A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na última terça-feira, 19/05, acendeu o alerta dentro do PL. Após a repercussão dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, o pré-candidato da direita sofreu queda relevante nas intenções de voto, enquanto Lula consolidou vantagem no cenário presidencial de 2026.

O levantamento divulgado pela AtlasIntel mostra Lula com 47,0% contra 34,3% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e Lula com 48,9% contra 41,8% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. O dado mais sensível para o entorno do PL, porém, está na comparação com pesquisas anteriores: Flávio perdeu cerca de seis pontos percentuais após a crise gerada pelo vazamento dos áudios.
Nos bastidores de Brasília, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro reconhecem reservadamente que a repercussão negativa atingiu diretamente o eleitor conservador moderado, principalmente pela associação do caso ao debate sobre influência política e relações financeiras.
O áudio divulgado mostra Flávio Bolsonaro cobrando apoio financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, nome ligado ao Banco Master. A circulação do material ganhou enorme alcance político e midiático nas últimas semanas, ampliando o desgaste da imagem do senador.
A repercussão da pesquisa foi imediata entre analistas políticos e lideranças partidárias.
Dentro do PL, integrantes defendem que a queda registrada ainda seria efeito momentâneo da exposição negativa causada pelo vazamento dos áudios. Já setores independentes da direita passaram a discutir novamente a necessidade de um nome menos vulnerável a crises de imagem.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparecem nos bastidores como possíveis alternativas caso o desgaste do bolsonarismo tradicional continue crescendo nos próximos meses.
O episódio mostra como campanhas presidenciais modernas são construídas muito antes da propaganda eleitoral oficial.
O que chama atenção nesse cenário é que a direita brasileira ainda parece presa à dependência do sobrenome Bolsonaro, mesmo diante do crescimento do desgaste político associado ao grupo.

Com Lula ampliando vantagem nas pesquisas e setores da direita debatendo possíveis alternativas para 2026, os próximos meses prometem intensificar ainda mais a disputa pelo controle da narrativa eleitoral. Nos bastidores, estrategistas ligados à campanha governista avaliam que manter Flávio Bolsonaro politicamente “respirando” até agosto, prazo final para o registro oficial das candidaturas, pode ser mais vantajoso do que abrir espaço para o crescimento antecipado de nomes considerados menos desgastados dentro da direita.



















