A alta de 0,48% e fatores que influenciaram o resultado energia da inflamação em Salvador

Por Redação Oxarope
08/11/2024

Publicado em -

oXarope1081124noticia1

Em outubro de 2024, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, registrou um aumento de 0,48% na Região Metropolitana de Salvador (RM Salvador). Esse resultado representa uma aceleração em relação aos meses anteriores (0,03% em agosto e 0,28% em setembro), embora tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,56%.

Apesar da alta, o IPCA de outubro na RM Salvador foi o 5º mais baixo entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, refletindo um cenário de inflação controlada na região, especialmente quando comparado a outras partes do Brasil. Goiânia (0,80%) e Belém (0,78%) lideraram os maiores índices, enquanto Aracaju (0,11%) e Porto Alegre (0,16%) registraram os menores.

Fatores que Puxaram a Inflação de Outubro

A inflação de outubro na RM Salvador foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços dos produtos do grupo Habitação, que teve uma alta média de 1,27%. Esse aumento é o maior para um mês de outubro desde 2017 e foi especialmente influenciado pela alta de 4,04% nos preços da energia elétrica. Em outubro, a bandeira vermelha patamar 2, que aumentou a tarifa de energia, foi responsável por grande parte dessa elevação, somando R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Outro grupo que exerceu pressão sobre a inflação foi o de Despesas Pessoais (1,11%), que registrou o segundo maior aumento médio de preços no mês. Itens como cinema, teatro e concertos, que subiram 15,06%, lideraram esse grupo e tiveram grande impacto na aceleração da inflação na região.

Porém, o grupo Alimentação e Bebidas (0,49%) também contribuíram para o aumento da inflação em outubro, embora de forma menos intensa. As carnes, em particular, foram os itens que mais influenciaram a alta do grupo, com um aumento de 5,20% no preço. Mesmo assim, a alta nos alimentos não foi homogênea: 8 dos 10 produtos cujos preços mais caíram no mês pertencem a esse grupo, com destaque para a queda do preço de frutas como manga (-27,88%), cebola (-17,43%) e melancia (-15,37%).

Deflação em Transportes

Por outro lado, o único grupo a apresentar deflação (queda nos preços) foi o de Transportes, com uma redução média de -0,24%. Esse grupo foi beneficiado pela queda nos preços dos combustíveis, como a gasolina (-0,76%) e o etanol (-4,50%). Além disso, a passagem aérea, que caiu 9,33%, teve um papel importante na redução da inflação de outubro, assim como o transporte público, especialmente o ônibus urbano (-2,48%).

Acumulado do IPCA e Comparações com o Brasil

Com o resultado de outubro, o IPCA da RM Salvador acumula uma alta de 3,46% no ano, ficando abaixo da média nacional (3,88%) e sendo o 4º menor índice entre as 16 regiões pesquisadas. Esse é o menor acumulado desde 2020, ano marcado pela pandemia, quando a inflação foi de 2,16%.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada na RM Salvador foi de 4,15%, também abaixo do índice nacional (4,76%). Esse resultado, embora em aceleração em relação ao mês anterior (3,95%), ainda é considerado controlado em comparação com outras regiões do Brasil.

INPC de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimentos de até 5 salários mínimos, também registrou aceleração na RM Salvador em outubro. O índice foi de 0,53%, superando o resultado de setembro (0,27%), mas ficando abaixo da média nacional (0,61%). No acumulado de 2024, o INPC da RM Salvador registrou uma alta de 3,20%, sendo o menor índice entre as 16 regiões pesquisadas e também inferior ao índice nacional (3,92%).

Nos 12 meses encerrados em outubro, o INPC na RM Salvador acumulou 3,79%, enquanto o Brasil como um todo teve uma inflação de 4,60% para esse grupo.

A inflação de outubro na Região Metropolitana de Salvador continua a apresentar um cenário relativamente controlado, com alguns aumentos pontuais, como no caso da energia elétrica e de itens do grupo Despesas Pessoais, mas com deflação em transportes e quedas significativas em alimentos. Esse desempenho reflete um contexto mais favorável em comparação com outras regiões do Brasil, e a inflação acumulada ao longo de 2024 segue abaixo da média nacional.

Com a aceleração da inflação nos últimos meses, é importante continuar monitorando as tendências de preços nos próximos meses, especialmente com o impacto das tarifas de energia e outros serviços essenciais. A expectativa é que a inflação na RM Salvador continue abaixo da média nacional, proporcionando um alívio para os consumidores da região as informações foram obtidas na Seção de Disseminação de Informações Superintendência Estadual do IBGE na Bahia

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A alta de 0,48% e fatores que influenciaram o resultado energia da inflamação em Salvador

Por Redação Oxarope
08/11/2024 - 10h58 - Atualizado 8 de novembro de 2024

Publicado em -

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Em outubro de 2024, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, registrou um aumento de 0,48% na Região Metropolitana de Salvador (RM Salvador). Esse resultado representa uma aceleração em relação aos meses anteriores (0,03% em agosto e 0,28% em setembro), embora tenha ficado abaixo da média nacional, que foi de 0,56%.

