Censo 2022: Na Bahia, 99,5% das crianças de até 5 anos de idade têm nascimento registrado em cartório; não registro é maior entre indígenas

Por Redação Oxarope
08/08/2024

Publicado em - - -

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** Em 2022, 1.067.259 das 1.072.636 crianças baianas de até 5 anos (99,5%) haviam sido registradas em cartório. Essa proporção cresceu frente a 2010, quando tinha sido de 98,3%;

** Entre os estados, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (9,69%) e Paraná (9,66%) lideravam. No Brasil como um todo, 99,3% haviam sido registradas;

** Um total de 3.713 crianças de até 5 anos que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010;

** Em 2022, Salvador era a 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%);

** Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%;

** Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%) foram os municípios baianos com os maiores aumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas, entre 2010 e 2022;

** Na Bahia 19 municípios tiveram queda na proporção de crianças de até 5 anos registradas, entre 2010 e 2022. As mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% para 95,4%), Rodelas (de 98,6% a 96,2%) e Floresta Azul (de 98,1% a 96,9%);

** Mesmo apresentando a maior queda frente a 2010, a proporção de crianças indígenas sem registro em 2022 (0,63%) era 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%);

** As informações são reveladas pela pergunta sobre registro de nascimento, incluída pela primeira vez no Censo Demográfico de 2010 e mantida no Censo 2022. O registro de nascimento realizado em cartórios de registro civil de pessoas naturais do país representa a oficialização da existência de cada pessoa, de sua identificação e da sua relação com o Estado, condições fundamentais ao exercício da cidadania;

** Acompanhe estes e os demais resultados do Censo 2022 no site
https://censo2022.ibge.gov.br/panorama.

Em 2022, na Bahia, segundo o Censo Demográfico, 99,52% das crianças de até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento, o que representava 1.067.487 das 1.072.636 pessoas nesse grupo etário. Houve um pequeno avanço frente a 2010, quando 99,20% das crianças tinham algum registro no estado.

Quase todos os registros de nascimentos, na Bahia, em 2022, haviam sido feitos em cartórios de registro civil: 1.067.259, contemplando 99,50% das pessoas de até 5 anos de idade. Essa proporção teve um crescimento mais expressivo frente a 2010, quando 98,31% das crianças nessa faixa etária tinham sido registradas em cartório.

Outras 228 crianças baianas de até 5 anos (0,02% do total) tinham, em 2022, o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI), emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Ele não substitui a certidão de nascimento emitida por cartório, mas pode servir para solicitar o registro civil. Frente a 2010, essa percentagem, ainda que muito pequena, dobrou – era 0,01%.

Já um total de 3.713 crianças de até 5 anos de idade que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010. 

Para 1.436 crianças baianas de até 5 anos (0,13% do total), quem respondeu ao Censo 2022 não respondeu a esse quesito ou não soube informar sobre a existência do registro de nascimento – em 2010, a proporção havia sido de 0,07%.

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).   

O registro em cartório do nascimento de uma pessoa oficializa, para o Estado e a sociedade, a sua existência. Funciona como a identidade do indivíduo, é pré-requisito para a retirada de outros documentos, possibilita o acesso a serviços sociais básicos, incluindo saúde, educação e Justiça, evita o risco de apatridia e auxilia na proteção contra violência e exploração infantil. 

A Agenda Mundial 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que definiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da qual o Brasil é um dos países signatários, tem como uma das metas do Objetivo 16 fornecer, até 2030, identidade legal para todas as pessoas, incluindo o registro de nascimento

Salvador é 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%)

Em Salvador, em 2022, 99,64% das crianças de até 5 anos de idade haviam sido registradas em cartório, o que representava 148.580 de um total de 149.120. O percentual avançou em relação ao registrado em 2010 (quando era de 98,54%) e, nesses 12 anos, passou de 5º para 4º maior entre as capitais brasileiras. 

Salvador ficava atrás apenas de Belo Horizonte/MG (99,69%), João Pessoa/PB (99,66%) e Vitória/ES (99,66%). No outro extremo, Boa Vista/RR (96,09%), Macapá/AP (97,63%) e Manaus/AM (98,05%) tinham as menores proporções de crianças registradas – ainda assim, todas superavam 95,0% de cobertura.

