Maria, José e Santos dominam os registros civis na Bahia segundo o Censo 2022

Nomes tradicionais resistem ao tempo enquanto novos favoritos surgem entre as gerações mais jovens. Veja o que os dados revelam sobre a identidade dos baianos

Por Murillo Vazquez
05/11/2025

Publicado em

Noticia oXarope 04112501ibgenomes

Em 2022, Maria era o nome de 1 em cada 10 mulheres na Bahia. José seguia como o nome masculino mais comum. Já Santos se destacou como o sobrenome mais popular, presente no nome completo de um em cada quatro baianos

Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que Maria e José continuam como os nomes mais populares da Bahia. Apesar da permanência, o ranking revela mudanças importantes. Júlia e João estão em ascensão entre os mais jovens. Já entre os sobrenomes, a Bahia surpreende e se afasta do padrão nacional. Enquanto Silva domina no Brasil, no estado é Santos quem lidera.

Na Bahia, 10,7% das mulheres se chamam Maria. São 783.021 pessoas, o que equivale a 5,5% da população estadual. Em comparação com 2010, houve um crescimento de 2,5%. Isso representa mais 19.359 Marias registradas em 12 anos.

O nome José, por outro lado, caiu 13,6% em relação ao Censo anterior. Em 2010, havia 417.671 homens com esse nome. Em 2022, eram 361.017, o que representa 5,3% dos homens baianos. Ainda é o nome masculino mais comum no estado, mas com tendência de queda.

Nomes não são apenas estatísticas. Eles revelam valores culturais, tradição religiosa, ancestralidade e, mais recentemente, a influência de novos hábitos e referências. Para mim, o que mais chama atenção é como esses dados falam da Bahia profunda. Há uma força simbólica em ver tantos Marias e Josés resistindo ao tempo.

O avanço de Júlia é o melhor exemplo dessa transição. Em 2010, ocupava a 28ª posição entre os nomes femininos mais comuns. Em 2022, já era o terceiro nome mais registrado no estado. Um crescimento de mais de 60%.

Entre os homens, João avança com firmeza. Cresceu 13,7% em 12 anos. Subiu da terceira para a segunda posição entre os nomes masculinos. Já Antônio, antes vice-líder, perdeu força e caiu para terceiro. Pedro e Carlos completam o top cinco. Paulo saiu do ranking principal.

Segundo o IBGE, o projeto Nomes no Brasil, que integra o Censo 2022, ajuda a contar parte da história e da cultura dos brasileiros por meio dos registros civis. Em Salvador, os dados também mostram mudanças.

Maria segue como o nome mais comum entre as mulheres da capital baiana, com 116.625 registros. Houve queda de 2,1% em relação a 2010. Ana, Rita, Júlia e Patrícia completam o ranking.

Entre os homens, José ainda lidera com 38.359 registros. Mesmo assim, o número caiu 23,3% em relação ao Censo anterior. João, Carlos e Paulo aparecem logo atrás.

Nos nomes dos mais jovens, os dados revelam outros favoritos. Entre os nascidos entre 2020 e 2022, nomes como Laura, Alice e Luna ganham espaço entre as meninas. Já entre os meninos, João, Davi, Enzo e Miguel se destacam.

Nomes contam histórias. E na Bahia, essas histórias têm raízes profundas. Maria e José não são apenas os nomes mais comuns. Eles representam devoção, família e uma forma de manter viva a tradição popular. Mas essas escolhas também dialogam com o presente.

Enquanto Brasília discute orçamentos e reformas, aqui a vida segue marcada por decisões cotidianas, como o nome de um filho. E isso tem peso. Júlia não é só uma moda. É um sinal de mudança. Uma geração que busca sonoridades diferentes, inspirações novas e, quem sabe, outras histórias para contar.

O mesmo vale para os sobrenomes. Santos domina na Bahia, presente em mais de um quarto da população. Isso fala de fé, mas também de ancestralidade. E quando Jesus aparece como o quinto sobrenome mais comum do estado, com quase 1,1 milhão de registros, é impossível não pensar no poder simbólico da religião na identidade baiana.

A Bahia ainda é terra de Marias, Josés e Santos. Mas também é solo onde crescem Júlias, Enzos e Lauras. Os dados do Censo 2022 mostram que os nomes mais populares estão mudando. E por trás de cada nome, há uma decisão familiar, uma herança cultural e um traço da sociedade que construímos a cada geração.

