Censo 2022: Na Bahia, 99,5% das crianças de até 5 anos de idade têm nascimento registrado em cartório; não registro é maior entre indígenas

Por Redação Oxarope
08/08/2024

Publicado em - - -

oXarope1080824nascimento

** Em 2022, 1.067.259 das 1.072.636 crianças baianas de até 5 anos (99,5%) haviam sido registradas em cartório. Essa proporção cresceu frente a 2010, quando tinha sido de 98,3%;

** Entre os estados, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (9,69%) e Paraná (9,66%) lideravam. No Brasil como um todo, 99,3% haviam sido registradas;

** Um total de 3.713 crianças de até 5 anos que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010;

** Em 2022, Salvador era a 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%);

** Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%;

** Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%) foram os municípios baianos com os maiores aumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas, entre 2010 e 2022;

** Na Bahia 19 municípios tiveram queda na proporção de crianças de até 5 anos registradas, entre 2010 e 2022. As mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% para 95,4%), Rodelas (de 98,6% a 96,2%) e Floresta Azul (de 98,1% a 96,9%);

** Mesmo apresentando a maior queda frente a 2010, a proporção de crianças indígenas sem registro em 2022 (0,63%) era 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%);

** As informações são reveladas pela pergunta sobre registro de nascimento, incluída pela primeira vez no Censo Demográfico de 2010 e mantida no Censo 2022. O registro de nascimento realizado em cartórios de registro civil de pessoas naturais do país representa a oficialização da existência de cada pessoa, de sua identificação e da sua relação com o Estado, condições fundamentais ao exercício da cidadania;

** Acompanhe estes e os demais resultados do Censo 2022 no site
https://censo2022.ibge.gov.br/panorama.

Em 2022, na Bahia, segundo o Censo Demográfico, 99,52% das crianças de até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento, o que representava 1.067.487 das 1.072.636 pessoas nesse grupo etário. Houve um pequeno avanço frente a 2010, quando 99,20% das crianças tinham algum registro no estado.

Quase todos os registros de nascimentos, na Bahia, em 2022, haviam sido feitos em cartórios de registro civil: 1.067.259, contemplando 99,50% das pessoas de até 5 anos de idade. Essa proporção teve um crescimento mais expressivo frente a 2010, quando 98,31% das crianças nessa faixa etária tinham sido registradas em cartório.

Outras 228 crianças baianas de até 5 anos (0,02% do total) tinham, em 2022, o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI), emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Ele não substitui a certidão de nascimento emitida por cartório, mas pode servir para solicitar o registro civil. Frente a 2010, essa percentagem, ainda que muito pequena, dobrou – era 0,01%.

Já um total de 3.713 crianças de até 5 anos de idade que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010. 

Para 1.436 crianças baianas de até 5 anos (0,13% do total), quem respondeu ao Censo 2022 não respondeu a esse quesito ou não soube informar sobre a existência do registro de nascimento – em 2010, a proporção havia sido de 0,07%.

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).   

O registro em cartório do nascimento de uma pessoa oficializa, para o Estado e a sociedade, a sua existência. Funciona como a identidade do indivíduo, é pré-requisito para a retirada de outros documentos, possibilita o acesso a serviços sociais básicos, incluindo saúde, educação e Justiça, evita o risco de apatridia e auxilia na proteção contra violência e exploração infantil. 

A Agenda Mundial 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que definiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da qual o Brasil é um dos países signatários, tem como uma das metas do Objetivo 16 fornecer, até 2030, identidade legal para todas as pessoas, incluindo o registro de nascimento. 

Salvador é 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%)

Em Salvador, em 2022, 99,64% das crianças de até 5 anos de idade haviam sido registradas em cartório, o que representava 148.580 de um total de 149.120. O percentual avançou em relação ao registrado em 2010 (quando era de 98,54%) e, nesses 12 anos, passou de 5º para 4º maior entre as capitais brasileiras. 

Salvador ficava atrás apenas de Belo Horizonte/MG (99,69%), João Pessoa/PB (99,66%) e Vitória/ES (99,66%). No outro extremo, Boa Vista/RR (96,09%), Macapá/AP (97,63%) e Manaus/AM (98,05%) tinham as menores proporções de crianças registradas – ainda assim, todas superavam 95,0% de cobertura.

Na capital baiana, em 2022, 314 crianças de até 5 anos de idade não tinham nenhum registro de nascimento, o que significava 0,21% do total. A proporção de crianças sem registro caiu pela metade frente a 2010, quando era 0,44%. 