Na capital baiana, em 2022, 314 crianças de até 5 anos de idade não tinham nenhum registro de nascimento, o que significava 0,21% do total. A proporção de crianças sem registro caiu pela metade frente a 2010, quando era 0,44%. 

Para 223 crianças soteropolitanas de até 5 anos de idade, a existência ou não de registro de nascimento não foi respondida ou não se soube informar (0,15%, frente a 0,09% em 2010), e para 3 crianças foi informada a existência do RANI.

Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%

Em 2022, 21 dos 417 municípios baianos (5,0% do total), tinham todas as crianças de 5 anos ou mais de idade (100%) com registro de nascimento em cartório. Em 2010, apenas 1 município do estado estava nessa situação: Muniz Ferreira.

Apesar do avanço, a Bahia ficava apenas na 16ª posição nesse indicador, entre os 26 estados. Rio Grande do Sul (com 42,1% dos municípios apresentando 100% de cobertura do registro de nascimentos), Santa Catarina (30,5%) e Minas Gerais (30,0%) lideravam, enquanto Maranhão, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre não tinham nenhum município nessa situação. 

No Brasil como um todo, em 2022, 1 em cada 5 municípios (19,7% ou 1.098 dos 5.570) tinha 100% das crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório. Doze anos antes, em 2010, eram 11,2% (624 municípios) nessa situação. 

Por outro lado, na Bahia, segundo o Censo, em 2022, nenhum município tinha menos de 95,0% de cobertura do registro civil de nascimento para crianças até 5 anos de idade – situação que, em 2010, se verificava em 4 cidades: Sítio do Mato (90,5%), Arataca (94,7%), Jandaíra (94,7%), Serra do Ramalho (94,7%) e Itapicuru (94,9%). Todas elas avançaram e ultrapassaram a marca dos 95,0%. 

Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%, mais 8,6 pontos percentuais), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%, mais 4,8 pontos percentuais) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%, mais 4,5 pontos percentuais) foram os municípios baianos com os maiores aaumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas.

Nacionalmente, 65 municípios (1,2% do total) tinham menos de 95,0% das crianças de até 5 anos de idade com registro de nascimento em cartório, frente a 7,9% em 2010 (441 municípios nessa situação, naquele ano). Roraima (80,0% dos municípios com cobertura de registro menor que 95,0%), Amazonas (38,7% dos municípios) e Amapá (18,85% dos municípios) lideravam, em 2022.

Apesar do aumento geral na cobertura do registro de nascimento na Bahia, 19 municípios do estado viram esse indicador piorar entre 2010 e 2022, com redução na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas no período. As diminuições mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% em 2010 para 95,4% em 2022, ou menos 3,4 pontos percentuais), Rodelas (de 98,6% para 96,2%, menos 2,4 pontos percentuais) e Floresta Azul (de 98,1% para 96,9%, menos 1,2 ponto percentual). 

Em 2022, os cinco municípios baianos com os menores percentuais de crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório eram Banzaê (95,4%), Rodelas (96,2%), Queimadas (96,8%), Floresta Azul (96,9) e Pau Brasil (97,8%).

Mesmo com a maior queda, proporção de crianças indígenas sem registro (0,63%) é 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%)

Em 2022, na Bahia, assim como em 2010, a maior proporção de pessoas de até 5 anos sem registro de nascimento em cartório estava entre as indígenas

Nesse grupo, 0,63% das crianças até 5 anos não tinham nenhum registro, o que significava 102 de um total de 16.804 declaradas indígenas no quesito cor ou raça ou na pergunta “se considera indígena”. A proporção, embora pequena, era 80,0% maior do que a da população em geral (0,35%) e pouco mais que o dobro da registrada entre as crianças pretas, que tinham a menor proporção de não registro (0,31%).

Entretanto, foi entre as pessoas indígenas que o registro de nascimento em cartório mais avançou nos 12 anos que separam os dois últimos Censos.

Em 2010, 1,15% das crianças indígenas de até 5 anos não eram registradas, na Bahia, frente a 0,63% em 2022. Por outro lado, no Censo mais recente (2022), 97,80% das crianças indígenas baianas de até 5 anos tinham registro de nascimento em cartório, frente a 95,70% em 2010.

