Novo filhote de harpia nasce na área da Estação Veracel

Local abriga hoje o único ninho filhote nascido em 2026 entre os ninhos conhecidos da espécie no Corredor Central da Mata Atlântica. O monitoramento das aves é realizado desde 2005 em parceria com o Instituto Harpia

Por Imprensa Veracel Celulose
16/03/2026

Publicado em - -

Noticia oXarope 160326_1VERACEL

Registro de filhote no ninho, localizado na Estação Veracel. Crédito: Projeto Harpia Mata Atlântica

A área da Estação Veracel registrou recentemente o nascimento de mais um filhote de harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do mundo e espécie símbolo das florestas tropicais. O novo registro marca um momento relevante para a conservação da espécie no Corredor Central da Mata Atlântica, onde está localizado atualmente o único ninho conhecido com filhote no ano de 2026 em todo o bioma. 

A trajetória de proteção da espécie na Mata Atlântica brasileira começou em 2005, quando foi identificado na Estação Veracel o primeiro ninho de harpia conhecido em toda o bioma. Desde então, a empresa mantém uma parceria contínua com o Projeto Harpia para monitoramento científico e ações de proteção. 

Em 2018, outros dois ninhos foram localizados na Estação, ambos com filhotes. Nos anos seguintes, apesar de as harpias geralmente retornarem aos mesmos ninhos para reprodução, os casais vinham apenas reformando as estruturas, sem sucesso reprodutivo. 

O cenário mudou no último mês de dezembro, quando a fêmea do casal realizou a postura de dois ovos em um dos ninhos. A incubação da espécie leva cerca de dois meses, e um dos ovos eclodiu recentemente — a estimativa é de que o nascimento tenha ocorrido há aproximadamente duas semanas. Seguindo protocolos rigorosos de monitoramento, o Projeto Harpia Mata Atlântica optou por monitorar esse evento a distância para não interferir no processo, acompanhando os primeiros passos do filhote por meio de gravações com drones. 

Para a Veracel, o nascimento é reflexo direto do trabalho contínuo de preservação da floresta. “O nascimento deste filhote reafirma o nosso compromisso com a conservação da Mata Atlântica. A presença e a reprodução da harpia indicam que estamos conseguindo manter um ambiente equilibrado, com floresta preservada e recursos naturais suficientes para sustentar uma espécie que está no topo da cadeia alimentar”, destaca Marco Aurélio Santos, coordenador de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel. Segundo ele, cada novo registro fortalece a convicção de que a proteção de ecossistemas completos é o caminho para garantir resultados concretos para a biodiversidade. 

Do ponto de vista científico, o momento também é motivo de celebração. “A harpia é extremamente exigente em relação à qualidade do habitat. Ter um filhote ativo no Corredor Central da Mata Atlântica é algo extraordinário, pois demonstra que ainda existem áreas de f loresta com condições ecológicas capazes de sustentar uma espécie tão sensível e rara, o que nos enche de esperança de que possamos evitar sua extinção na região”, afirma Aureo Banhos, coordenador do Projeto Harpia Mata Atlântica. “Nosso papel é monitorar essas populações, gerar conhecimento científico e contribuir para a conservação da espécie com base em dados, que possam orientar estratégias eficazes de proteção e gestão do seu habitat.” 

O monitoramento do ninho continuará de forma técnica e cuidadosa. A expectativa é que, a partir dos três meses de idade, o filhote passe a ser acompanhado mais de perto com uma câmera de monitoramento, e, a partir dos seis meses possivelmente com uso de tecnologia de rastreamento por GPS — estratégia já aplicada anteriormente em outra harpia da região no ano passado, ampliando o conhecimento sobre deslocamento e comportamento da espécie no bioma. 

No último mês de agosto, um filhote de harpia de aproximadamente dois anos recebeu um transmissor alimentado por energia solar para poder ser acompanhado de perto pela equipe de pesquisadores do Projeto Harpia Mata Atlântica. A iniciativa visa compreender a rotina de voo da ave, bem como os seus processos de dispersão e os desafios enfrentados pela espécie em áreas fragmentadas da Mata Atlântica. 

Considerada a maior águia das Américas, a harpia depende de grandes áreas de florestas preservadas para se reproduzir e alimentar. Sua lenta taxa de reprodução e a pressão da perda de habitat tornam indispensável a união de esforços entre ciência, sociedade civil e empresas comprometidas com a sustentabilidade. 

A Veracel Celulose é uma empresa de bioeconomia brasileira que integra operações florestais, industriais e de logística, que resultam em uma produção anual média de 1,1 milhão de toneladas de celulose, gerando mais de 3,2 mil empregos próprios e de terceiros, na região da Costa do Descobrimento, sul da Bahia e no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Além da geração de empregos, renda e tributos, a Veracel é protagonista em iniciativas socioambientais no território. A consultoria Great Place to Work (GPTW) validou a Veracel como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil pelo 7º ano consecutivo.

