Um policial militar foi ferido durante uma ação em Eunápolis, uma operação integrada das polícias Militar e Civil terminou com oito suspeitos mortos e um policial militar ferido na madrugada desta quinta-feira (29), e precisará passar por procedimentos médicos fora da cidade. Até o momento do fechamento desta edição familiares não receberam informações de apoio da Instituição e do Governo do Estado, a família enfrenta dificuldades financeiras em um momento que deveria ser de amparo total ao profissional que arrisca a própria vida pró de uma sociedade mais justa.
O policial, foi ferido em serviço e terá de encarar um longo período de recuperação fora de Eunápolis. Isso implica despesas com deslocamento, hospedagem, alimentação e tratamento médico, que pesam sobre o já apertado orçamento familiar.
Situações como essa fazem parte da dura realidade da segurança pública na Bahia. Homens e mulheres seguem atuando em operações de alto risco, com salários considerados baixos diante da periculosidade da função e com uma rede de assistência que falha justamente quando o servidor mais precisa.
Quando um policial é ferido, não é apenas ele que sofre. A família inteira sente o impacto financeiro e emocional. Para mim, o ponto mais alarmante é perceber como o Estado exige presença firme, coragem e resultados, mas se ausenta quando chega a hora de garantir suporte digno.
A baixa remuneração significa pouca margem de segurança. Não há reserva financeira, não há tranquilidade para enfrentar meses de recuperação longe de casa. O resultado é duro, colegas de farda precisam recorrer à solidariedade para garantir o mínimo.
Entre policiais, o sentimento é de preocupação constante. Todos sabem que estão sujeitos a passar pela mesma situação a qualquer momento . A diferença é que poucos têm condições de se manter fora da cidade sem ajuda externa. É então que chega a hora da vaquinha?????..
Enquanto discursos oficiais exaltam a bravura da polícia, a realidade no chão é outra. Hoje a realidade para quem trabalha com segurança pública, quem veste a farda sabe que, se algo acontecer, a conta cai no colo da família e dos amigos. A gente fala de números e orçamento, mas por trás disso existem pessoas, filhos, esposas e pais que não podem esperar.
Valorizar a segurança pública não é retórica. Passa por salários justos, assistência médica eficiente e apoio integral nos momentos mais difíceis. O resto é discurso vazio, este é mais um caso que não deveria depender da boa vontade dos colegas ou da solidariedade da população. Ele deveria ser um exemplo claro do cuidado do Estado com quem o protege. Enquanto isso não muda, seguimos vendo profissionais abandonados justamente na hora em que mais precisam.


















