Inflação em 2025 atinge menor índice desde 2018 e surpreende mercado

Brasil fecha 2025 com IPCA de 4,26%, abaixo da meta e com inflação mais baixa em 7 anos. Entenda o que está por trás dos números e os impactos para sua vida.

Por Murillo Vazquez
10/01/2026

Publicado em

oXarope noticia 100126001econoimia

O Brasil registrou em 2025 uma inflação de 4,26%, a menor desde 2018 e a quinta menor desde o Plano Real. O dado, divulgado nesta sexta-feira (9/1) pelo IBGE, contrariou previsões pessimistas e ficou abaixo do teto da meta de 4,5%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,26% em 2025, queda de 0,57 ponto percentual em relação ao ano anterior (4,83%). Segundo o IBGE, este é o menor patamar em sete anos e o quinto menor desde o início do Plano Real, em 1994.

Essa desaceleração surpreende porque, no início do ano passado, o mercado projetava uma inflação superior a 5%. O grupo de Alimentação e Bebidas, tradicionalmente um dos mais sensíveis, registrou desaceleração expressiva: de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025 com destaque para a alimentação no domicílio, que acumulou alta de apenas 1,43%.

Para a população, o alívio nos preços significa mais poder de compra, especialmente nos itens básicos. Por outro lado, o aumento de 12,31% na energia elétrica impactou diretamente o orçamento das famílias e puxou o índice geral para cima.

Além disso, os serviços ligados à educação, saúde e habitação também pressionaram a inflação, com altas acima de 6%. Ainda assim, o cenário geral foi de desaceleração e controle.

Para mim, o mais relevante é perceber como o controle da inflação impacta o cotidiano. Quando o preço da comida cai e o aluguel se estabiliza, a vida de quem vive com pouco melhora de verdade.

O presidente Lula celebrou o resultado:
“Encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro.”

Já especialistas em economia apontam o controle dos preços agrícolas e a estabilidade no câmbio como fatores decisivos para o bom desempenho. Em nota técnica, o IBGE destacou que a inflação de 2025 foi fortemente influenciada pela queda nos preços da alimentação e pelos aumentos pontuais em energia, saúde e educação.

Inflação baixa pode parecer apenas um dado técnico, mas na prática, significa arroz mais barato, luz um pouco mais cara, e o lanche do filho na escola pesando menos no fim do mês. É um termômetro direto do que a gente sente no bolso.

Enquanto Brasília celebra o “êxito técnico”, aqui no chão da cidade o que se espera é continuidade. Não adianta só controlar os preços é preciso garantir empregos, renda e serviços públicos acessíveis.

A inflação de 2025 mostra que o Brasil é capaz de controlar seus preços, mesmo em um cenário desafiador. O desafio agora é manter esse ritmo sem abrir mão de crescimento e inclusão. Porque no fim, quem sente o efeito da inflação é quem está no mercado, na feira e no fim do mês.

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Por Murillo Vazquez
10/01/2026 - 08h30 - Atualizado 10 de janeiro de 2026

Publicado em

oXarope noticia 100126001econoimia

O Brasil registrou em 2025 uma inflação de 4,26%, a menor desde 2018 e a quinta menor desde o Plano Real. O dado, divulgado nesta sexta-feira (9/1) pelo IBGE, contrariou previsões pessimistas e ficou abaixo do teto da meta de 4,5%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,26% em 2025, queda de 0,57 ponto percentual em relação ao ano anterior (4,83%). Segundo o IBGE, este é o menor patamar em sete anos e o quinto menor desde o início do Plano Real, em 1994.

Essa desaceleração surpreende porque, no início do ano passado, o mercado projetava uma inflação superior a 5%. O grupo de Alimentação e Bebidas, tradicionalmente um dos mais sensíveis, registrou desaceleração expressiva: de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025 com destaque para a alimentação no domicílio, que acumulou alta de apenas 1,43%.

Para a população, o alívio nos preços significa mais poder de compra, especialmente nos itens básicos. Por outro lado, o aumento de 12,31% na energia elétrica impactou diretamente o orçamento das famílias e puxou o índice geral para cima.

Além disso, os serviços ligados à educação, saúde e habitação também pressionaram a inflação, com altas acima de 6%. Ainda assim, o cenário geral foi de desaceleração e controle.

Para mim, o mais relevante é perceber como o controle da inflação impacta o cotidiano. Quando o preço da comida cai e o aluguel se estabiliza, a vida de quem vive com pouco melhora de verdade.

O presidente Lula celebrou o resultado:
“Encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro.”

Já especialistas em economia apontam o controle dos preços agrícolas e a estabilidade no câmbio como fatores decisivos para o bom desempenho. Em nota técnica, o IBGE destacou que a inflação de 2025 foi fortemente influenciada pela queda nos preços da alimentação e pelos aumentos pontuais em energia, saúde e educação.

Inflação baixa pode parecer apenas um dado técnico, mas na prática, significa arroz mais barato, luz um pouco mais cara, e o lanche do filho na escola pesando menos no fim do mês. É um termômetro direto do que a gente sente no bolso.

Enquanto Brasília celebra o “êxito técnico”, aqui no chão da cidade o que se espera é continuidade. Não adianta só controlar os preços é preciso garantir empregos, renda e serviços públicos acessíveis.

A inflação de 2025 mostra que o Brasil é capaz de controlar seus preços, mesmo em um cenário desafiador. O desafio agora é manter esse ritmo sem abrir mão de crescimento e inclusão. Porque no fim, quem sente o efeito da inflação é quem está no mercado, na feira e no fim do mês.

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