
Nos primeiros 31 dias de 2026, a Bahia recebeu 30.173 turistas estrangeiros, um crescimento de 13,2% em relação a janeiro de 2025. O avanço consolida o estado como uma das principais portas de entrada do turismo internacional no Brasil e reforça o protagonismo nordestino no cenário nacional.
Dados divulgados pelo Ministério do Turismo, pela Embratur e pela Polícia Federal mostram que, em janeiro de 2025, o estado havia recebido 26.187 visitantes internacionais. Em 2026, o número saltou para 30.173.
O principal mercado emissor foi a Argentina, responsável por 17.611 turistas, crescimento expressivo de 33,34% em comparação ao ano anterior. Na sequência aparecem:
- Portugal: 2.257 visitantes, alta de 5,57%
- França: 1.757 visitantes, aumento de 6,94%
- Uruguai: 1.642 visitantes, crescimento de 1,67%
- Itália: 1.547 visitantes, alta de 2,93%
A malha aérea internacional reforçada, com voos diretos para Buenos Aires, Santiago, Montevidéu, Cidade do Panamá, Lisboa, Madri e Paris, tem sido estratégica para ampliar o fluxo.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, atribui o crescimento à diversidade de atrativos do estado, que reúne patrimônio histórico, religiosidade, cultura afro-brasileira, gastronomia e litoral reconhecido internacionalmente.
O crescimento de 13,2% não é apenas um dado estatístico. Ele representa impacto direto na economia baiana.
Mais turistas significam maior ocupação hoteleira, aumento no consumo em bares e restaurantes, fortalecimento do comércio local e geração de empregos temporários e permanentes. O setor de turismo é um dos que mais empregam no estado, especialmente em destinos como Salvador, Porto Seguro e Morro de São Paulo.
Para mim, o que mais chama atenção é como um número aparentemente técnico, 30 mil visitantes em um único mês, se transforma em renda para guias turísticos, motoristas, artesãos e pequenos empreendedores.
No cenário nacional, o desempenho também chama atenção. O Brasil recebeu 1.401.476 turistas internacionais apenas em janeiro de 2026.
A Argentina lidera o ranking geral com 741.827 visitantes, seguida por Paraguai, Chile e Uruguai. Entre os países europeus e norte-americanos, Estados Unidos, Portugal, Alemanha, França, Itália e Reino Unido completam a lista dos dez maiores emissores.
O dado é positivo e precisa ser celebrado. No entanto, crescimento também traz responsabilidade.
Mais visitantes exigem infraestrutura adequada, mobilidade urbana eficiente, segurança reforçada e preservação ambiental. O desafio agora não é apenas atrair turistas, mas garantir experiência de qualidade e sustentabilidade.
Enquanto autoridades falam em números e percentuais, na ponta da cadeia estão trabalhadores que dependem diretamente desse fluxo. Se bem planejado, o turismo pode reduzir desigualdades regionais. Se mal gerido, pode ampliar pressões sobre serviços públicos.
A Bahia tem potencial para ser protagonista permanente no turismo internacional. A pergunta é se conseguirá transformar esse crescimento pontual em política estruturada de longo prazo.
Com mais de 30 mil turistas estrangeiros apenas em janeiro de 2026, a Bahia reafirma sua força como destino internacional estratégico. O crescimento de 13,2% sinaliza confiança do mercado externo e abre oportunidades econômicas relevantes. O momento é favorável. Agora, o desafio é transformar números positivos em desenvolvimento sustentável e duradouro para a população baiana.