O RANI, exclusivo para indígenas, viu sua cobertura diminuir, no estado: em 2010, 2,22% das crianças indígenas de até 5 anos contavam com esse registro; em 2022, a proporção passou a ser de 1,42%.

Mariana Viveiros – Seção de Disseminação de Informações IBGE

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Censo 2022: Na Bahia, 99,5% das crianças de até 5 anos de idade têm nascimento registrado em cartório; não registro é maior entre indígenas

Por Redação Oxarope
08/08/2024 - 19h13 - Atualizado 8 de agosto de 2024

Publicado em - - -

oXarope1080824nascimento

** Em 2022, 1.067.259 das 1.072.636 crianças baianas de até 5 anos (99,5%) haviam sido registradas em cartório. Essa proporção cresceu frente a 2010, quando tinha sido de 98,3%;

** Entre os estados, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (9,69%) e Paraná (9,66%) lideravam. No Brasil como um todo, 99,3% haviam sido registradas;

** Um total de 3.713 crianças de até 5 anos que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010;

** Em 2022, Salvador era a 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%);

** Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%;

** Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%) foram os municípios baianos com os maiores aumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas, entre 2010 e 2022;

** Na Bahia 19 municípios tiveram queda na proporção de crianças de até 5 anos registradas, entre 2010 e 2022. As mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% para 95,4%), Rodelas (de 98,6% a 96,2%) e Floresta Azul (de 98,1% a 96,9%);

** Mesmo apresentando a maior queda frente a 2010, a proporção de crianças indígenas sem registro em 2022 (0,63%) era 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%);

** As informações são reveladas pela pergunta sobre registro de nascimento, incluída pela primeira vez no Censo Demográfico de 2010 e mantida no Censo 2022. O registro de nascimento realizado em cartórios de registro civil de pessoas naturais do país representa a oficialização da existência de cada pessoa, de sua identificação e da sua relação com o Estado, condições fundamentais ao exercício da cidadania;

** Acompanhe estes e os demais resultados do Censo 2022 no site
https://censo2022.ibge.gov.br/panorama.

Em 2022, na Bahia, segundo o Censo Demográfico, 99,52% das crianças de até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento, o que representava 1.067.487 das 1.072.636 pessoas nesse grupo etário. Houve um pequeno avanço frente a 2010, quando 99,20% das crianças tinham algum registro no estado.

Quase todos os registros de nascimentos, na Bahia, em 2022, haviam sido feitos em cartórios de registro civil: 1.067.259, contemplando 99,50% das pessoas de até 5 anos de idade. Essa proporção teve um crescimento mais expressivo frente a 2010, quando 98,31% das crianças nessa faixa etária tinham sido registradas em cartório.

Outras 228 crianças baianas de até 5 anos (0,02% do total) tinham, em 2022, o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI), emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Ele não substitui a certidão de nascimento emitida por cartório, mas pode servir para solicitar o registro civil. Frente a 2010, essa percentagem, ainda que muito pequena, dobrou – era 0,01%.

Já um total de 3.713 crianças de até 5 anos de idade que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010. 

Para 1.436 crianças baianas de até 5 anos (0,13% do total), quem respondeu ao Censo 2022 não respondeu a esse quesito ou não soube informar sobre a existência do registro de nascimento – em 2010, a proporção havia sido de 0,07%.

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).   

O registro em cartório do nascimento de uma pessoa oficializa, para o Estado e a sociedade, a sua existência. Funciona como a identidade do indivíduo, é pré-requisito para a retirada de outros documentos, possibilita o acesso a serviços sociais básicos, incluindo saúde, educação e Justiça, evita o risco de apatridia e auxilia na proteção contra violência e exploração infantil. 

A Agenda Mundial 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que definiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da qual o Brasil é um dos países signatários, tem como uma das metas do Objetivo 16 fornecer, até 2030, identidade legal para todas as pessoas, incluindo o registro de nascimento

Salvador é 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%)

Em Salvador, em 2022, 99,64% das crianças de até 5 anos de idade haviam sido registradas em cartório, o que representava 148.580 de um total de 149.120. O percentual avançou em relação ao registrado em 2010 (quando era de 98,54%) e, nesses 12 anos, passou de 5º para 4º maior entre as capitais brasileiras. 

