Servidores federais anunciam mobilizações contra reajuste salarial de 1 % em 2024 e não descartam greve

Por Redação Oxarope
03/09/2023

Publicado em

oxarope05noticia

Representantes dos servidores se mobilizam contra a proposta anunciada pelo governo Lula de reajuste salarial de apenas 1% em 2024

Os servidores federais não descartam a possibilidade de greve, caso não consigam definir com o governo um reajuste salarial adequado. Eles aguardam uma resposta do executivo para resolver a pauta econômica da categoria — que tem passado por seguidas perdas salariais nos últimos anos. O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, disse que os profissionais saíram frustrados após recente reunião com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

“O compromisso que o governo tinha assumido com o conjunto das representações do funcionalismo era que estaria apresentando uma proposta econômica para a categoria. E de fato isso não aconteceu — e isso transformou a reunião numa grande frustração.” O representante da categoria disse que o encontro teve a participação de vários setores.

“Reunimos o conjunto das representações do funcionalismo público federal, as centrais sindicais e as entidades representativas — e foi uma avaliação super negativa. O governo enviou ao Congresso o Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2024, onde nem o que ele informou na nossa reunião está contido lá”, desabafa.

O governo federal reservou aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Orçamento de 2024 para o reajuste dos servidores públicos. Conforme dados do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), o valor corresponderia a 1% de correção salarial no ano que vem.

Para o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do DF (Sindsep-DF), Oton Pereira Neves, o valor proposto pelo governo é considerado insuficiente para suprir a demanda de recomposição salarial necessária para cobrir as perdas inflacionárias enfrentadas pelo funcionalismo público. “A gente tem expectativa de que o governo consiga melhorar essa proposta, porque realmente ela é inaceitável, depois de ter perdas salariais nos últimos seis anos e não ter nem a recomposição agora. Então isso é inaceitável”, avalia.

Oton diz que os representantes da categoria prometem não desistir. “A gente sabe que essa proposta do governo está subordinada ao recente arcabouço fiscal que foi aprovado pelo Congresso Nacional. Então, o primeiro passo nosso é fazer uma ação, ou ações, para exigir do presidente Lula o veto de vários artigos que engessam o orçamento da União, especialmente para as atividades e ações que visam o bem da população”, ressalta.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, reforça a determinação dos trabalhadores em continuar organizando a categoria. “Vamos reagir a essa inércia do governo com esse setor que foi tão precarizado nos últimos períodos. Vamos criar um cronograma de ações para o conjunto do funcionalismo em todo o país, orientar os sindicatos estaduais a fazer essa discussão”, informa.

Calendário de mobilização

Sérgio Ronaldo diz que, mediante os debates, será convocada uma plenária nacional após o feriado de 7 de setembro, para organizar um calendário de mobilização não descartando, inclusive, uma greve. “A mobilização é quem vai dizer se chegará nesse estágio, para ver se o governo se desconecta somente das questões do mercado, das questões dos setores de outros segmentos e tem um olhar criterioso para o conjunto do funcionalismo, levando em consideração também a administração pública federal”, salienta.

Oton Pereira Neves do sindicato dos trabalhadores do DF concorda: “A greve é a principal arma que a classe possui, então jamais podemos descartá-la”, observa.

Para os trabalhadores, esse reajuste está muito abaixo do previsto, como relata a servidora pública federal Roberta Salomão. “O valor proposto de 1% é muito abaixo do valor da inflação, não cobre o pagamento das contas que temos mês a mês e ele não repõe as perdas acumuladas superiores a 30% devido a muitos anos sem aumento. Então realmente é uma afronta”, relata.

Camila Macedo Teixeira também é servidora pública federal e reclama do aumento. “Nós todos sabemos, enquanto servidores, que esse aumento impacta diretamente o orçamento da União. Por outro lado, pensando do ponto de vista do servidor, 1% sobre a remuneração que a gente já recebe não contempla os aumentos que nós tivemos quanto aos preços dos alimentos, quanto ao aumento dos combustíveis, os gastos com moradia, com educação”, conta.

Essa foi a primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente entre governo e servidores para debater demandas salariais das categorias referentes ao próximo ano, após aprovação da nova regra fiscal.