As informações citadas nesta reportagem estão disponíveis IBGE . Fonte: Mariana Viveiros

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Maria, José e Santos dominam os registros civis na Bahia segundo o Censo 2022

Nomes tradicionais resistem ao tempo enquanto novos favoritos surgem entre as gerações mais jovens. Veja o que os dados revelam sobre a identidade dos baianos

Por Murillo Vazquez
05/11/2025 - 00h11 - Atualizado 5 de novembro de 2025

Publicado em

Noticia oXarope 04112501ibgenomes

Em 2022, Maria era o nome de 1 em cada 10 mulheres na Bahia. José seguia como o nome masculino mais comum. Já Santos se destacou como o sobrenome mais popular, presente no nome completo de um em cada quatro baianos

Os dados do Censo Demográfico 2022 mostram que Maria e José continuam como os nomes mais populares da Bahia. Apesar da permanência, o ranking revela mudanças importantes. Júlia e João estão em ascensão entre os mais jovens. Já entre os sobrenomes, a Bahia surpreende e se afasta do padrão nacional. Enquanto Silva domina no Brasil, no estado é Santos quem lidera.

Na Bahia, 10,7% das mulheres se chamam Maria. São 783.021 pessoas, o que equivale a 5,5% da população estadual. Em comparação com 2010, houve um crescimento de 2,5%. Isso representa mais 19.359 Marias registradas em 12 anos.

O nome José, por outro lado, caiu 13,6% em relação ao Censo anterior. Em 2010, havia 417.671 homens com esse nome. Em 2022, eram 361.017, o que representa 5,3% dos homens baianos. Ainda é o nome masculino mais comum no estado, mas com tendência de queda.

Nomes não são apenas estatísticas. Eles revelam valores culturais, tradição religiosa, ancestralidade e, mais recentemente, a influência de novos hábitos e referências. Para mim, o que mais chama atenção é como esses dados falam da Bahia profunda. Há uma força simbólica em ver tantos Marias e Josés resistindo ao tempo.

O avanço de Júlia é o melhor exemplo dessa transição. Em 2010, ocupava a 28ª posição entre os nomes femininos mais comuns. Em 2022, já era o terceiro nome mais registrado no estado. Um crescimento de mais de 60%.

Entre os homens, João avança com firmeza. Cresceu 13,7% em 12 anos. Subiu da terceira para a segunda posição entre os nomes masculinos. Já Antônio, antes vice-líder, perdeu força e caiu para terceiro. Pedro e Carlos completam o top cinco. Paulo saiu do ranking principal.

Segundo o IBGE, o projeto Nomes no Brasil, que integra o Censo 2022, ajuda a contar parte da história e da cultura dos brasileiros por meio dos registros civis. Em Salvador, os dados também mostram mudanças.

Maria segue como o nome mais comum entre as mulheres da capital baiana, com 116.625 registros. Houve queda de 2,1% em relação a 2010. Ana, Rita, Júlia e Patrícia completam o ranking.

Entre os homens, José ainda lidera com 38.359 registros. Mesmo assim, o número caiu 23,3% em relação ao Censo anterior. João, Carlos e Paulo aparecem logo atrás.

Nos nomes dos mais jovens, os dados revelam outros favoritos. Entre os nascidos entre 2020 e 2022, nomes como Laura, Alice e Luna ganham espaço entre as meninas. Já entre os meninos, João, Davi, Enzo e Miguel se destacam.

Nomes contam histórias. E na Bahia, essas histórias têm raízes profundas. Maria e José não são apenas os nomes mais comuns. Eles representam devoção, família e uma forma de manter viva a tradição popular. Mas essas escolhas também dialogam com o presente.

Enquanto Brasília discute orçamentos e reformas, aqui a vida segue marcada por decisões cotidianas, como o nome de um filho. E isso tem peso. Júlia não é só uma moda. É um sinal de mudança. Uma geração que busca sonoridades diferentes, inspirações novas e, quem sabe, outras histórias para contar.

O mesmo vale para os sobrenomes. Santos domina na Bahia, presente em mais de um quarto da população. Isso fala de fé, mas também de ancestralidade. E quando Jesus aparece como o quinto sobrenome mais comum do estado, com quase 1,1 milhão de registros, é impossível não pensar no poder simbólico da religião na identidade baiana.

A Bahia ainda é terra de Marias, Josés e Santos. Mas também é solo onde crescem Júlias, Enzos e Lauras. Os dados do Censo 2022 mostram que os nomes mais populares estão mudando. E por trás de cada nome, há uma decisão familiar, uma herança cultural e um traço da sociedade que construímos a cada geração.

As informações citadas nesta reportagem estão disponíveis IBGE . Fonte: Mariana Viveiros

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