Instituto Baleia Jubarte e Veracel Celulose realizam o 17º monitoramento de botos-cinza

Por MarcelloXarope
21/11/2023

Publicado em -

oxarope3noticiaTarifa-Mercado-1-1

Boto-cinza fotografado no Terminal Marítimo de Belmonte (TMB) por pesquisadoras do Instituto Baleia Jubarte

A Veracel, indústria de celulose com operações no Sul da Bahia, e o Instituto Baleia Jubarte (IBJ) iniciaram hoje (21) mais um ciclo de monitoramento dos botos-cinza na região doTerminal Marítimo de Belmonte (TMB), na Bahia, em um compromisso conjunto com a conservação e o monitoramento desses animais ameaçados de extinção.

O boto-cinza (Sotalia guianensis), é uma espécie de golfinho que habita principalmente as águas costeiras e estuários da América do Sul. Conhecida por sua coloração acinzentada, seu corpo alongado e seu focinho curto, a espécie prefere águas mais rasas e pode ser encontrada nas regiões costeiras e em rios de água doce que se conectam ao oceano.

O monitoramento dos botos-cinza é parte das condicionantes de operação da Veracel, que transporta sua carga de celulose do Terminal Marítimo de Belmonte, na Bahia, para o Portocel, no Espírito Santo, e tem o objetivo de avaliar, na região, a abundância e o comportamento, bem como o repertório acústico, desses pequenos cetáceos.

“O monitoramento de longo prazo traz resultados inéditos sobre a história de vida desses animais e sobre o modo como a espécie utiliza a área portuária do TMB e costeira de Belmonte. A presença constante de filhotes e o avistamento de indivíduos desde 2017 sugerem um possível crescimento populacional, bem como uma fidelidade dos botos na região. Por exemplo, o primeiro indivíduo fotografado lá em 2017 é visto até hoje e, na última campanha, descobrimos que é uma fêmea! Além disso, até o momento, nossos dados não comprovam que as atividades do porto impactam diretamente a vida desses animais, que continuam pescando, socializando-se e habitando a área do Terminal, mesmo com a presença das grandes embarcações, como a barcaça de celulose e o navio de dragagem”, destaca Bianca Righi, bióloga e pesquisadora dos botos-cinza pelo IBJ.

“O quebra-mar do TMB é uma estrutura feita de pedras que tem tanto a função de criar uma região abrigada para permitir o carregamento seguro das barcaças com celulose quanto de criar um ecossistema marinho rico em microfauna e algas, que atraem cardumes de peixes. Esse é o motivo para os botos passarem boa parte do tempo na área do Terminal Marítimo, realizando atividades de pesca e socialização”, comenta Tarciso Matos, coordenador de Meio Ambiente da Veracel.

“O monitoramento faz parte do compromisso ambiental da Veracel em nossa operação em Belmonte e comprova a importância da colaboração entre empresas e organizações de conservação para proteger a vida marinha e promover a sustentabilidade e a segurança em nossos ecossistemas costeiros”, destaca ainda o coordenador.

O monitoramento da Veracel em parceria com o IBJ, que já está em seu 17º ciclo, desde 2017, ocorre ao longo de dois períodos anuais: novembro e dezembro e fevereiro e março, épocas que apresentam as melhores condições climáticas para a observação dos botos.

Nesses períodos, especialistas da espécie no IBJ estudam o comportamento dos animais, avaliando formas de mitigar, cada vez mais, os impactos das atividades humanas sobre a espécie.

Em cada ciclo de monitoramento e com o apoio da Veracel, três abordagens distintas são utilizadas para coletar dados sobre os botos-cinza:

Monitoramento embarcado: Durante outros 10 dias, as equipes do IBJ embarcam em barcos que percorrem a área desde a foz do Rio Jequitinhonha, no norte do TMB, até a foz do Rio Preto, ao sul. Esta abordagem visa a entender a localização dos botos quando não estão no terminal de Belmonte.

Monitoramento acústico: A equipe do IBJ faz um acompanhamento e uma análise de dados acústicos para descrever os ruídos gerados pelos equipamentos e embarcações do terminal e os sons emitidos pelos botos-cinza para comunicação e durante suas estratégias de pesca. Felizmente, a faixa de frequência em que os botos se comunicam não se sobrepõe à faixa de frequência dos equipamentos utilizados na operação da Veracel.

Pesquisadora do IBJ durante o monitoramento acústico dos botos-cinza no Terminal

 Os botos-cinza desempenham um papel importante nos ecossistemas aquáticos, ajudando a controlar as populações de peixes e contribuindo para a biodiversidade. Portanto, sua conservação é fundamental para a saúde dos ambientes costeiros e dos estuários.

Os botos-cinza têm nadadeiras peitorais curtas e uma nadadeira dorsal triangular e pequena. Sua expectativa de vida varia, mas geralmente está na faixa de 30 a 35 anos, e eles apresentam fidelidade a determinadas regiões marinhas, como no caso de Belmonte, na Bahia.