Salvador ficava atrás apenas de Belo Horizonte/MG (99,69%), João Pessoa/PB (99,66%) e Vitória/ES (99,66%). No outro extremo, Boa Vista/RR (96,09%), Macapá/AP (97,63%) e Manaus/AM (98,05%) tinham as menores proporções de crianças registradas – ainda assim, todas superavam 95,0% de cobertura.

Na capital baiana, em 2022, 314 crianças de até 5 anos de idade não tinham nenhum registro de nascimento, o que significava 0,21% do total. A proporção de crianças sem registro caiu pela metade frente a 2010, quando era 0,44%. 

Para 223 crianças soteropolitanas de até 5 anos de idade, a existência ou não de registro de nascimento não foi respondida ou não se soube informar (0,15%, frente a 0,09% em 2010), e para 3 crianças foi informada a existência do RANI.

Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%

Em 2022, 21 dos 417 municípios baianos (5,0% do total), tinham todas as crianças de 5 anos ou mais de idade (100%) com registro de nascimento em cartório. Em 2010, apenas 1 município do estado estava nessa situação: Muniz Ferreira.

Apesar do avanço, a Bahia ficava apenas na 16ª posição nesse indicador, entre os 26 estados. Rio Grande do Sul (com 42,1% dos municípios apresentando 100% de cobertura do registro de nascimentos), Santa Catarina (30,5%) e Minas Gerais (30,0%) lideravam, enquanto Maranhão, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre não tinham nenhum município nessa situação. 

No Brasil como um todo, em 2022, 1 em cada 5 municípios (19,7% ou 1.098 dos 5.570) tinha 100% das crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório. Doze anos antes, em 2010, eram 11,2% (624 municípios) nessa situação. 

Por outro lado, na Bahia, segundo o Censo, em 2022, nenhum município tinha menos de 95,0% de cobertura do registro civil de nascimento para crianças até 5 anos de idade – situação que, em 2010, se verificava em 4 cidades: Sítio do Mato (90,5%), Arataca (94,7%), Jandaíra (94,7%), Serra do Ramalho (94,7%) e Itapicuru (94,9%). Todas elas avançaram e ultrapassaram a marca dos 95,0%. 

Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%, mais 8,6 pontos percentuais), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%, mais 4,8 pontos percentuais) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%, mais 4,5 pontos percentuais) foram os municípios baianos com os maiores aaumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas.

Nacionalmente, 65 municípios (1,2% do total) tinham menos de 95,0% das crianças de até 5 anos de idade com registro de nascimento em cartório, frente a 7,9% em 2010 (441 municípios nessa situação, naquele ano). Roraima (80,0% dos municípios com cobertura de registro menor que 95,0%), Amazonas (38,7% dos municípios) e Amapá (18,85% dos municípios) lideravam, em 2022.

Apesar do aumento geral na cobertura do registro de nascimento na Bahia, 19 municípios do estado viram esse indicador piorar entre 2010 e 2022, com redução na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas no período. As diminuições mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% em 2010 para 95,4% em 2022, ou menos 3,4 pontos percentuais), Rodelas (de 98,6% para 96,2%, menos 2,4 pontos percentuais) e Floresta Azul (de 98,1% para 96,9%, menos 1,2 ponto percentual). 

Em 2022, os cinco municípios baianos com os menores percentuais de crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório eram Banzaê (95,4%), Rodelas (96,2%), Queimadas (96,8%), Floresta Azul (96,9) e Pau Brasil (97,8%).

Mesmo com a maior queda, proporção de crianças indígenas sem registro (0,63%) é 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%)

Em 2022, na Bahia, assim como em 2010, a maior proporção de pessoas de até 5 anos sem registro de nascimento em cartório estava entre as indígenas

Nesse grupo, 0,63% das crianças até 5 anos não tinham nenhum registro, o que significava 102 de um total de 16.804 declaradas indígenas no quesito cor ou raça ou na pergunta “se considera indígena”. A proporção, embora pequena, era 80,0% maior do que a da população em geral (0,35%) e pouco mais que o dobro da registrada entre as crianças pretas, que tinham a menor proporção de não registro (0,31%).