Reportagem: Lívia Azevedo

Mais recentes

Visto da embaixadora acirra tensão entre Brasil e EUA

O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a decisão dos Estados Unidos de…

TRE-BA abre urna eletrônica e mostra como o voto é protegido

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia abriu uma urna eletrônica diante do público, na segunda-feira, 3 de…

Urna eletrônica será aberta pelo TRE-BA em Salvador

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia realiza nesta segunda-feira, 3 de agosto, às 11h, uma demonstração da…

Estrada entre a Praia dos Coqueiros e o Mirante do Rio Verde recebe obras de recuperação e drenagem

O vice-prefeito Paulo Onishi visitou, na quarta-feira, 29, as obras de recuperação da estrada que liga a…

TRE-BA convoca 140 mil mesários para as Eleições 2026

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia iniciou nesta quarta-feira, 29 de julho, a convocação de cerca de…

Servidores federais anunciam mobilizações contra reajuste salarial de 1 % em 2024 e não descartam greve

Por Redação Oxarope
03/09/2023 - 15h14 - Atualizado 3 de setembro de 2023

Publicado em

oxarope05noticia

Representantes dos servidores se mobilizam contra a proposta anunciada pelo governo Lula de reajuste salarial de apenas 1% em 2024

Os servidores federais não descartam a possibilidade de greve, caso não consigam definir com o governo um reajuste salarial adequado. Eles aguardam uma resposta do executivo para resolver a pauta econômica da categoria — que tem passado por seguidas perdas salariais nos últimos anos. O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, disse que os profissionais saíram frustrados após recente reunião com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

“O compromisso que o governo tinha assumido com o conjunto das representações do funcionalismo era que estaria apresentando uma proposta econômica para a categoria. E de fato isso não aconteceu — e isso transformou a reunião numa grande frustração.” O representante da categoria disse que o encontro teve a participação de vários setores.

“Reunimos o conjunto das representações do funcionalismo público federal, as centrais sindicais e as entidades representativas — e foi uma avaliação super negativa. O governo enviou ao Congresso o Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2024, onde nem o que ele informou na nossa reunião está contido lá”, desabafa.

O governo federal reservou aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Orçamento de 2024 para o reajuste dos servidores públicos. Conforme dados do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), o valor corresponderia a 1% de correção salarial no ano que vem.

Para o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do DF (Sindsep-DF), Oton Pereira Neves, o valor proposto pelo governo é considerado insuficiente para suprir a demanda de recomposição salarial necessária para cobrir as perdas inflacionárias enfrentadas pelo funcionalismo público. “A gente tem expectativa de que o governo consiga melhorar essa proposta, porque realmente ela é inaceitável, depois de ter perdas salariais nos últimos seis anos e não ter nem a recomposição agora. Então isso é inaceitável”, avalia.

Oton diz que os representantes da categoria prometem não desistir. “A gente sabe que essa proposta do governo está subordinada ao recente arcabouço fiscal que foi aprovado pelo Congresso Nacional. Então, o primeiro passo nosso é fazer uma ação, ou ações, para exigir do presidente Lula o veto de vários artigos que engessam o orçamento da União, especialmente para as atividades e ações que visam o bem da população”, ressalta.

O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, reforça a determinação dos trabalhadores em continuar organizando a categoria. “Vamos reagir a essa inércia do governo com esse setor que foi tão precarizado nos últimos períodos. Vamos criar um cronograma de ações para o conjunto do funcionalismo em todo o país, orientar os sindicatos estaduais a fazer essa discussão”, informa.

Calendário de mobilização

Sérgio Ronaldo diz que, mediante os debates, será convocada uma plenária nacional após o feriado de 7 de setembro, para organizar um calendário de mobilização não descartando, inclusive, uma greve. “A mobilização é quem vai dizer se chegará nesse estágio, para ver se o governo se desconecta somente das questões do mercado, das questões dos setores de outros segmentos e tem um olhar criterioso para o conjunto do funcionalismo, levando em consideração também a administração pública federal”, salienta.

Oton Pereira Neves do sindicato dos trabalhadores do DF concorda: “A greve é a principal arma que a classe possui, então jamais podemos descartá-la”, observa.

Para os trabalhadores, esse reajuste está muito abaixo do previsto, como relata a servidora pública federal Roberta Salomão. “O valor proposto de 1% é muito abaixo do valor da inflação, não cobre o pagamento das contas que temos mês a mês e ele não repõe as perdas acumuladas superiores a 30% devido a muitos anos sem aumento. Então realmente é uma afronta”, relata.

