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Taxa de desocupação cai pela segunda vez na Bahia e fecha 2023 em 13,2%, a mais baixa para o estado em 8 anos, mas a 2a maior do país

Por Marcelo oXarope
16/02/2024

Publicado em -

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** A taxa de desocupação na Bahia cedeu em 2023 em razão da manutenção de dois movimentos. O número de pessoas trabalhando (ocupadas) cresceu (+0,9%) pelo 3o ano, chegando a 6,075 milhões, enquanto o de pessoas procurando trabalho (desocupadas ou desempregadas) caiu (-13,7%) pelo 2o ano seguido, para 922 mil;

** De 2022 para 2023, a alta da ocupação na Bahia foi puxada, sobretudo, pelo crescimento no total de empregados do setor público (+52 mil pessoas). Houve uma leve queda no número de trabalhadores informais (-18 mil);

** No ano passado, o número de pessoas trabalhando cresceu em 6 das 10 atividades econômicas pesquisadas, puxadas pelos transportes (+39 mil) e pela administração pública (+35 mil);

** De 2022 para 2023, o rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumentou 7,2%, após dois anos em queda. Ainda assim, foi o mais baixo do país: R$ 1.865;

** Em 2023, a taxa de desocupação também caiu em Salvador (ficando em 13,7%) e na Região Metropolitana (indo a 14,7%), mas foram as segundas mais altas entre as capitais e as regiões metropolitanas, respectivamente;

** Já o rendimento médio de trabalho no município de Salvador (R$ 2.729) e na região metropolitana da capital (R$ 2.550) foram os menores da série histórica disponível (desde 2012);

** Todas as informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral, do IBGE;

** A partir desta divulgação, os indicadores anuais de mercado de trabalho passaram a ser calculados com os dados do banco anual da PNAD Contínua, a partir das respostas acumuladas nas primeiras visitas aos domicílios pesquisados (exceto entre 2020 e 2022, quando, por causa das dificuldades da pandemia, foram usadas as quintas visitas). Antes disso, as informações anuais resultavam de médias aritméticas dos quatro trimestres. Toda a série histórica, iniciada em 2012, foi revista.

No 4º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia teve o terceiro recuo seguido frente ao trimestre anterior, indo a 12,7% (havia sido de 13,3% no 3º tri). 

Foi a menor taxa para um 4º trimestre, no estado, em oito anos, desde 2015, quando havia sido de 12,4%. Também deixou de ser a mais alta do país, ficando em 2º lugar, superada pela do Amapá (14,2%). Ainda assim, seguiu muito acima do indicador nacional, que foi de 7,4% no 4º tri/23.

No ano de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 13,2%. Teve uma segunda queda consecutiva, ficando abaixo da registrada em 2022 (15,1%), e foi a menor, para o estado, em oito anos, desde 2015, quando tinha sido de 11,3%. 

Também deixou de ser a mais elevada dentre as unidades da Federação, ficando em segundo lugar, um pouco abaixo do indicador de Pernambuco (13,4%). Manteve-se, porém, bem acima da taxa nacional, de 7,8% e equivalente a pouco mais de quatro vezes o valor da menor taxa, registrada em Rondônia (3,2%).

Nos 12 anos da série histórica da PNAD Contínua Trimestral (2012 a 2023), segundo o indicador atualizado, a Bahia esteve sempre entre as quatro maiores taxas de desocupação, tendo liderado o ranking dos estados em 3 anos: 2016, 2020 e 2021.

No 4º trimestre de 2023, o município de Salvador se manteve com uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (14,1%), mas que também mostrou redução frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 15,1%). Foi a menor taxa de desocupação para um 4º trimestre, no município, em seis anos, desde 2017 (13,6%), entretanto, se manteve a mais alta entre as capitais.

Salvador fechou o ano de 2023 com uma taxa de desocupação de 13,7%, a menor desde 2015 (12,7%), mas a 2a mais alta entre as 27 capitais brasileiras – abaixo apenas da verificada em Recife/PE (16,1%).