Para 223 crianças soteropolitanas de até 5 anos de idade, a existência ou não de registro de nascimento não foi respondida ou não se soube informar (0,15%, frente a 0,09% em 2010), e para 3 crianças foi informada a existência do RANI.

Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%

Em 2022, 21 dos 417 municípios baianos (5,0% do total), tinham todas as crianças de 5 anos ou mais de idade (100%) com registro de nascimento em cartório. Em 2010, apenas 1 município do estado estava nessa situação: Muniz Ferreira.

Apesar do avanço, a Bahia ficava apenas na 16ª posição nesse indicador, entre os 26 estados. Rio Grande do Sul (com 42,1% dos municípios apresentando 100% de cobertura do registro de nascimentos), Santa Catarina (30,5%) e Minas Gerais (30,0%) lideravam, enquanto Maranhão, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre não tinham nenhum município nessa situação. 

No Brasil como um todo, em 2022, 1 em cada 5 municípios (19,7% ou 1.098 dos 5.570) tinha 100% das crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório. Doze anos antes, em 2010, eram 11,2% (624 municípios) nessa situação. 

Por outro lado, na Bahia, segundo o Censo, em 2022, nenhum município tinha menos de 95,0% de cobertura do registro civil de nascimento para crianças até 5 anos de idade – situação que, em 2010, se verificava em 4 cidades: Sítio do Mato (90,5%), Arataca (94,7%), Jandaíra (94,7%), Serra do Ramalho (94,7%) e Itapicuru (94,9%). Todas elas avançaram e ultrapassaram a marca dos 95,0%. 

Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%, mais 8,6 pontos percentuais), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%, mais 4,8 pontos percentuais) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%, mais 4,5 pontos percentuais) foram os municípios baianos com os maiores aaumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas.

Nacionalmente, 65 municípios (1,2% do total) tinham menos de 95,0% das crianças de até 5 anos de idade com registro de nascimento em cartório, frente a 7,9% em 2010 (441 municípios nessa situação, naquele ano). Roraima (80,0% dos municípios com cobertura de registro menor que 95,0%), Amazonas (38,7% dos municípios) e Amapá (18,85% dos municípios) lideravam, em 2022.

Apesar do aumento geral na cobertura do registro de nascimento na Bahia, 19 municípios do estado viram esse indicador piorar entre 2010 e 2022, com redução na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas no período. As diminuições mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% em 2010 para 95,4% em 2022, ou menos 3,4 pontos percentuais), Rodelas (de 98,6% para 96,2%, menos 2,4 pontos percentuais) e Floresta Azul (de 98,1% para 96,9%, menos 1,2 ponto percentual). 

Em 2022, os cinco municípios baianos com os menores percentuais de crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório eram Banzaê (95,4%), Rodelas (96,2%), Queimadas (96,8%), Floresta Azul (96,9) e Pau Brasil (97,8%).

Mesmo com a maior queda, proporção de crianças indígenas sem registro (0,63%) é 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%)

Em 2022, na Bahia, assim como em 2010, a maior proporção de pessoas de até 5 anos sem registro de nascimento em cartório estava entre as indígenas. 

Nesse grupo, 0,63% das crianças até 5 anos não tinham nenhum registro, o que significava 102 de um total de 16.804 declaradas indígenas no quesito cor ou raça ou na pergunta “se considera indígena”. A proporção, embora pequena, era 80,0% maior do que a da população em geral (0,35%) e pouco mais que o dobro da registrada entre as crianças pretas, que tinham a menor proporção de não registro (0,31%).

Entretanto, foi entre as pessoas indígenas que o registro de nascimento em cartório mais avançou nos 12 anos que separam os dois últimos Censos.

Em 2010, 1,15% das crianças indígenas de até 5 anos não eram registradas, na Bahia, frente a 0,63% em 2022. Por outro lado, no Censo mais recente (2022), 97,80% das crianças indígenas baianas de até 5 anos tinham registro de nascimento em cartório, frente a 95,70% em 2010.

O RANI, exclusivo para indígenas, viu sua cobertura diminuir, no estado: em 2010, 2,22% das crianças indígenas de até 5 anos contavam com esse registro; em 2022, a proporção passou a ser de 1,42%.

