Apesar de revisões positivas para a soja e o milho, estimativa de fevereiro para safra baiana de grãos em 2024 é de queda (-6,8%) frente a 2023

Por Redação Oxarope
12/03/2024

Publicado em -

oXarope112mar24ibge

** Neste ano, a produção de grãos no estado deve ser de 11,3 milhões de toneladas, 831,7 mil a menos do que em 2023 (-6,8%), quando chegou ao recorde de cerca de 12,1 milhões de toneladas;

** Redução prevista se dá pelas estimativas de quedas nas produções de milho 1ª safra (-25,8% ou -607,0 mil toneladas) e de soja (-2,8% ou -212,9 mil toneladas);

** Frente à previsão de janeiro, porém, os dois produtos apresentaram revisões positivas, fazendo com que a estimativa de fevereiro da safra baiana de grãos em 2024 seja 2,5% superior à do mês anterior;

** Apesar de ter apresentado redução de janeiro para fevereiro (-1,4%), a produção de algodão herbáceo segue com previsão de crescimento (2,4%) frente a 2023;

** Mesmo com a previsão de queda, em 2024 a Bahia ainda deve ter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2023);

** Considerando todos os produtos agrícolas investigados na Bahia, em fevereiro a previsão é que 14 das 26 safras sejam maiores em 2024 do que em 2023.

A segunda estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2024 prevê, em fevereiro, que a produção deve chegar a 11.316.370 toneladas neste ano. Isso representa uma redução de 6,8% (ou menos 831.688 t) em relação ao recorde de 2023 (12.148.058 t).

A diminuição frente ao ano passado se dá sobretudo por conta da queda nas previsões das safras de dois dos principais grãos produzidos no estado: o milho e a soja.

Por outro lado, frente à estimativa de janeiro, os dois produtos apresentaram revisão positiva, fazendo com que a previsão da safra baiana de grãos em 2024 tenha crescido 2,5% em relação ao mês anterior (mais 276.958 toneladas), que havia sido de 11.039.412 toneladas.

De acordo com essa segunda estimativa, a Bahia deve colher, em 2024, 1.742.760 toneladas na 1ª safra de milho, o que representa uma queda de 25,8% frente ao ano passado (menos 606.960 toneladas), porém um aumento de 2,2% em relação à previsão de janeiro (mais 38.106 toneladas).

O aumento frente a janeiro se deu na área colhida do grão no estado, que passou de 288.000 para 299.000 hectares (+3,8%), porém este valor ainda está 30,1% abaixo de 2023, quando foi de 428.000 hectares.

Já a soja, principal produto agrícola da Bahia, que representa quase dois terços (65,0%) de toda a safra de grãos do estado, também tem previsão de redução na produção em 2024. 

Nesse ano, a Bahia deverá produzir 7.353.000 toneladas de soja, o que representa uma queda de 2,8% (menos 212.940 toneladas) frente ao colhido em 2023, que foi 7.565.940 toneladas. Frente a janeiro, porém, houve um aumento de 3,3% na previsão da safra para 2024 (mais 233.580 toneladas).

A revisão positiva de um mês a outro se deu pelo aumento de 13,5% na área colhida, que chegou a 2,032 milhões de hectares no estado. Porém, frente ao ano passado, o rendimento médio do grão deve cair 8,9%, de 3.972 para 3.619 kg/hectare.

Por outro lado, o algodão herbáceo, apesar de ter tido revisão negativa frente a janeiro,deve apresentar crescimento na produção em 2024. A Bahia deve colher 1.782.435 toneladas do grão, 2,4% a mais (+41.085 toneladas) do que em 2023, porém 1,4% a menos (-25.110 t) do que o previsto em janeiro, para este ano.

Neste ano, a Bahia deverá seguir como a 2ª maior produtora de algodão do país, sendo responsável por 21,8% da safra nacional.

A queda na produção de grãos na Bahia, em 2024, segue o previsto também para o Brasil como um todo. No país, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá ser de 300,7 milhões de toneladas neste ano, 4,7% menor do que o recorde registrado em 2023 (315,4 milhões de toneladas) e 0,9% inferior à previsão de janeiro (303,4 milhões de toneladas).

Mesmo com a previsão de colher 6,8% menos em 2024, a Bahia ainda deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2023). Mato Grosso continua na liderança (27,9%), seguido por Paraná (13,5%) e Rio Grande do Sul (13,4%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Estimativa de fevereiro é que, em 2024, 14 das 26 safras de produtos investigados na Bahia sejam maiores do que em 2023

Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia, a previsão de fevereiro se mantém de alta em 14 das 26 safras, no estado, em 2024.

O maior crescimento absoluto deve ser o da cana-de-açúcar (+74.400 t, ou +1,4%), seguida pelo algodão (+41.085 t, ou +2,4%) e pelo sorgo (+28.470 t ou +25,1%, maior aumento percentual).

Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2024 devem vir do milho 1ª safra (-606.960 t ou -25,8%, também a maior redução percentual), da soja (-212.940 t ou -2,8%) e do milho 2ª safra (-63.990 t ou -8,6%).

