
Microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte têm até o dia 30 de janeiro para renegociar dívidas ativas com a União. A prorrogação do Edital nº 11/2025 amplia o prazo para adesão às modalidades especiais de transação tributária, com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais.
A dívida ativa da União representa um dos principais entraves à regularização fiscal de pequenos negócios no Brasil. Para enfrentar esse gargalo, o Governo Federal, por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), criou condições facilitadas de negociação. O Edital nº 11/2025, agora prorrogado, oferece opções de parcelamento e descontos proporcionais à capacidade de pagamento dos devedores.
Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, a medida busca não apenas recuperar receitas, mas estimular a retomada econômica dos pequenos negócios, duramente afetados nos últimos anos por instabilidades econômicas.
A regularização fiscal é essencial para que micro e pequenas empresas mantenham acesso a benefícios como o Simples Nacional, financiamentos e contratos com o setor público. A possibilidade de parcelamento alongado e perdão de encargos torna-se um verdadeiro respiro para empreendedores que enfrentam dívidas acumuladas.
Para mim, o que mais chama atenção é como a política fiscal pode ser usada como ferramenta de inclusão econômica. Muitas vezes, a inadimplência decorre mais da falta de apoio do que da má gestão.
De acordo com a PGFN, os contribuintes podem acessar os canais oficiais do órgão para consultar suas pendências e aderir às modalidades de negociação. As opções incluem:
Transação por capacidade de pagamento
Débitos irrecuperáveis ou de difícil recuperação
Transação de pequeno valor (até 60 salários mínimos)
Débitos com garantia (como seguro garantia ou carta fiança)
Enquanto em Brasília se discutem estratégias fiscais, aqui na ponta quem sente o impacto são os pequenos empreendedores que precisam pagar salários, manter estoques e ainda lidar com a burocracia. A renegociação, mais do que uma medida técnica, é uma resposta prática a quem mantém a economia girando.
Se usada com responsabilidade, essa chance de quitação pode ser um divisor de águas entre o fechamento e a sobrevivência de milhares de pequenos negócios.
A prorrogação do prazo até 30 de janeiro representa mais do que um alívio temporário: é uma oportunidade concreta de recuperação para quem move a economia local. Aproveitar as condições especiais pode significar recomeçar com mais estabilidade e menos dívidas em 2026.

















