democracia, também revelam uma política pautada no conflito constante.
Enquanto Brasília vira palco de atos, a pergunta que fica é: quem está cuidando da base? A política de confronto pode garantir aplausos nas redes, mas resolve pouco na vida real. O que se precisa é de mais diálogo e menos espetáculo.


















