A Bahia reduziu em 18,7 por cento o número de mortes por aids entre 2023 e 2024, caindo de 628 para 510 óbitos. O dado do Ministério da Saúde revela um avanço significativo no combate à doença.

O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde confirma uma mudança positiva no cenário da aids no Brasil. O país teve uma redução de 13 por cento nos óbitos, passando de mais de 10 mil para 9.100, menor número em mais de três décadas.
Na Bahia, a queda foi ainda mais expressiva. Os dados mostram que o estado saiu de 628 mortes para 510, refletindo ações de prevenção, ampliação da testagem e oferta gratuita de tratamentos modernos pelo SUS.
Entre os avanços está o uso de medicamentos que tornam o HIV indetectável e intransmissível. Outro destaque é a eliminação da transmissão da doença entre mãe e bebê como problema de saúde pública.
Essa queda nas mortes representa muito mais que números. São vidas salvas e pessoas que agora vivem com mais dignidade. O acesso ao tratamento certo, na hora certa, muda completamente a trajetória de quem convive com HIV.
O que me chama atenção é como o fortalecimento do SUS pode transformar realidades. Mesmo sob críticas e desafios, o sistema público se mostra capaz de responder com eficácia quando há investimento e gestão.
Durante a apresentação da campanha “Viver sem aids essa é a vida que eu quis”, o ministro da Saúde Alexandre Padilha celebrou o resultado e destacou os avanços obtidos com o SUS.
Hoje é um dia de luta, mas também de conquista histórica. Alcançamos o menor número de mortes por aids em 32 anos. Isso só foi possível porque o SUS oferece gratuitamente tecnologias modernas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
O país também alcançou a meta de eliminar a transmissão vertical como problema de saúde pública. Essa conquista silenciosa tem impacto direto na vida de milhares de mães e bebês.
Enquanto parte do país discute cortes e prioridades, é aqui na ponta que vemos o real impacto das decisões. O que os dados não mostram são as histórias por trás de cada vida poupada. Famílias inteiras respiram aliviadas ao ver que a aids já não é mais uma sentença.
O Dezembro Vermelho serve para lembrar que a luta continua. E que quando saúde é tratada como direito, os resultados aparecem.
A Bahia deu um passo importante na luta contra a aids. A redução nas mortes é fruto de um trabalho contínuo que precisa ser mantido. Informação, prevenção e tratamento são caminhos que salvam vidas todos os dias.


