Mariana Viveiros – Seção de Disseminação de Informações IBGE

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Censo 2022: Na Bahia, 99,5% das crianças de até 5 anos de idade têm nascimento registrado em cartório; não registro é maior entre indígenas

Por Redação Oxarope
08/08/2024 - 19h13 - Atualizado 8 de agosto de 2024

Publicado em - - -

oXarope1080824nascimento

** Em 2022, 1.067.259 das 1.072.636 crianças baianas de até 5 anos (99,5%) haviam sido registradas em cartório. Essa proporção cresceu frente a 2010, quando tinha sido de 98,3%;

** Entre os estados, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (9,69%) e Paraná (9,66%) lideravam. No Brasil como um todo, 99,3% haviam sido registradas;

** Um total de 3.713 crianças de até 5 anos que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010;

** Em 2022, Salvador era a 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%);

** Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%;

** Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%) foram os municípios baianos com os maiores aumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas, entre 2010 e 2022;

** Na Bahia 19 municípios tiveram queda na proporção de crianças de até 5 anos registradas, entre 2010 e 2022. As mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% para 95,4%), Rodelas (de 98,6% a 96,2%) e Floresta Azul (de 98,1% a 96,9%);

** Mesmo apresentando a maior queda frente a 2010, a proporção de crianças indígenas sem registro em 2022 (0,63%) era 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%);

** As informações são reveladas pela pergunta sobre registro de nascimento, incluída pela primeira vez no Censo Demográfico de 2010 e mantida no Censo 2022. O registro de nascimento realizado em cartórios de registro civil de pessoas naturais do país representa a oficialização da existência de cada pessoa, de sua identificação e da sua relação com o Estado, condições fundamentais ao exercício da cidadania;

** Acompanhe estes e os demais resultados do Censo 2022 no site
https://censo2022.ibge.gov.br/panorama.

Em 2022, na Bahia, segundo o Censo Demográfico, 99,52% das crianças de até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento, o que representava 1.067.487 das 1.072.636 pessoas nesse grupo etário. Houve um pequeno avanço frente a 2010, quando 99,20% das crianças tinham algum registro no estado.

Quase todos os registros de nascimentos, na Bahia, em 2022, haviam sido feitos em cartórios de registro civil: 1.067.259, contemplando 99,50% das pessoas de até 5 anos de idade. Essa proporção teve um crescimento mais expressivo frente a 2010, quando 98,31% das crianças nessa faixa etária tinham sido registradas em cartório.

Outras 228 crianças baianas de até 5 anos (0,02% do total) tinham, em 2022, o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI), emitido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). Ele não substitui a certidão de nascimento emitida por cartório, mas pode servir para solicitar o registro civil. Frente a 2010, essa percentagem, ainda que muito pequena, dobrou – era 0,01%.

Já um total de 3.713 crianças de até 5 anos de idade que moravam na Bahia em 2022 ainda não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, representando 0,35%. Essa proporção caiu quase pela metade em 12 anos: era de 0,73% em 2010. 

Para 1.436 crianças baianas de até 5 anos (0,13% do total), quem respondeu ao Censo 2022 não respondeu a esse quesito ou não soube informar sobre a existência do registro de nascimento – em 2010, a proporção havia sido de 0,07%.

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).

No Brasil como um todo, em 2022, 99,32% das 15.345.646 pessoas até 5 anos de idade tinham algum registro de nascimento (15.241.687), sendo que 99,26% (15.231.425) haviam sido registradas em cartório; 0,07% tinham RANI (10.262); 0,51% não tinham nenhum registro (77.684); e26.275 (0,17%) não responderam ou não souberam informar.

Entre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 11ª maior proporção de crianças até 5 anos registradas em cartório. Minas Gerais (99,71%), Espírito Santo (99,69%) e Paraná (99,66%) lideravam, enquanto Roraima (89,33%), Amazonas (95,97%) e Amapá (96,66%) tinham as menores. 

Em 2010, a Bahia ocupava a 6ª posição nesse ranking, com 98,31% das crianças até 5 anos registradas em cartório, mas caiu para a 11ª porque evoluiu menos nesse indicador do que os demais estados (+1,2 ponto percentual, o 6º menor aumento).   

O registro em cartório do nascimento de uma pessoa oficializa, para o Estado e a sociedade, a sua existência. Funciona como a identidade do indivíduo, é pré-requisito para a retirada de outros documentos, possibilita o acesso a serviços sociais básicos, incluindo saúde, educação e Justiça, evita o risco de apatridia e auxilia na proteção contra violência e exploração infantil. 

A Agenda Mundial 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que definiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da qual o Brasil é um dos países signatários, tem como uma das metas do Objetivo 16 fornecer, até 2030, identidade legal para todas as pessoas, incluindo o registro de nascimento. 

