
Nos bastidores da eleição de 2026, a entrada de Joaquim Barbosa na disputa presidencial abriu uma crise na Democracia Cristã. O movimento surpreendeu Aldo Rebelo, dividiu dirigentes e colocou o pequeno partido no centro do debate político nacional.
A Democracia Cristã decidiu trocar Aldo Rebelo, que vinha sendo tratado como pré-candidato desde janeiro, pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Segundo a VEJA, a mudança foi comunicada pelo presidente nacional do DC, João Caldas, sem discussão prévia com Rebelo.
Barbosa foi ministro do Supremo Tribunal Federal entre 2003 e 2014 e presidiu a Corte de 2012 a 2014.
O caso mostra como uma decisão partidária pode mudar o tabuleiro eleitoral antes mesmo da campanha começar. Para o eleitor, o ponto central é entender se o DC tenta ganhar visibilidade nacional com um nome conhecido ou se a troca revela falta de unidade interna.
Para mim, o que mais chama atenção é como a política de cúpula, feita em salas fechadas, muitas vezes chega pronta para a população, sem debate claro.
Aldo Rebelo afirmou à VEJA que manterá sua agenda e não descartou levar a disputa à Justiça. Já João Caldas declarou que a decisão de troca seria dele como presidente do partido.
A crise também apareceu nos diretórios estaduais. Paulo Cesar Quartiero, dirigente do DC em Roraima, criticou duramente a escolha de Barbosa e declarou apoio a Aldo.
A possível candidatura de Joaquim Barbosa ainda nasce cercada de incertezas. O nome é forte, mas a largada foi turbulenta. O DC ganhou manchetes, porém também expôs suas fissuras internas. Agora, a pergunta é se essa movimentação será começo de projeto nacional ou apenas mais um capítulo de disputa partidária.



















