
A produção industrial baiana cresceu 3,7% em agosto de 2026 frente a julho, registrando a maior alta entre os 15 locais pesquisados nesse comparativo pelo IBGE. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta quinta-feira, 8 de outubro, também mostram um contraste. Apesar da reação mensal, o estado produziu 3,0% menos que em agosto de 2025.
O avanço de agosto foi o terceiro resultado positivo consecutivo da indústria da Bahia na comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal. Esse tratamento estatístico reduz a influência de fatores que se repetem em determinadas épocas do ano.
Enquanto a Bahia avançou, a produção brasileira caiu 0,6%. Apenas outros três estados registraram crescimento mensal, Rio de Janeiro, com 1,1%, e Paraná e Mato Grosso, ambos com 1,0%. O mercado financeiro em tempo real
A liderança mensal, porém, convive com resultados negativos nos períodos mais longos. Na comparação com agosto de 2025, a indústria baiana recuou pelo quarto mês seguido. A queda de 3,0% foi mais intensa que a nacional, de 1,2%, e representou o quinto pior desempenho entre os 18 locais pesquisados.
Comparação Bahia Brasil Agosto frente a julho de 2026, com ajuste sazonal +3,7% -0,6% Agosto de 2026 frente a agosto de 2025 -3,0% -1,2% Janeiro a agosto de 2026 frente ao mesmo período de 2025 -4,4% +0,8% Acumulado em 12 meses encerrados em agosto -3,3% +0,6%
Fonte dos indicadores apresentados na tabela e dos detalhamentos setoriais abaixo, informe da PIM-PF Regional do IBGE fornecido à reportagem.
Entre janeiro e agosto, a Bahia acumulou a quarta maior retração industrial do país, à frente apenas de Rio Grande do Norte, com queda de 10,7%, Maranhão, de 6,9%, e Pará, de 5,4%.
Nos 12 meses encerrados em agosto, o estado também apresentou a quarta queda mais intensa, em um cenário no qual 11 dos 18 locais pesquisados tiveram resultados negativos.
O resultado coloca em discussão a capacidade de manter a recuperação e espalhá-la por mais atividades. Seis dos dez ramos da indústria de transformação pesquisados na Bahia produziram menos que em agosto de 2025.
O refino de petróleo foi o principal responsável pela queda geral nessa comparação. A atividade de fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 7,1%, completando quatro resultados negativos consecutivos.
A metalurgia apresentou a redução mais profunda, de 19,1%, e o segundo maior impacto negativo sobre a indústria baiana. O segmento acumula dez meses de retração na comparação com os mesmos meses do ano anterior, desde novembro de 2025.
Para mim, o ponto que merece mais atenção é a distância entre a melhora recente e a persistência das perdas em atividades importantes para o estado.
Esses movimentos ajudam a acompanhar o ambiente em que empresas decidem sobre produção e investimentos. A pesquisa, contudo, mede o volume produzido e não permite concluir, sozinha, que houve aumento ou redução de empregos e salários.
Os resultados setoriais mostram trajetórias diferentes dentro da indústria baiana. A transformação caiu 3,0% frente a agosto de 2025, enquanto a indústria extrativa recuou 3,6%, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento.
Na direção oposta, a fabricação de produtos alimentícios avançou 9,6%, a maior alta entre os ramos da transformação. Foi também a atividade que mais contribuiu para limitar a queda geral da indústria estadual.
O setor de alimentos completou 12 meses consecutivos de crescimento na comparação anual, sequência iniciada em setembro de 2025. De janeiro a agosto de 2026, acumulou expansão de 6,8%, o melhor resultado entre as atividades da transformação pesquisadas no estado.
O material divulgado não apresenta declarações de representantes dos setores. Os indicadores permitem identificar quem puxou o resultado, mas não detalham as causas operacionais das quedas no refino e na metalurgia.


