Na Região Metropolitana de Salvador, por sua vez, a taxa de desocupação mostrou um recuo mais intenso entre 3º e o 4º trimestres de 2023, caindo de 16,5% para 14,6%. Foi a mais baixa para um 4º trimestre, na RMS, em nove anos, desde os 12,5% de 2014, mas a maior taxa de desocupação entre as 21 regiões metropolitanas de capitais com resultados na PNAD Contínua

Em 2023, o indicador para a RM Salvador ficou em 14,7%. Assim como ocorreu no estado como um todo e na capital em separado, foi a taxa de desocupação anual mais baixa desde 2015 (13,4%), mas a 2a mais elevada entre as regiões metropolitanas investigadas, abaixo apenas da registrada na RM Recife/PE (17,1%).

A taxa de desocupação anual voltou a ser produzida para capitais em regiões metropolitanas em 2023, após três anos de interrupção por causa das dificuldades enfrentadas pela coleta da PNAD Contínua durante a pandemia de COVID-19.

taxa de desocupação mede a proporção (%) de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).

De 2022 a 2023, número de trabalhadores cresce (+0,9%) pelo 3o ano, e de desempregados cai (-13,7%) pelo 2o ano seguido na Bahia

De 2022 para 2023, a taxa de desocupação na Bahia cedeu em razão da manutenção de dois movimentos positivos. Por um lado, aumentou o número de pessoas trabalhando, fosse em ocupações formais ou informais (população ocupada). Por outro lado, o total de desocupados (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido se tivesse encontrado) teve queda. 

Em um ano, o número de trabalhadores no estado cresceu 0,9%, chegando a 6,075 milhões de pessoas, o que representou mais 53 mil pessoas trabalhando, no período. Foi o terceiro crescimento anual seguido da população ocupada, ainda que num ritmo bem menor (+2,6% de 2020 para 2021 e +14,7% de 2021 para 2022). 

Com isso, o o número de trabalhadores chegou, em 2023, ao seu maior patamar em oito anos, desde 2015, quando havia 6,398 milhões pessoas ocupadas no estado.

Além disso, na Bahia, a população desocupada (ou desempregada) seguiu em queda em 2023, recuando 13,7% frente a 2022, chegando a 922 mil pessoas, com menos 145 mil desocupados em um ano.

Foi a segunda diminuição anual consecutiva do número de pessoas procurando trabalho, no estado, e também a segunda redução mais intensa em toda a série histórica, só perdendo para a verificada entre 2021 e 2022 (-24,8%). 

O recuo levou o total de pessoas desocupadas na Bahia ao seu menor patamar desde 2015, quando havia 816 mil pessoas nessa situação. 

Por outro lado, a população que estava fora da força de trabalho (pessoas que por algum motivo não estavam trabalhando nem procuraram trabalho) voltou a crescer em 2023, após duas reduções seguidas, no estado. 

Ficou em 5,089 milhões de pessoas, 1,3% maior do que em 2022 (mais 63 mil pessoas), mantendo-se acima do registrado no pré-pandemia, em 2019, quando havia 4,702 milhões de pessoas fora da força de trabalho na Bahia. 

Dentre as pessoas que estão fora da força de trabalho, as desalentadas também voltaram a mostrar discreto aumento em 2023, depois de dois anos em queda. No ano passado, 596 mil pessoas podiam ser consideradas desalentadas na Bahia, 1,4% a mais do que em 2022 (mais 8 mil em um ano). 

Assim, o estado continuou em 2023 com o maior número de desalentados do Brasil, liderança que sustenta ao longo de toda a série histórica da PNADC, iniciada em 2012. 

Em todo o país, no ano passado, havia 3,717 milhões de pessoas desalentadas, 12,4% a menos (-528 mil) do que em 2022. De um ano para o outro, o número de pessoas desalentadas cresceu em apenas 4 das 27 unidades da Federação (PA, BA, MT e AP) e se manteve estável em 1 (RO). Nas demais 22 houve quedas.

população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Crescimento no no de empregados do setor público (+52 mil pessoas) puxa alta da ocupação em 2023, na BA, com leve queda na informalidade (-18 mil)

Entre 2022 e 2023, o avanço da população ocupada na Bahia foi bem disseminado pelas diversas formas de inserção no mercado de trabalho. Só duas das seis posições na ocupação tiveram saldos negativos de um ano para o outro: os trabalhadores familiares auxiliares (-28,0% ou menos 63 mil pessoas, chegando a 162 mil) e os empregados no setor privado, com ou sem carteira assinada (-0,7% ou menos 18 mil pessoas, chegando a um total de 2,734 milhões). 

