
A data, reconhecida internacionalmente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, chama atenção para um problema que ainda pesa na rotina de milhões de famílias: a insegurança alimentar. Mais do que lembrar a importância da comida saudável, o Dia Mundial da Alimentação recoloca no centro da conversa uma pergunta simples e dura: quem ainda dorme sem ter o que comer?




Na Bahia, o programa Bahia Sem Fome tem sido uma das principais iniciativas estaduais voltadas ao enfrentamento dessa realidade. Em Eunápolis, a ação ganhou forma concreta com a implantação de cozinhas comunitárias municipais, dentro do projeto Comida no Prato, que prevê a oferta de refeições gratuitas a pessoas em situação de vulnerabilidade social.




Quando uma cozinha comunitária começa a funcionar, o impacto não fica preso ao discurso oficial. Ele aparece no prato de quem não teria almoço, na mãe que consegue alimentar os filhos, no idoso que depende de apoio e no trabalhador que, mesmo correndo o dia todo, ainda não consegue fechar as contas de casa.

A deputada Cláudia Oliveira ressaltou que combater a fome é garantir dignidade e cuidar de quem mais precisa. Para ela, iniciativas como essa reafirmam a importância de políticas públicas contínuas, inspiradas em programas como o Fome Zero, lançado no governo do presidente Lula, e fortalecidas na Bahia pela gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
Em manifestação pública, Cláudia Oliveira agradeceu às equipes envolvidas na execução das cozinhas comunitárias e reafirmou o compromisso de seguir apoiando ações voltadas à segurança alimentar.

“Comida na mesa é um direito de todos”, afirmou a deputada, ao defender iniciativas que combatam a fome, fortaleçam a rede de proteção social e ampliem o acesso da população mais vulnerável a refeições gratuitas.
O coordenador Tiago Efas também foi citado pela parlamentar como um dos responsáveis pela entrega das cozinhas comunitárias em Eunápolis. A ação é fruto da articulação entre a Prefeitura e o Governo do Estado, por meio do Bahia Sem Fome, programa que busca garantir alimentação pronta a quem vive situação de fome ou insegurança alimentar, além de estimular a agricultura familiar e a geração de trabalho e renda.




Em Eunápolis, a iniciativa toca num ponto sensível do município. Há bairros onde a vulnerabilidade não é estatística distante. Ela aparece na fila do posto, na casa sem renda fixa, na geladeira vazia, no vizinho que ajuda quando pode. É nesse chão que uma política como o Bahia Sem Fome precisa funcionar.
A fala de Cláudia Oliveira entra nesse cenário como defesa de uma agenda pública que não pode ser tratada como favor. Alimentação é direito. E direito não combina com improviso.
O Dia Mundial da Alimentação serve como lembrete, mas a fome não espera data no calendário. Ela cobra resposta todos os dias. Em Eunápolis, as cozinhas comunitárias representam um passo concreto nessa direção, levando refeição, cuidado e dignidade a quem mais precisa.

No fim das contas, política pública boa é aquela que a população reconhece sem precisar de placa: chega quente, chega no prato e chega na hora certa.















