Bahia registra menor taxa de desemprego em 13 anos mesmo com desafios

Estado bate recorde histórico com taxa de desocupação de 8,5%, mas ainda está entre os maiores índices do país. Região Metropolitana de Salvador lidera ranking entre capitais.

Por Murillo Vazquez
14/11/2025

Publicado em -

Noticia oXarope 1112501carteira trabalho

No terceiro trimestre de 2025, a Bahia alcançou a menor taxa de desocupação desde 2012, início da série histórica da PNADC do IBGE. O índice caiu para 8,5%, representando a segunda queda consecutiva. Apesar do avanço, o estado ainda registrou a terceira maior taxa do Brasil, ficando atrás apenas de Pernambuco e Amapá.

Salvador e região metropolitana seguem com altos índices

A capital baiana manteve a mesma taxa de desocupação do estado, com 8,5%. O número se manteve estável em relação ao trimestre anterior, mas elevou Salvador à terceira posição entre as capitais com maior índice de desemprego.

Na Região Metropolitana de Salvador, o índice caiu de 10,0% para 9,7%, sendo o mais baixo da série histórica. Ainda assim, é a taxa mais alta entre as 21 regiões metropolitanas brasileiras analisadas.

Bahia atinge maior número de trabalhadores em atividade

Entre julho e setembro, o estado registrou 6,554 milhões de pessoas ocupadas, o maior número em 13 anos de série histórica. A população desocupada caiu para 605 mil, o menor contingente já registrado. Essa combinação representa um avanço expressivo na força de trabalho.

A queda foi impulsionada pelo aumento de trabalhadores por conta própria, que somaram 1,859 milhão no trimestre, e pelo crescimento dos empregos no setor público, com 936 mil pessoas ocupadas nessa categoria.

Informalidade ainda preocupa apesar da leve queda

Mesmo com a leve redução no número de trabalhadores informais, a Bahia ainda registra um contingente expressivo. Foram 3,373 milhões de trabalhadores nessa condição, o equivalente a 51,5% da população ocupada. A informalidade recuou discretamente, mas segue entre as mais altas do Brasil.

Setores que mais empregaram e os que mais perderam vagas

A administração pública liderou o aumento de trabalhadores, com mais 92 mil no trimestre. O setor agropecuário também cresceu, com saldo positivo de 33 mil pessoas. Em contrapartida, o comércio perdeu 67 mil postos de trabalho e os serviços domésticos reduziram em 22 mil.

Na comparação anual, a indústria geral teve o maior crescimento, com mais 114 mil trabalhadores frente ao mesmo período de 2024. Apenas um setor teve queda no número de ocupados, os chamados outros serviços, que perderam 26 mil postos.

Rendimento médio sobe na Bahia e em Salvador

O rendimento médio real mensal na Bahia subiu para R$ 2.278, com crescimento de 3,3% em relação ao trimestre anterior. Em Salvador, o valor chegou a R$ 3.251, com alta de 3,8%. Na Região Metropolitana, foi de R$ 3.025, 3,2% acima do trimestre anterior.

Mesmo com o avanço, Bahia e capital ainda figuram entre os menores rendimentos do país. A massa de rendimento no estado alcançou R$ 14,63 bilhões, evidenciando maior circulação de recursos.

Os dados mostram que a Bahia avança na geração de empregos e na formalização do mercado de trabalho, mas ainda enfrenta desigualdades estruturais. A informalidade alta, o desemprego acima da média nacional e a concentração de postos com baixa remuneração ainda impõem desafios para a estabilidade econômica da população.

O esforço para reduzir a desocupação precisa vir acompanhado de políticas públicas que estimulem empregos qualificados, melhores salários e maior distribuição regional das oportunidades.

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Por Murillo Vazquez
14/11/2025 - 11h41 - Atualizado 14 de novembro de 2025

Publicado em -

Noticia oXarope 1112501carteira trabalho

No terceiro trimestre de 2025, a Bahia alcançou a menor taxa de desocupação desde 2012, início da série histórica da PNADC do IBGE. O índice caiu para 8,5%, representando a segunda queda consecutiva. Apesar do avanço, o estado ainda registrou a terceira maior taxa do Brasil, ficando atrás apenas de Pernambuco e Amapá.

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A capital baiana manteve a mesma taxa de desocupação do estado, com 8,5%. O número se manteve estável em relação ao trimestre anterior, mas elevou Salvador à terceira posição entre as capitais com maior índice de desemprego.

Na Região Metropolitana de Salvador, o índice caiu de 10,0% para 9,7%, sendo o mais baixo da série histórica. Ainda assim, é a taxa mais alta entre as 21 regiões metropolitanas brasileiras analisadas.

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Entre julho e setembro, o estado registrou 6,554 milhões de pessoas ocupadas, o maior número em 13 anos de série histórica. A população desocupada caiu para 605 mil, o menor contingente já registrado. Essa combinação representa um avanço expressivo na força de trabalho.

A queda foi impulsionada pelo aumento de trabalhadores por conta própria, que somaram 1,859 milhão no trimestre, e pelo crescimento dos empregos no setor público, com 936 mil pessoas ocupadas nessa categoria.

Informalidade ainda preocupa apesar da leve queda

Mesmo com a leve redução no número de trabalhadores informais, a Bahia ainda registra um contingente expressivo. Foram 3,373 milhões de trabalhadores nessa condição, o equivalente a 51,5% da população ocupada. A informalidade recuou discretamente, mas segue entre as mais altas do Brasil.

Setores que mais empregaram e os que mais perderam vagas

A administração pública liderou o aumento de trabalhadores, com mais 92 mil no trimestre. O setor agropecuário também cresceu, com saldo positivo de 33 mil pessoas. Em contrapartida, o comércio perdeu 67 mil postos de trabalho e os serviços domésticos reduziram em 22 mil.

Na comparação anual, a indústria geral teve o maior crescimento, com mais 114 mil trabalhadores frente ao mesmo período de 2024. Apenas um setor teve queda no número de ocupados, os chamados outros serviços, que perderam 26 mil postos.

Rendimento médio sobe na Bahia e em Salvador

O rendimento médio real mensal na Bahia subiu para R$ 2.278, com crescimento de 3,3% em relação ao trimestre anterior. Em Salvador, o valor chegou a R$ 3.251, com alta de 3,8%. Na Região Metropolitana, foi de R$ 3.025, 3,2% acima do trimestre anterior.

Mesmo com o avanço, Bahia e capital ainda figuram entre os menores rendimentos do país. A massa de rendimento no estado alcançou R$ 14,63 bilhões, evidenciando maior circulação de recursos.

Os dados mostram que a Bahia avança na geração de empregos e na formalização do mercado de trabalho, mas ainda enfrenta desigualdades estruturais. A informalidade alta, o desemprego acima da média nacional e a concentração de postos com baixa remuneração ainda impõem desafios para a estabilidade econômica da população.

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