Brasil volta a ser referência no combate à fome e sai do Mapa da Fome da ONU

Resultado é fruto de políticas públicas que uniram transferência de renda, incentivo à produção local e inclusão produtiva

Por Marcelo oXarope
30/07/2025

Publicado em

Noticia oXarope 29072501onualimentar1

O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), durante a Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Adis Abeba, capital da Etiópia.

A exclusão do país da lista de nações com mais de 2,5% da população em risco de subnutrição se deve à média registrada entre 2022 e 2024, reflexo direto de um conjunto de ações articuladas pelo Governo Federal.

Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, aliados a medidas estruturantes de incentivo à agricultura familiar, irrigação e microcrédito, foram fundamentais para reverter o cenário crítico. Entre 2023 e 2024, o número de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave caiu 85%, segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

De acordo com o ministro Wellington Dias, o resultado é consequência de decisões estratégicas. “Essa vitória é fruto de uma política pública que colocou o combate à fome como prioridade. Cumprimos uma meta que estava prevista para 2026 com dois anos de antecedência”, afirmou.

Um dos pilares dessa transformação foi o relançamento do AgroAmigo, programa de microcrédito voltado a pequenos produtores rurais, como indígenas, pescadores, assentados da reforma agrária e quilombolas. A iniciativa já movimentou mais de R$ 100 milhões e deve alcançar R$ 1 bilhão até o fim de 2025.

Outros eixos estruturais também tiveram impacto direto, como os Arranjos Produtivos Locais (APLs), que fortalecem cadeias produtivas regionais, e os Polos de Agricultura Irrigada, já implantados em 18 regiões, com potencial de expansão para mais de 50 milhões de hectares.

O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, reconheceu o esforço brasileiro como exemplo para outros países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado e defendeu a continuidade das políticas públicas voltadas à soberania alimentar. “Quando colocamos o povo pobre no orçamento, a fome deixa de ser uma realidade e passa a ser um problema superado com dignidade”, declarou.

Para o Governo Federal, a saída do Mapa da Fome representa um novo ponto de partida. O Plano Brasil Sem Fome seguirá como eixo central da estratégia nacional, integrando ações com estados, municípios e sociedade civil para garantir segurança alimentar permanente.

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Por Marcelo oXarope
30/07/2025 - 00h01 - Atualizado 29 de julho de 2025

Publicado em

Noticia oXarope 29072501onualimentar1

O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), durante a Cúpula dos Sistemas Alimentares, em Adis Abeba, capital da Etiópia.

A exclusão do país da lista de nações com mais de 2,5% da população em risco de subnutrição se deve à média registrada entre 2022 e 2024, reflexo direto de um conjunto de ações articuladas pelo Governo Federal.

Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, aliados a medidas estruturantes de incentivo à agricultura familiar, irrigação e microcrédito, foram fundamentais para reverter o cenário crítico. Entre 2023 e 2024, o número de brasileiros em situação de insegurança alimentar grave caiu 85%, segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

De acordo com o ministro Wellington Dias, o resultado é consequência de decisões estratégicas. “Essa vitória é fruto de uma política pública que colocou o combate à fome como prioridade. Cumprimos uma meta que estava prevista para 2026 com dois anos de antecedência”, afirmou.

Um dos pilares dessa transformação foi o relançamento do AgroAmigo, programa de microcrédito voltado a pequenos produtores rurais, como indígenas, pescadores, assentados da reforma agrária e quilombolas. A iniciativa já movimentou mais de R$ 100 milhões e deve alcançar R$ 1 bilhão até o fim de 2025.

Outros eixos estruturais também tiveram impacto direto, como os Arranjos Produtivos Locais (APLs), que fortalecem cadeias produtivas regionais, e os Polos de Agricultura Irrigada, já implantados em 18 regiões, com potencial de expansão para mais de 50 milhões de hectares.

O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, reconheceu o esforço brasileiro como exemplo para outros países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado e defendeu a continuidade das políticas públicas voltadas à soberania alimentar. “Quando colocamos o povo pobre no orçamento, a fome deixa de ser uma realidade e passa a ser um problema superado com dignidade”, declarou.

Para o Governo Federal, a saída do Mapa da Fome representa um novo ponto de partida. O Plano Brasil Sem Fome seguirá como eixo central da estratégia nacional, integrando ações com estados, municípios e sociedade civil para garantir segurança alimentar permanente.

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