Salvador é 4ª capital com maior proporção de crianças até 5 anos com registro de nascimento em cartório (99,6%)

Em Salvador, em 2022, 99,64% das crianças de até 5 anos de idade haviam sido registradas em cartório, o que representava 148.580 de um total de 149.120. O percentual avançou em relação ao registrado em 2010 (quando era de 98,54%) e, nesses 12 anos, passou de 5º para 4º maior entre as capitais brasileiras. 

Salvador ficava atrás apenas de Belo Horizonte/MG (99,69%), João Pessoa/PB (99,66%) e Vitória/ES (99,66%). No outro extremo, Boa Vista/RR (96,09%), Macapá/AP (97,63%) e Manaus/AM (98,05%) tinham as menores proporções de crianças registradas – ainda assim, todas superavam 95,0% de cobertura.

Na capital baiana, em 2022, 314 crianças de até 5 anos de idade não tinham nenhum registro de nascimento, o que significava 0,21% do total. A proporção de crianças sem registro caiu pela metade frente a 2010, quando era 0,44%. 

Para 223 crianças soteropolitanas de até 5 anos de idade, a existência ou não de registro de nascimento não foi respondida ou não se soube informar (0,15%, frente a 0,09% em 2010), e para 3 crianças foi informada a existência do RANI.

Na Bahia, em 2022, 21 dos 417 municípios (5,0%) tinham todas as crianças registradas em cartório, e nenhum tinha cobertura menor que 95,0%

Em 2022, 21 dos 417 municípios baianos (5,0% do total), tinham todas as crianças de 5 anos ou mais de idade (100%) com registro de nascimento em cartório. Em 2010, apenas 1 município do estado estava nessa situação: Muniz Ferreira.

Apesar do avanço, a Bahia ficava apenas na 16ª posição nesse indicador, entre os 26 estados. Rio Grande do Sul (com 42,1% dos municípios apresentando 100% de cobertura do registro de nascimentos), Santa Catarina (30,5%) e Minas Gerais (30,0%) lideravam, enquanto Maranhão, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre não tinham nenhum município nessa situação. 

No Brasil como um todo, em 2022, 1 em cada 5 municípios (19,7% ou 1.098 dos 5.570) tinha 100% das crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório. Doze anos antes, em 2010, eram 11,2% (624 municípios) nessa situação. 

Por outro lado, na Bahia, segundo o Censo, em 2022, nenhum município tinha menos de 95,0% de cobertura do registro civil de nascimento para crianças até 5 anos de idade – situação que, em 2010, se verificava em 4 cidades: Sítio do Mato (90,5%), Arataca (94,7%), Jandaíra (94,7%), Serra do Ramalho (94,7%) e Itapicuru (94,9%). Todas elas avançaram e ultrapassaram a marca dos 95,0%. 

Sítio do Mato (de 90,5% para 99,1%, mais 8,6 pontos percentuais), Jandaíra (de 94,7% para 99,5%, mais 4,8 pontos percentuais) e Serra do Ramalho (de 94,7% para 99,2%, mais 4,5 pontos percentuais) foram os municípios baianos com os maiores aaumentos na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas.

Nacionalmente, 65 municípios (1,2% do total) tinham menos de 95,0% das crianças de até 5 anos de idade com registro de nascimento em cartório, frente a 7,9% em 2010 (441 municípios nessa situação, naquele ano). Roraima (80,0% dos municípios com cobertura de registro menor que 95,0%), Amazonas (38,7% dos municípios) e Amapá (18,85% dos municípios) lideravam, em 2022.

Apesar do aumento geral na cobertura do registro de nascimento na Bahia, 19 municípios do estado viram esse indicador piorar entre 2010 e 2022, com redução na proporção de crianças de até 5 anos de idade registradas no período. As diminuições mais intensas ocorreram em Banzaê (de 98,8% em 2010 para 95,4% em 2022, ou menos 3,4 pontos percentuais), Rodelas (de 98,6% para 96,2%, menos 2,4 pontos percentuais) e Floresta Azul (de 98,1% para 96,9%, menos 1,2 ponto percentual). 

Em 2022, os cinco municípios baianos com os menores percentuais de crianças de até 5 anos com registro de nascimento em cartório eram Banzaê (95,4%), Rodelas (96,2%), Queimadas (96,8%), Floresta Azul (96,9) e Pau Brasil (97,8%).

Mesmo com a maior queda, proporção de crianças indígenas sem registro (0,63%) é 80,0% maior do que a da população baiana em geral (0,35%)

Em 2022, na Bahia, assim como em 2010, a maior proporção de pessoas de até 5 anos sem registro de nascimento em cartório estava entre as indígenas. 

