
Donald Trump voltou ao centro das atenções com uma proposta controversa. Ele quer tomar o controle da Groenlândia, território dinamarquês. A ideia gerou reações negativas, inclusive de líderes da extrema direita europeia, tradicionalmente próximos ao ex-presidente dos Estados Unidos.

A Groenlândia, região autônoma da Dinamarca, tem valor geopolítico e estratégico elevado. Entrou na mira de Trump nesta semana, quando ele sugeriu ações para assumir o controle da ilha. A proposta gerou revolta em Copenhague e em outras capitais europeias.
Dessa vez, o impacto foi além do esperado. Nomes da ultradireita europeia, como Marine Le Pen (França) e Matteo Salvini (Itália), juntaram-se a líderes do centro e da esquerda para criticar abertamente o plano.

O motivo do desconforto é claro. A proposta de Trump foi vista como uma violação da soberania europeia, algo que vai de encontro à própria lógica nacionalista que norteia esses políticos.
Mais do que uma disputa por território, o gesto de Trump ameaça pilares da relação transatlântica e da própria OTAN.
O plano levanta três alertas principais:
- Fragilidade das alianças militares e diplomáticas entre Europa e EUA.
- Choque de ideologias entre nacionalismo europeu e intervencionismo americano.
- Risco de abertura para influências externas, como Rússia e China, em um vácuo de confiança.
Para mim, o mais simbólico deste episódio é a quebra de um pacto informal. O de que aliados ideológicos agem em bloco. Trump ignorou fronteiras, interesses e lealdades. E agora, colhe o isolamento.

Marine Le Pen foi direta: “Nenhum país pode ameaçar a integridade territorial de outro, mesmo que seja um aliado”. Matteo Salvini seguiu na mesma linha e afirmou que “a Europa não está à venda”.
Autoridades dinamarquesas também reagiram com firmeza. O chanceler Lars Rasmussen declarou: “A Groenlândia é dinamarquesa e continuará sendo. Não há negociação possível”.
O silêncio da Casa Branca, que evita desmentir ou apoiar Trump, só aumenta a incerteza.
Quando até a ultradireita europeia critica Donald Trump, é sinal de que a retórica do poder acima de tudo começou a atingir seus próprios aliados.

A Groenlândia virou símbolo de algo maior. A crise entre soberania nacional e influência global. E mostra que alianças políticas, por mais ideológicas que pareçam, têm limites quando confrontadas com o interesse de cada nação.


















