
A produção florestal da Bahia gerou R$ 1,952 bilhão em 2025, uma queda nominal de 13,2% em relação aos R$ 2,249 bilhões registrados em 2024. Foi a primeira redução depois de cinco anos consecutivos de crescimento, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, do IBGE.
O recuo veio da silvicultura, atividade ligada ao cultivo de florestas para fins comerciais. Seu valor de produção caiu 14,3% e ficou em R$ 1,791 bilhão. A extração vegetal, que reúne produtos retirados de áreas naturais, seguiu em sentido contrário: cresceu 0,9% e alcançou R$ 161,4 milhões.
A queda no valor da silvicultura ocorreu mesmo com o aumento da quantidade de madeira em tora produzida. O volume passou de 14,9 milhões para 17,5 milhões de metros cúbicos entre 2024 e 2025, alta de 17,1%. Já o valor gerado por esse produto caiu 15,1%, para R$ 1,6 bilhão. Os valores divulgados pelo IBGE são nominais, sem desconto da inflação.

O extremo sul baiano concentra parte importante dessa produção. Caravelas produziu 3,1 milhões de metros cúbicos de madeira em tora, Nova Viçosa, 2,8 milhões, e Mucuri, 2,6 milhões. Os três municípios ficaram entre os dez maiores produtores do país em 2025.
Nos outros dois produtos pesquisados na silvicultura baiana, houve redução também na quantidade produzida. O volume de carvão vegetal caiu 15%, enquanto o de lenha recuou 7%. Por outro lado, a área destinada à silvicultura no estado voltou a crescer após cinco anos de queda e chegou a 592.694 hectares, aumento de 8,8%.
O resultado da Bahia foi diferente do registrado no país. Em 2025, o valor da produção florestal brasileira cresceu 6,7% e atingiu o recorde de R$ 47,9 bilhões, de acordo com o IBGE.
