Apesar da alta, o IPCA de outubro na RM Salvador foi o 5º mais baixo entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, refletindo um cenário de inflação controlada na região, especialmente quando comparado a outras partes do Brasil. Goiânia (0,80%) e Belém (0,78%) lideraram os maiores índices, enquanto Aracaju (0,11%) e Porto Alegre (0,16%) registraram os menores.

Fatores que Puxaram a Inflação de Outubro

A inflação de outubro na RM Salvador foi impulsionada principalmente pelo aumento nos preços dos produtos do grupo Habitação, que teve uma alta média de 1,27%. Esse aumento é o maior para um mês de outubro desde 2017 e foi especialmente influenciado pela alta de 4,04% nos preços da energia elétrica. Em outubro, a bandeira vermelha patamar 2, que aumentou a tarifa de energia, foi responsável por grande parte dessa elevação, somando R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.

Outro grupo que exerceu pressão sobre a inflação foi o de Despesas Pessoais (1,11%), que registrou o segundo maior aumento médio de preços no mês. Itens como cinema, teatro e concertos, que subiram 15,06%, lideraram esse grupo e tiveram grande impacto na aceleração da inflação na região.

Porém, o grupo Alimentação e Bebidas (0,49%) também contribuíram para o aumento da inflação em outubro, embora de forma menos intensa. As carnes, em particular, foram os itens que mais influenciaram a alta do grupo, com um aumento de 5,20% no preço. Mesmo assim, a alta nos alimentos não foi homogênea: 8 dos 10 produtos cujos preços mais caíram no mês pertencem a esse grupo, com destaque para a queda do preço de frutas como manga (-27,88%), cebola (-17,43%) e melancia (-15,37%).

Deflação em Transportes

Por outro lado, o único grupo a apresentar deflação (queda nos preços) foi o de Transportes, com uma redução média de -0,24%. Esse grupo foi beneficiado pela queda nos preços dos combustíveis, como a gasolina (-0,76%) e o etanol (-4,50%). Além disso, a passagem aérea, que caiu 9,33%, teve um papel importante na redução da inflação de outubro, assim como o transporte público, especialmente o ônibus urbano (-2,48%).

Acumulado do IPCA e Comparações com o Brasil

Com o resultado de outubro, o IPCA da RM Salvador acumula uma alta de 3,46% no ano, ficando abaixo da média nacional (3,88%) e sendo o 4º menor índice entre as 16 regiões pesquisadas. Esse é o menor acumulado desde 2020, ano marcado pela pandemia, quando a inflação foi de 2,16%.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada na RM Salvador foi de 4,15%, também abaixo do índice nacional (4,76%). Esse resultado, embora em aceleração em relação ao mês anterior (3,95%), ainda é considerado controlado em comparação com outras regiões do Brasil.

INPC de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimentos de até 5 salários mínimos, também registrou aceleração na RM Salvador em outubro. O índice foi de 0,53%, superando o resultado de setembro (0,27%), mas ficando abaixo da média nacional (0,61%). No acumulado de 2024, o INPC da RM Salvador registrou uma alta de 3,20%, sendo o menor índice entre as 16 regiões pesquisadas e também inferior ao índice nacional (3,92%).

Nos 12 meses encerrados em outubro, o INPC na RM Salvador acumulou 3,79%, enquanto o Brasil como um todo teve uma inflação de 4,60% para esse grupo.

A inflação de outubro na Região Metropolitana de Salvador continua a apresentar um cenário relativamente controlado, com alguns aumentos pontuais, como no caso da energia elétrica e de itens do grupo Despesas Pessoais, mas com deflação em transportes e quedas significativas em alimentos. Esse desempenho reflete um contexto mais favorável em comparação com outras regiões do Brasil, e a inflação acumulada ao longo de 2024 segue abaixo da média nacional.

Com a aceleração da inflação nos últimos meses, é importante continuar monitorando as tendências de preços nos próximos meses, especialmente com o impacto das tarifas de energia e outros serviços essenciais. A expectativa é que a inflação na RM Salvador continue abaixo da média nacional, proporcionando um alívio para os consumidores da região as informações foram obtidas na Seção de Disseminação de Informações Superintendência Estadual do IBGE na Bahia

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