Nesse grupo, 0,63% das crianças até 5 anos não tinham nenhum registro, o que significava 102 de um total de 16.804 declaradas indígenas no quesito cor ou raça ou na pergunta “se considera indígena”. A proporção, embora pequena, era 80,0% maior do que a da população em geral (0,35%) e pouco mais que o dobro da registrada entre as crianças pretas, que tinham a menor proporção de não registro (0,31%).

Entretanto, foi entre as pessoas indígenas que o registro de nascimento em cartório mais avançou nos 12 anos que separam os dois últimos Censos.

Em 2010, 1,15% das crianças indígenas de até 5 anos não eram registradas, na Bahia, frente a 0,63% em 2022. Por outro lado, no Censo mais recente (2022), 97,80% das crianças indígenas baianas de até 5 anos tinham registro de nascimento em cartório, frente a 95,70% em 2010.

O RANI, exclusivo para indígenas, viu sua cobertura diminuir, no estado: em 2010, 2,22% das crianças indígenas de até 5 anos contavam com esse registro; em 2022, a proporção passou a ser de 1,42%.

Mariana Viveiros – Seção de Disseminação de Informações IBGE

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Bancários da Caixa retornam ao trabalho no extremo sul após julgamento de dissídio 

Em cumprimento á decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), os funcionários da Caixa Econômica Federal lotados no extremo sul da Bahia retornaram integralmente ás…

Governo lança novo Desenrola para MEI com desconto de 50% em dívidas

Microempreendedores individuais terão uma nova oportunidade para regularizar dívidas com a União. A Advocacia-Geral da União anunciou um novo conjunto de editais para renegociação de…

Estado da Bahia assina ordem de serviço para construção de um Centro Especializado em Reabilitação em Feira de Santana

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, assinou, nesta quarta-feira (30), a ordem de serviço para construção de um Centro Especializado em Reabilitação tipo…

Educação de Eunápolis ganha reforço com novos kits de brinquedoteca nas escolas municipais

A Prefeitura de Eunápolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação, recebeu nesta terça-feira (29) a doação de três kits de brinquedoteca da Veracel, destinados…

Eunápolis lidera produção de ovos na Bahia

Eunápolis alcançou um resultado de destaque na pecuária baiana e terminou 2025 como o município que mais produziu ovos de galinha em toda a Bahia….

Nova praça do Santiago será inaugurada nesta sexta-feira em Arraial d’Ajuda

O bairro Santiago, em Arraial d’Ajuda, ganhará nesta sexta-feira, 2, um novo espaço de lazer, convivência e integração para a comunidade. A Prefeitura de Porto…

Tá na conta! Prefeitura de Eunápolis paga salários de setembro e injeta R$ 23 milhões na economia

A Prefeitura de Eunápolis iniciou nesta terça-feira (29) o pagamento, MAIS UMA VEZ ANTECIPADO, dos salários dos servidores municipais referentes ao mês de setembro. Os…

Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto e supera 1,1 milhão no ano

O mercado de trabalho brasileiro fechou agosto com 165.827 novos empregos formais, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira, 29 de setembro, pelo Ministério…

Governo manda derrubar 5.209 sites de apostas ilegais no Brasil

O governo federal intensificou nesta terça-feira, 29 de setembro, a ofensiva contra o mercado de apostas ilegais na internet. O Ministério da Justiça e Segurança…

Semac realiza fiscalizações no Parque Ecológico e no Belo Campo

A equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) realizou ações de fiscalização no Parque Ecológico e no bairro Belo Campo. No…

Eunápolis reúne profissionais de seis municípios em Fórum Materno-Infantil

Eunápolis sediou, nesta terça-feira (29), o Fórum Materno-Infantil da Região de Saúde Porto Seguro, reunindo profissionais de saúde de Eunápolis, Itabela, Itapebi, Guaratinga, Belmonte e…

Empresário Abobrão reúne mais de 500 pessoas em com Neto Carletto em Eunápolis

O empresário e suplente de vereador Juvenildo, conhecido popularmente como Abobrão, realizou na noite de segunda-feira (28), em Eunápolis, uma reunião com a presença do…

Outubro Rosa: Sesab abre agendamento para mamografias em Salvador nesta terça-feira (29)

Começam nesta terça-feira (29) os agendamentos para as 40 mil mamografias ofertadas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em Salvador, durante o…

Porto Seguro participa de mobilização latino-americana com castração gratuita de felinos

Porto Seguro integra, no dia 2 de outubro, o CASTRALAT, mobilização anual realizada em diversos países da América Latina para ampliar o acesso à castração…

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