Com presença destacada no Fórum Bahia–China, estado atrai bilhões em investimentos e reforça parceria com gigante asiático.

A Bahia reafirmou seu protagonismo na rota dos investimentos chineses no Brasil durante o III Fórum Bahia–China, realizado nesta terça-feira, em Salvador. O evento reuniu empresas, autoridades e diplomatas para consolidar parcerias em setores estratégicos.
O Fórum, promovido pelo Governo do Estado por meio da SEI, em parceria com o Consulado da China e o PNUD Brasil, reforçou a posição da Bahia como ponte entre o Brasil e o gigante asiático. Com liderança no Nordeste e entre os cinco estados que mais recebem investimentos chineses, a Bahia se destaca por seu potencial em energia limpa, mineração e infraestrutura.
A relação com a China, que já é o principal parceiro comercial da Bahia, ganhou novo fôlego com a presença maciça de empresas como BYD, State Grid, Sinoma Blade, Goldwind e CGN Brasil Energy. O encontro teve como foco a modernização produtiva, a industrialização sustentável e o fortalecimento de cadeias produtivas.
A população baiana pode ser diretamente beneficiada com os novos investimentos, especialmente em geração de empregos, mobilidade e infraestrutura. Para mim, o que mais chama atenção é a forma como uma parceria internacional pode acelerar transformações locais concretas. A nova fábrica da BYD, por exemplo, representa não só inovação tecnológica, mas também a retomada econômica em Camaçari.
O projeto da Ponte Salvador–Itaparica, com aporte chinês, vai além da engenharia. Ele promete mudar o cotidiano de milhares de pessoas, impulsionar o turismo e integrar regiões historicamente isoladas.

“A Bahia reafirma seu compromisso com políticas públicas voltadas para o bem-estar da população”, disse o vice-governador Geraldo Júnior. Ele destacou a retirada de mais de um milhão de baianos do mapa da fome como um reflexo da reconstrução social em curso.
O diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, enxerga no fórum uma oportunidade de ampliar a cooperação com ganhos concretos para a população. Já a cônsul-geral Tian Min reforçou que os avanços dos projetos chineses no estado são frutos da complementaridade entre os territórios.
Para o CEO da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, Cláudio Villas Boas, a obra é um símbolo do potencial transformador da parceria sino-baiana. O investimento total será de R$ 11 bilhões ao longo de seis anos.

Enquanto o país ainda busca caminhos para fortalecer sua economia, a Bahia se posiciona como exemplo de articulação estratégica. A parceria com a China não é apenas sobre cifras bilionárias. É sobre como essa cooperação pode gerar impactos reais no dia a dia das pessoas. Uma ponte que encurta distâncias, uma fábrica que emprega, uma usina que gera energia limpa — são respostas práticas para desafios antigos.
Em tempos de crise global e instabilidade econômica, a Bahia mostra que ter um plano de desenvolvimento alinhado com tendências mundiais faz toda a diferença. Isso exige visão, mas também responsabilidade com os interesses locais.
A Bahia está se reinventando com protagonismo, aproveitando o momento de interesse internacional para transformar sua estrutura econômica e social. A consolidação da parceria com a China aponta para um futuro de mais investimentos, empregos e integração regional.


















