A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira, 11 de junho, e o Brasil estreia no sábado, 13, em busca do tão sonhado hexacampeonato. Mas, antes mesmo de a bola rolar para a Seleção Brasileira, a paixão pelo futebol já aparece em um lugar curioso: nos nomes dos baianos.

Um levantamento do IBGE, com base no portal Nomes no Brasil, mostra a popularidade, na Bahia, de nomes ligados a jogadores da Seleção Brasileira e também a craques estrangeiros que marcaram a história das Copas.
Entre os nomes mais lembrados está Neymar. Em 2022, a Bahia tinha 232 pessoas registradas com esse nome. A maioria, 180, nasceu depois de 2010, justamente no período em que o jogador ganhou projeção mundial e passou a ser uma das principais referências do futebol brasileiro.
Já Vinícius aparece com muito mais força. Segundo os dados do Censo 2022, são 19.530 pessoas chamadas Vinícius na Bahia. O auge do nome aconteceu entre 2000 e 2009, quando nasceram 7.934 baianos com esse registro.
Outro nome da Seleção, Raphinha, aparece por meio da grafia Raphael, com “ph”. Na Bahia, há 1.624 pessoas com esse nome. A versão Rafael, com “f”, é bem mais comum, com 47.788 registros em todo o estado.
Entre os nomes da nova geração, Endrick ainda é raro. Apenas 88 pessoas tinham esse nome na Bahia em 2022, sendo que 83 nasceram depois dos anos 2000.
A Seleção também conta com jogadores baianos nesta Copa. O zagueiro Bremer não aparece como nome registrado no estado, mas seu primeiro nome, Gleison, tem 1.271 registros na Bahia. Já Danilo é bem mais popular: são 21.936 baianos com esse nome.
A presença do técnico italiano Carlo Ancelotti também rende uma curiosidade. Na Bahia, apenas 337 pessoas se chamam Carlo. A versão Carlos, muito mais comum no Brasil, aparece entre os nomes mais populares do estado, com 94.024 registros.
E quando o assunto é Copa do Mundo, alguns nomes atravessam gerações. Edson, nome de Pelé, aparece em 30.702 registros na Bahia. Não é possível afirmar quantos foram batizados em homenagem ao Rei do Futebol, mas 12.439 nasceram nas décadas de 1960 e 1970, período em que Pelé viveu seu auge.
Romário, grande nome do tetracampeonato de 1994, tem 6.995 xarás na Bahia. A maioria, 4.319, nasceu justamente na década de 1990, o que mostra como aquele título entrou também na memória das famílias.
Ronaldo, símbolo do penta em 2002, aparece em 14.473 registros no estado. Já entre os craques estrangeiros, a Bahia tem 75 pessoas chamadas Zidane, 37 chamadas Messi e 3.773 chamadas Riquelme. Cristiano também aparece com força, com 11.126 registros.
No fim, o levantamento mostra que a Copa do Mundo vai muito além dos estádios. Ela entra nas casas, nas conversas de família e até nas certidões de nascimento. Na Bahia, o futebol também se escreve no nome das pessoas.

