São animais sociais, que geralmente vivem em grupos com números variados de integrantes, desde apenas alguns indivíduos a dezenas deles.

A dieta dos botos-cinza consiste principalmente em peixes, como anchovas, tainhas e outros pequenos peixes costeiros. Eles usam técnicas de pesca cooperativa para capturar suas presas em grupo.

A captura acidental em redes de pesca e danos ambientais, como alterações ou degradação de habitats causadas por atividades humanas, são cada vez mais comuns em regiões costeiras. Por isso, o boto-cinza foi classificado como “vulnerável” pelo ICMBio e está citado na Lista de Espécies Ameaçadas da Fauna.

Veracel Celulose celebrou 31 anos de atuação em 2022. Com a fábrica em Eunápolis, no Sul da Bahia, a companhia integra operações florestais, industriais e de logística em mais 10 outros municípios da região. Responsável pela produção 1,1 milhão de toneladas de celulose/ano, 100% da madeira utilizada no processo produtivo é certificada ou controlada em conformidade aos princípios e critérios de padrões normativos internacionais. Com 50% de participação cada, seus acionistas são duas grandes no setor de celulose e papel em âmbito internacional: a brasileira Suzano e a sueco-finlandesa Stora Enso.

A Veracel é considerada como uma das melhores empresas para se trabalhar na Bahia. Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior reserva particular de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro e recebeu o Certificado de Serviços Ecossistêmicos do Forest Stewardship Council® – FSC® C017612, emitido no Brasil pela certificadora Imaflora.

São 3.191 empregos diretos e cerca de 16 mil beneficiados pelas iniciativas de educação, saúde e geração de renda todos últimos anos. Ser responsável, inspirar pessoas e valorizar a vida é o nosso propósito!

Atuando há mais de 35 anos na pesquisa e conservação das baleias-jubarte e do ambiente marinho no Brasil, o Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, integra a Rede BIOMAR juntamente com outros projetos patrocinados pela empresa (Projeto Albatroz, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil), que atuam de forma integrada na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. O Projeto Baleia Jubarte é realizado pelo Instituto Baleia Jubarte a partir de suas sedes na Praia do Forte e em Caravelas, Bahia, e em Vitória, no Espírito Santo. Por meio deste projeto são realizadas ações de pesquisa científica, turismo responsável, ações de educação ambiental, bem como atividades de conservação que tem contribuído para o sucesso da recuperação da população de jubartes do atlântico sul ocidental.

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Instituto Baleia Jubarte e Veracel Celulose realizam o 17º monitoramento de botos-cinza

Por MarcelloXarope
21/11/2023 - 16h40 - Atualizado 24 de novembro de 2023

Publicado em -

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Boto-cinza fotografado no Terminal Marítimo de Belmonte (TMB) por pesquisadoras do Instituto Baleia Jubarte

A Veracel, indústria de celulose com operações no Sul da Bahia, e o Instituto Baleia Jubarte (IBJ) iniciaram hoje (21) mais um ciclo de monitoramento dos botos-cinza na região doTerminal Marítimo de Belmonte (TMB), na Bahia, em um compromisso conjunto com a conservação e o monitoramento desses animais ameaçados de extinção.

O boto-cinza (Sotalia guianensis), é uma espécie de golfinho que habita principalmente as águas costeiras e estuários da América do Sul. Conhecida por sua coloração acinzentada, seu corpo alongado e seu focinho curto, a espécie prefere águas mais rasas e pode ser encontrada nas regiões costeiras e em rios de água doce que se conectam ao oceano.

O monitoramento dos botos-cinza é parte das condicionantes de operação da Veracel, que transporta sua carga de celulose do Terminal Marítimo de Belmonte, na Bahia, para o Portocel, no Espírito Santo, e tem o objetivo de avaliar, na região, a abundância e o comportamento, bem como o repertório acústico, desses pequenos cetáceos.

“O monitoramento de longo prazo traz resultados inéditos sobre a história de vida desses animais e sobre o modo como a espécie utiliza a área portuária do TMB e costeira de Belmonte. A presença constante de filhotes e o avistamento de indivíduos desde 2017 sugerem um possível crescimento populacional, bem como uma fidelidade dos botos na região. Por exemplo, o primeiro indivíduo fotografado lá em 2017 é visto até hoje e, na última campanha, descobrimos que é uma fêmea! Além disso, até o momento, nossos dados não comprovam que as atividades do porto impactam diretamente a vida desses animais, que continuam pescando, socializando-se e habitando a área do Terminal, mesmo com a presença das grandes embarcações, como a barcaça de celulose e o navio de dragagem”, destaca Bianca Righi, bióloga e pesquisadora dos botos-cinza pelo IBJ.