Informações: Mariana Viveiros/Superintendência Estadual do IBGE na Bahia

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Apesar de revisões positivas para a soja e o milho, estimativa de fevereiro para safra baiana de grãos em 2024 é de queda (-6,8%) frente a 2023

Por Redação Oxarope
12/03/2024 - 16h39 - Atualizado 12 de março de 2024

Publicado em -

oXarope112mar24ibge

** Neste ano, a produção de grãos no estado deve ser de 11,3 milhões de toneladas, 831,7 mil a menos do que em 2023 (-6,8%), quando chegou ao recorde de cerca de 12,1 milhões de toneladas;

** Redução prevista se dá pelas estimativas de quedas nas produções de milho 1ª safra (-25,8% ou -607,0 mil toneladas) e de soja (-2,8% ou -212,9 mil toneladas);

** Frente à previsão de janeiro, porém, os dois produtos apresentaram revisões positivas, fazendo com que a estimativa de fevereiro da safra baiana de grãos em 2024 seja 2,5% superior à do mês anterior;

** Apesar de ter apresentado redução de janeiro para fevereiro (-1,4%), a produção de algodão herbáceo segue com previsão de crescimento (2,4%) frente a 2023;

** Mesmo com a previsão de queda, em 2024 a Bahia ainda deve ter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2023);

** Considerando todos os produtos agrícolas investigados na Bahia, em fevereiro a previsão é que 14 das 26 safras sejam maiores em 2024 do que em 2023.

A segunda estimativa para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos) em 2024 prevê, em fevereiro, que a produção deve chegar a 11.316.370 toneladas neste ano. Isso representa uma redução de 6,8% (ou menos 831.688 t) em relação ao recorde de 2023 (12.148.058 t).

A diminuição frente ao ano passado se dá sobretudo por conta da queda nas previsões das safras de dois dos principais grãos produzidos no estado: o milho e a soja.

Por outro lado, frente à estimativa de janeiro, os dois produtos apresentaram revisão positiva, fazendo com que a previsão da safra baiana de grãos em 2024 tenha crescido 2,5% em relação ao mês anterior (mais 276.958 toneladas), que havia sido de 11.039.412 toneladas.

De acordo com essa segunda estimativa, a Bahia deve colher, em 2024, 1.742.760 toneladas na 1ª safra de milho, o que representa uma queda de 25,8% frente ao ano passado (menos 606.960 toneladas), porém um aumento de 2,2% em relação à previsão de janeiro (mais 38.106 toneladas).

O aumento frente a janeiro se deu na área colhida do grão no estado, que passou de 288.000 para 299.000 hectares (+3,8%), porém este valor ainda está 30,1% abaixo de 2023, quando foi de 428.000 hectares.

Já a soja, principal produto agrícola da Bahia, que representa quase dois terços (65,0%) de toda a safra de grãos do estado, também tem previsão de redução na produção em 2024. 

Nesse ano, a Bahia deverá produzir 7.353.000 toneladas de soja, o que representa uma queda de 2,8% (menos 212.940 toneladas) frente ao colhido em 2023, que foi 7.565.940 toneladas. Frente a janeiro, porém, houve um aumento de 3,3% na previsão da safra para 2024 (mais 233.580 toneladas).

A revisão positiva de um mês a outro se deu pelo aumento de 13,5% na área colhida, que chegou a 2,032 milhões de hectares no estado. Porém, frente ao ano passado, o rendimento médio do grão deve cair 8,9%, de 3.972 para 3.619 kg/hectare.

Por outro lado, o algodão herbáceo, apesar de ter tido revisão negativa frente a janeiro,deve apresentar crescimento na produção em 2024. A Bahia deve colher 1.782.435 toneladas do grão, 2,4% a mais (+41.085 toneladas) do que em 2023, porém 1,4% a menos (-25.110 t) do que o previsto em janeiro, para este ano.

Neste ano, a Bahia deverá seguir como a 2ª maior produtora de algodão do país, sendo responsável por 21,8% da safra nacional.

A queda na produção de grãos na Bahia, em 2024, segue o previsto também para o Brasil como um todo. No país, a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá ser de 300,7 milhões de toneladas neste ano, 4,7% menor do que o recorde registrado em 2023 (315,4 milhões de toneladas) e 0,9% inferior à previsão de janeiro (303,4 milhões de toneladas).

Mesmo com a previsão de colher 6,8% menos em 2024, a Bahia ainda deve manter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,8% do total nacional (frente a uma participação de 3,9% em 2023). Mato Grosso continua na liderança (27,9%), seguido por Paraná (13,5%) e Rio Grande do Sul (13,4%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Estimativa de fevereiro é que, em 2024, 14 das 26 safras de produtos investigados na Bahia sejam maiores do que em 2023

Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia, a previsão de fevereiro se mantém de alta em 14 das 26 safras, no estado, em 2024.

O maior crescimento absoluto deve ser o da cana-de-açúcar (+74.400 t, ou +1,4%), seguida pelo algodão (+41.085 t, ou +2,4%) e pelo sorgo (+28.470 t ou +25,1%, maior aumento percentual).

Por outro lado, as maiores quedas absolutas na estimativa para 2024 devem vir do milho 1ª safra (-606.960 t ou -25,8%, também a maior redução percentual), da soja (-212.940 t ou -2,8%) e do milho 2ª safra (-63.990 t ou -8,6%).

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