PIB da Bahia em 2023 revela crescimento modesto e perda de espaço no cenário nacional

Economia baiana cresceu 2,3% em 2023, mas abaixo da média nacional e perdeu participação no PIB do Brasil. Veja o que está por trás desses números.

Por Murillo Vazquez
14/11/2025

Publicado em -

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Apesar de crescer, PIB da Bahia em 2023 mostra sinais de alerta na economia estadual

A Bahia registrou um crescimento de 2,3% em seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, alcançando R$ 430,9 bilhões. Apesar da expansão pelo terceiro ano seguido, o desempenho ficou abaixo da média nacional (3,2%) e foi o 21º entre as 27 unidades da Federação.

O crescimento de 2,3% da economia baiana em 2023 representa a continuidade da recuperação após a retração de 4,4% em 2020. Contudo, o ritmo desacelerou, com o estado perdendo participação no PIB nacional, passando de 4,0% para 3,9%. A Bahia segue como a 7ª maior economia do país e a maior do Norte/Nordeste, mas o sinal amarelo já está aceso.

O PIB baiano foi composto por R$ 381,1 bilhões de valor adicionado bruto que reflete a riqueza efetivamente gerada e R$ 49,8 bilhões de impostos líquidos de subsídios.

Esse crescimento modesto revela desequilíbrios setoriais. O setor de serviços voltou a ganhar fôlego, subindo de 62,7% para 64,5% do PIB baiano, impulsionado pela administração pública. Já agropecuária e indústria perderam força, com quedas de participação de 11,3% para 10,4% e de 25,9% para 25,1%, respectivamente.

A perda da liderança no PIB per capita do Nordeste para o Rio Grande do Norte é outro dado simbólico: com R$ 30.476,54, a Bahia ficou na 20ª posição no ranking nacional. Está 43,4% abaixo da média brasileira.

Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a desaceleração está ligada a fatores como a retração na agropecuária após três anos de alta e a queda na indústria extrativa, que perdeu mais da metade da sua participação no PIB estadual (de 1,8% para 1,1%).

Para o IBGE, a perda de espaço da Bahia no cenário nacional se explica pelo melhor desempenho de estados como Acre, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, que ampliaram sua participação no PIB do país.

É preocupante ver a Bahia perdendo espaço tanto em volume de crescimento quanto em renda per capita. Enquanto a economia nacional acelera puxada por setores dinâmicos e investimentos, a Bahia parece travada em uma estrutura econômica que depende fortemente do setor público e de ciclos instáveis da agropecuária e indústria.

Aqui, no chão da realidade, isso significa menos oportunidades, serviços públicos pressionados e uma desigualdade que permanece visível. O número pode parecer técnico, mas por trás dele estão empregos, salários e o futuro de milhares de famílias.

O crescimento de 2,3% do PIB da Bahia em 2023 não é motivo para comemoração. A economia avança, mas em ritmo lento, perdendo espaço no cenário nacional e revelando uma estrutura ainda frágil. É hora de repensar o modelo de desenvolvimento do estado com foco em inovação, diversificação produtiva e inclusão.

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Por Murillo Vazquez
14/11/2025 - 11h59 - Atualizado 18 de novembro de 2025

Publicado em -

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Apesar de crescer, PIB da Bahia em 2023 mostra sinais de alerta na economia estadual

A Bahia registrou um crescimento de 2,3% em seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, alcançando R$ 430,9 bilhões. Apesar da expansão pelo terceiro ano seguido, o desempenho ficou abaixo da média nacional (3,2%) e foi o 21º entre as 27 unidades da Federação.

O crescimento de 2,3% da economia baiana em 2023 representa a continuidade da recuperação após a retração de 4,4% em 2020. Contudo, o ritmo desacelerou, com o estado perdendo participação no PIB nacional, passando de 4,0% para 3,9%. A Bahia segue como a 7ª maior economia do país e a maior do Norte/Nordeste, mas o sinal amarelo já está aceso.

O PIB baiano foi composto por R$ 381,1 bilhões de valor adicionado bruto que reflete a riqueza efetivamente gerada e R$ 49,8 bilhões de impostos líquidos de subsídios.

Esse crescimento modesto revela desequilíbrios setoriais. O setor de serviços voltou a ganhar fôlego, subindo de 62,7% para 64,5% do PIB baiano, impulsionado pela administração pública. Já agropecuária e indústria perderam força, com quedas de participação de 11,3% para 10,4% e de 25,9% para 25,1%, respectivamente.

A perda da liderança no PIB per capita do Nordeste para o Rio Grande do Norte é outro dado simbólico: com R$ 30.476,54, a Bahia ficou na 20ª posição no ranking nacional. Está 43,4% abaixo da média brasileira.

Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a desaceleração está ligada a fatores como a retração na agropecuária após três anos de alta e a queda na indústria extrativa, que perdeu mais da metade da sua participação no PIB estadual (de 1,8% para 1,1%).

Para o IBGE, a perda de espaço da Bahia no cenário nacional se explica pelo melhor desempenho de estados como Acre, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, que ampliaram sua participação no PIB do país.

É preocupante ver a Bahia perdendo espaço tanto em volume de crescimento quanto em renda per capita. Enquanto a economia nacional acelera puxada por setores dinâmicos e investimentos, a Bahia parece travada em uma estrutura econômica que depende fortemente do setor público e de ciclos instáveis da agropecuária e indústria.

Aqui, no chão da realidade, isso significa menos oportunidades, serviços públicos pressionados e uma desigualdade que permanece visível. O número pode parecer técnico, mas por trás dele estão empregos, salários e o futuro de milhares de famílias.

O crescimento de 2,3% do PIB da Bahia em 2023 não é motivo para comemoração. A economia avança, mas em ritmo lento, perdendo espaço no cenário nacional e revelando uma estrutura ainda frágil. É hora de repensar o modelo de desenvolvimento do estado com foco em inovação, diversificação produtiva e inclusão.

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