Entretanto, foi entre as pessoas indígenas que o registro de nascimento em cartório mais avançou nos 12 anos que separam os dois últimos Censos.

Em 2010, 1,15% das crianças indígenas de até 5 anos não eram registradas, na Bahia, frente a 0,63% em 2022. Por outro lado, no Censo mais recente (2022), 97,80% das crianças indígenas baianas de até 5 anos tinham registro de nascimento em cartório, frente a 95,70% em 2010.

O RANI, exclusivo para indígenas, viu sua cobertura diminuir, no estado: em 2010, 2,22% das crianças indígenas de até 5 anos contavam com esse registro; em 2022, a proporção passou a ser de 1,42%.

Mariana Viveiros – Seção de Disseminação de Informações IBGE

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Trump e Venezuela. A operação que reacende o debate sobre poder, petróleo e democracia

A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela recolocou a política internacional em clima de alerta. A ação, ordenada por Donald Trump e concluída com…

Prefeitura intensifica manutenção das estradas do Litoral Sul para garantir mobilidade e segurança na alta temporada

Com o aumento expressivo do fluxo de veículos durante a alta temporada, a Prefeitura de Porto Seguro tem intensificado os trabalhos de manutenção e recuperação…

Governo Federal renova parceria com a Rede Sarah e amplia acesso a serviços especializados pelo SUS

Mais de 2 milhões de pessoas devem ser beneficiadas com atendimentos em reabilitação e alta complexidade em 2026. Acordo garante continuidade dos atendimentos gratuitos e…

Garis da Secretaria de Serviços Públicos garantem limpeza de Porto Seguro após as comemorações do Réveillon

Após a intensa programação de Réveillon, que reuniu milhares de moradores e turistas, o primeiro dia de 2026 começou com muito trabalho para as equipes…

Turistas curtem primeiro anoitecer de 2026 em show gratuito de Daniela Mercury, no Farol da Barra

“Começar o ano na Bahia é a realização de um sonho. Quando fiquei sabendo que ia ter o Pôr do Som, reprogramei todo o meu…

Chiclete com Banana comanda a virada e leva multidão à Passarela da Cultura em Porto Seguro

Porto Seguro recebeu 2026 em clima de grande evento urbano. Uma multidão ocupou o circuito e o largo de eventos da Passarela da Cultura para…

📅Réveillon 2026 continua e hoje promete uma explosão de energia com Igor Kannário e Tomate – Porto Seguro – BA

Sob o comando do prefeito Jânio Natal e do vice-prefeito Paulinho Toa Toa, o Réveillon 2026 em Porto Seguro se consolida como um dos maiores…

2025: O ano que recolocou Eunápolis no caminho do

O ano de 2025 marca um divisor de águas na história recente de Eunápolis. Sob a liderança do prefeito Robério Oliveira, a cidade retomou o…

Prefeito de Eunápolis anuncia usina de asfalto própria e obras estruturantes para 2026

Durante participação na Rádio Ativa FM nesta quarta-feira, 31/12, no programa de Kátia Silene,  o prefeito Robério Oliveira anunciou investimentos importantes para Eunápolis, incluindo a…

Prefeitura de Porto Seguro intensifica ações de limpeza e manutenção urbana para atender alta demanda da temporada

Com a chegada da alta temporada e o expressivo aumento no fluxo de pessoas na cidade, a Prefeitura de Porto Seguro ampliou significativamente as ações…

Bahia se destaca no turismo de fim de ano

Destino turístico globalizado, a Bahia chama a atenção do mundo todo com seu mix de natureza exuberante, cultura pulsante, gastronomia rica, sincretismo religioso e povo…

Porto Seguro Praia Resort inaugura nova ala de apartamentos “Select”

O Porto Seguro Praia Resort vai iniciar 2026 apresentando ao mercado uma nova opção de hospedagem, trazendo mais conforto, beleza e uma experiência diferenciada para…

Porto Seguro entra em clima de festa finalizando preparativos para mega virada na Passarela da Cultura

Porto Seguro no clima do Réveillon acelera os últimos preparativos para uma mega festa da virada, com estrutura reforçada e programação musical de grande porte….

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