“O quebra-mar do TMB é uma estrutura feita de pedras que tem tanto a função de criar uma região abrigada para permitir o carregamento seguro das barcaças com celulose quanto de criar um ecossistema marinho rico em microfauna e algas, que atraem cardumes de peixes. Esse é o motivo para os botos passarem boa parte do tempo na área do Terminal Marítimo, realizando atividades de pesca e socialização”, comenta Tarciso Matos, coordenador de Meio Ambiente da Veracel.

“O monitoramento faz parte do compromisso ambiental da Veracel em nossa operação em Belmonte e comprova a importância da colaboração entre empresas e organizações de conservação para proteger a vida marinha e promover a sustentabilidade e a segurança em nossos ecossistemas costeiros”, destaca ainda o coordenador.

O monitoramento da Veracel em parceria com o IBJ, que já está em seu 17º ciclo, desde 2017, ocorre ao longo de dois períodos anuais: novembro e dezembro e fevereiro e março, épocas que apresentam as melhores condições climáticas para a observação dos botos.

Nesses períodos, especialistas da espécie no IBJ estudam o comportamento dos animais, avaliando formas de mitigar, cada vez mais, os impactos das atividades humanas sobre a espécie.

Em cada ciclo de monitoramento e com o apoio da Veracel, três abordagens distintas são utilizadas para coletar dados sobre os botos-cinza:

Monitoramento embarcado: Durante outros 10 dias, as equipes do IBJ embarcam em barcos que percorrem a área desde a foz do Rio Jequitinhonha, no norte do TMB, até a foz do Rio Preto, ao sul. Esta abordagem visa a entender a localização dos botos quando não estão no terminal de Belmonte.

Monitoramento acústico: A equipe do IBJ faz um acompanhamento e uma análise de dados acústicos para descrever os ruídos gerados pelos equipamentos e embarcações do terminal e os sons emitidos pelos botos-cinza para comunicação e durante suas estratégias de pesca. Felizmente, a faixa de frequência em que os botos se comunicam não se sobrepõe à faixa de frequência dos equipamentos utilizados na operação da Veracel.

Pesquisadora do IBJ durante o monitoramento acústico dos botos-cinza no Terminal

 Os botos-cinza desempenham um papel importante nos ecossistemas aquáticos, ajudando a controlar as populações de peixes e contribuindo para a biodiversidade. Portanto, sua conservação é fundamental para a saúde dos ambientes costeiros e dos estuários.

Os botos-cinza têm nadadeiras peitorais curtas e uma nadadeira dorsal triangular e pequena. Sua expectativa de vida varia, mas geralmente está na faixa de 30 a 35 anos, e eles apresentam fidelidade a determinadas regiões marinhas, como no caso de Belmonte, na Bahia.

São animais sociais, que geralmente vivem em grupos com números variados de integrantes, desde apenas alguns indivíduos a dezenas deles.

A dieta dos botos-cinza consiste principalmente em peixes, como anchovas, tainhas e outros pequenos peixes costeiros. Eles usam técnicas de pesca cooperativa para capturar suas presas em grupo.

A captura acidental em redes de pesca e danos ambientais, como alterações ou degradação de habitats causadas por atividades humanas, são cada vez mais comuns em regiões costeiras. Por isso, o boto-cinza foi classificado como “vulnerável” pelo ICMBio e está citado na Lista de Espécies Ameaçadas da Fauna.

Veracel Celulose celebrou 31 anos de atuação em 2022. Com a fábrica em Eunápolis, no Sul da Bahia, a companhia integra operações florestais, industriais e de logística em mais 10 outros municípios da região. Responsável pela produção 1,1 milhão de toneladas de celulose/ano, 100% da madeira utilizada no processo produtivo é certificada ou controlada em conformidade aos princípios e critérios de padrões normativos internacionais. Com 50% de participação cada, seus acionistas são duas grandes no setor de celulose e papel em âmbito internacional: a brasileira Suzano e a sueco-finlandesa Stora Enso.

A Veracel é considerada como uma das melhores empresas para se trabalhar na Bahia. Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior reserva particular de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro e recebeu o Certificado de Serviços Ecossistêmicos do Forest Stewardship Council® – FSC® C017612, emitido no Brasil pela certificadora Imaflora.

São 3.191 empregos diretos e cerca de 16 mil beneficiados pelas iniciativas de educação, saúde e geração de renda todos últimos anos. Ser responsável, inspirar pessoas e valorizar a vida é o nosso propósito!

Atuando há mais de 35 anos na pesquisa e conservação das baleias-jubarte e do ambiente marinho no Brasil, o Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, integra a Rede BIOMAR juntamente com outros projetos patrocinados pela empresa (Projeto Albatroz, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil), que atuam de forma integrada na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. O Projeto Baleia Jubarte é realizado pelo Instituto Baleia Jubarte a partir de suas sedes na Praia do Forte e em Caravelas, Bahia, e em Vitória, no Espírito Santo. Por meio deste projeto são realizadas ações de pesquisa científica, turismo responsável, ações de educação ambiental, bem como atividades de conservação que tem contribuído para o sucesso da recuperação da população de jubartes do atlântico sul ocidental.

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