Além dos mais de 100 mil hectares de área protegida ambientalmente, é guardiã da maior Reserva Particular do Patrimônio Natural de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro.
 

O Projeto Harpia Mata Atlântica é uma iniciativa coordenada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com outras instituições de pesquisa e empresas, como a Veracel, voltada à conservação da espécie no bioma. O projeto monitora os únicos ninhos conhecidos da espécie em toda a Mata Atlântica, localizados em reservas do Corredor Central da Mata Atlântica, no sul da Bahia e no norte do Espírito Santo. Utilizando tecnologias avançadas e abordagens inovadoras — como drones, câmeras de monitoramento em tempo real, telemetria e análises moleculares — o projeto tem ampliado o conhecimento sobre a biodiversidade e gerado informações valiosas sobre o comportamento, a ecologia e a genética da harpia e de outras grandes águias florestais, contribuindo para a conservação das espécies e para a gestão sustentável de seus habitats. 

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Por Imprensa Veracel Celulose
16/03/2026 - 16h10 - Atualizado 16 de março de 2026

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Noticia oXarope 160326_1VERACEL
Registro de filhote no ninho, localizado na Estação Veracel. Crédito: Projeto Harpia Mata Atlântica

A área da Estação Veracel registrou recentemente o nascimento de mais um filhote de harpia (Harpia harpyja), uma das maiores aves de rapina do mundo e espécie símbolo das florestas tropicais. O novo registro marca um momento relevante para a conservação da espécie no Corredor Central da Mata Atlântica, onde está localizado atualmente o único ninho conhecido com filhote no ano de 2026 em todo o bioma. 

A trajetória de proteção da espécie na Mata Atlântica brasileira começou em 2005, quando foi identificado na Estação Veracel o primeiro ninho de harpia conhecido em toda o bioma. Desde então, a empresa mantém uma parceria contínua com o Projeto Harpia para monitoramento científico e ações de proteção. 

Em 2018, outros dois ninhos foram localizados na Estação, ambos com filhotes. Nos anos seguintes, apesar de as harpias geralmente retornarem aos mesmos ninhos para reprodução, os casais vinham apenas reformando as estruturas, sem sucesso reprodutivo. 

O cenário mudou no último mês de dezembro, quando a fêmea do casal realizou a postura de dois ovos em um dos ninhos. A incubação da espécie leva cerca de dois meses, e um dos ovos eclodiu recentemente — a estimativa é de que o nascimento tenha ocorrido há aproximadamente duas semanas. Seguindo protocolos rigorosos de monitoramento, o Projeto Harpia Mata Atlântica optou por monitorar esse evento a distância para não interferir no processo, acompanhando os primeiros passos do filhote por meio de gravações com drones. 

Para a Veracel, o nascimento é reflexo direto do trabalho contínuo de preservação da floresta. “O nascimento deste filhote reafirma o nosso compromisso com a conservação da Mata Atlântica. A presença e a reprodução da harpia indicam que estamos conseguindo manter um ambiente equilibrado, com floresta preservada e recursos naturais suficientes para sustentar uma espécie que está no topo da cadeia alimentar”, destaca Marco Aurélio Santos, coordenador de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel. Segundo ele, cada novo registro fortalece a convicção de que a proteção de ecossistemas completos é o caminho para garantir resultados concretos para a biodiversidade. 

Do ponto de vista científico, o momento também é motivo de celebração. “A harpia é extremamente exigente em relação à qualidade do habitat. Ter um filhote ativo no Corredor Central da Mata Atlântica é algo extraordinário, pois demonstra que ainda existem áreas de f loresta com condições ecológicas capazes de sustentar uma espécie tão sensível e rara, o que nos enche de esperança de que possamos evitar sua extinção na região”, afirma Aureo Banhos, coordenador do Projeto Harpia Mata Atlântica. “Nosso papel é monitorar essas populações, gerar conhecimento científico e contribuir para a conservação da espécie com base em dados, que possam orientar estratégias eficazes de proteção e gestão do seu habitat.” 

O monitoramento do ninho continuará de forma técnica e cuidadosa. A expectativa é que, a partir dos três meses de idade, o filhote passe a ser acompanhado mais de perto com uma câmera de monitoramento, e, a partir dos seis meses possivelmente com uso de tecnologia de rastreamento por GPS — estratégia já aplicada anteriormente em outra harpia da região no ano passado, ampliando o conhecimento sobre deslocamento e comportamento da espécie no bioma. 

No último mês de agosto, um filhote de harpia de aproximadamente dois anos recebeu um transmissor alimentado por energia solar para poder ser acompanhado de perto pela equipe de pesquisadores do Projeto Harpia Mata Atlântica. A iniciativa visa compreender a rotina de voo da ave, bem como os seus processos de dispersão e os desafios enfrentados pela espécie em áreas fragmentadas da Mata Atlântica. 

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