Camila Macedo Teixeira também é servidora pública federal e reclama do aumento. “Nós todos sabemos, enquanto servidores, que esse aumento impacta diretamente o orçamento da União. Por outro lado, pensando do ponto de vista do servidor, 1% sobre a remuneração que a gente já recebe não contempla os aumentos que nós tivemos quanto aos preços dos alimentos, quanto ao aumento dos combustíveis, os gastos com moradia, com educação”, conta.

Essa foi a primeira reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente entre governo e servidores para debater demandas salariais das categorias referentes ao próximo ano, após aprovação da nova regra fiscal.

Reportagem: Lívia Azevedo

Mais recentes

Visto da embaixadora acirra tensão entre Brasil e EUA

O governo brasileiro repudiou nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro…

TRE-BA abre urna eletrônica e mostra como o voto é protegido

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia abriu uma urna eletrônica diante do público, na segunda-feira, 3 de agosto, em Salvador. A demonstração mostrou componentes dos…

Urna eletrônica será aberta pelo TRE-BA em Salvador

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia realiza nesta segunda-feira, 3 de agosto, às 11h, uma demonstração da estrutura interna da urna eletrônica. O ato será…

Estrada entre a Praia dos Coqueiros e o Mirante do Rio Verde recebe obras de recuperação e drenagem

O vice-prefeito Paulo Onishi visitou, na quarta-feira, 29, as obras de recuperação da estrada que liga a Praia dos Coqueiros ao Mirante do Rio Verde,…

TRE-BA convoca 140 mil mesários para as Eleições 2026

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia iniciou nesta quarta-feira, 29 de julho, a convocação de cerca de 140 mil mesárias e mesários para as Eleições…

Quaest aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo na disputa pelo Governo da Bahia

A primeira pesquisa Genial/Quaest sobre a corrida eleitoral para o Governo da Bahia em 2026 mostra um cenário de forte equilíbrio entre o ex-prefeito de…

Eleições 2026: Bahia registra alta de pardos, pretos e quilombolas

A Bahia chega às Eleições 2026 com 11.321.005 eleitoras e eleitores aptos ao voto e um retrato mais diverso no cadastro eleitoral. Dados divulgados pelo…

ACM Neto declara apoio a Adelson do Alecrim, que confirma candidatura a deputado estadual

Adelson do Alecrim confirmou sua candidatura a deputado estadual durante a convenção partidária do União Brasil, realizada em Salvador. A confirmação ocorreu com o apoio…

Cláudia Oliveira participa do PGP da Costa do Descobrimento e reforça compromisso com o desenvolvimento da Bahia

A deputada estadual e pré-candidata à reeleição, Cláudia Oliveira (PSD), participou, nesta quarta-feira, em Eunápolis, do Programa de Governo Participativo (PGP) da Costa do Descobrimento….

PSDB confirma Jota Batista como candidato a deputado federal durante convenção em Salvador

O PSDB confirmou, nesta quarta-feira (22/07), o nome do advogado e ex-vereador de Eunápolis, Jota Batista, para concorrer a uma vaga à deputado federal. A…

Ex-aliado de ACM Neto exalta tratamento recebido por Jerônimo: “nem tudo é emenda e dinheiro”

O prefeito de Santa Cruz Cabrália, Girlei Lage (PDT), exaltou o tratamento do governador Jerônimo com os prefeitos. Ex-aliado de ACM Neto, Girlei destacou a…

“Temos que ampliar cada vez mais a política do cuidado”, diz Jerônimo durante plenária do PGP na Costa do Descobrimento

O território onde os livros registram o início da colonização do Brasil foi palco, nesta quarta-feira (22), de uma das falas mais simbólicas do governador…

Jerônimo confirma presença do presidente Lula na convenção partidária em Salvador

O governador Jerônimo Rodrigues confirmou, nesta quarta-feira (22), a presença do presidente Lula na convenção estadual, marcada para o dia 1º de agosto, no Parque…

Jerônimo Rodrigues afirma que 92% dos compromissos do programa de governo foram cumpridos

O governador Jerônimo Rodrigues afirmou, nesta quarta-feira (22), em entrevista à Bahia FM, que 92% dos compromissos assumidos em seu programa de governo já foram…

PGP chega ao Território Costa do Descobrimento com plenária em Eunápolis e participação do time de Lula

O governador Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner participam, nesta quarta-feira (22), em Eunápolis, da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 –…

Rolar para cima