O principal destaque positivo veio dos empregados no setor público,que tiveram crescimento de 6,7%, ou mais 52 mil pessoas em um ano, chegando a um total de 824 mil – o maior contingente no estado em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. 

Em termos absolutos, em seguida vieram os trabalhadores por conta própria, com um saldo positivo de 37 mil pessoas ocupadas dessa forma (+2,1%), e os empregadores, com mais 31 mil pessoas e a maior taxa de crescimento (16,1%). 

Embora o total de empregados tenha diminuído, o número daqueles que tinham carteira assinada cresceu pelo segundo ano consecutivo (+1,4% ou mais 21 mil empregados formais no setor privado) e chegou a 1,510 milhão de pessoas. 

Por outro lado, o total de empregados no setor privado sem carteira assinada teve a segunda maior queda absoluta, entre 2022 e 2023: -39 mil trabalhadores nessa situação (-3,1%).

Com essas movimentações, o número de trabalhadores informais na Bahia teve um pequeno recuo entre 2022 e 2023, de -0,5%, o que representou menos 18 mil pessoas na informalidade, no período. 

Ainda assim, havia, no ano passado, 3,264 milhões de pessoas trabalhando como informais no estado, o 2º maior contingente desde 2016, quando se iniciou a série histórica desse indicador e havia 3,225 milhões de profissionais informais na Bahia. 

Com essa redução, a taxa de informalidade no estado também diminuiu pela primeira vez depois de dois anos, caindo de 54,5% em 2022 para 53,7% em 2023. 

Foi a segunda taxa de informalidade mais baixa, para a Bahia, desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, acima apenas da registrada em 2020 (48,6%), quando muitos informais tiveram de parar de trabalhar em razão da pandemia de COVID-19. Manteve-se, porém, como a 5a taxa de informalidade mais elevada dentre os 27 estados, num ranking liderado por Pará (56,5%), Maranhão (56,5%), Piauí (54,4%) e Amazonas (54,0%).

São considerados informais os empregados no setor privado e domésticos que não têm carteira assinada, os trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ e as pessoas que trabalham como auxiliares em algum negócio familiar. 

Na BA, no de trabalhadores cresceu em 6 das 10 atividades econômicas, de 2022 a 2023, puxadas por transportes (+39 mil) e administração pública (+35 mil)

De 2022 para 2023, na Bahia, houve aumento do número de pessoas trabalhando em 6 dos 10 grupos de atividades econômicas investigados. 

O segmento de transporte, armazenagem e correio foi o principal destaque positivo, com os maiores aumentos absoluto (mais 39 mil pessoas ocupadas em um ano) e relativo (+16,7%). Chegou, assim, a 272 mil trabalhadores em 2023, um número, porém, ainda inferior ao pré-pandemia (275 mil em 2019).

Em seguida, veio a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais 35 mil trabalhadores em um ano (+3,3%), chegando a 1,099 milhão. 

Por outro lado, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-60 mil pessoas ocupadas ou -5,4%) e indústria geral (-19 mil trabalhadores ou -3,8%) foram as atividades que mostraram os saldos negativos mais expressivos, entre 2022 e 2023, na Bahia. 

Apesar deste terceiro ano consecutivo de saldos positivos predominantes na ocupação, em 2023, na Bahia, 4 dos 10 grupamentos de atividades econômicas ainda tinham menos trabalhadores do que antes da pandemia, em 2019. 

Esse grupo era liderado, em termos absolutos e percentuais, pela indústria geral, que, em 2023, tinha menos 43 mil trabalhadores (-8,2%) do que em 2019. Em seguida vinha o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com menos 30 mil trabalhadores do que em 2019 (-2,5%).

Rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumenta 7,2%, após dois anos em queda, mas é o mais baixo do país: R$ 1.865

Em 2023, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia foi R$ 1.865. 

O valor aumentou 7,2% frente ao de 2022 (R$ 1.740), o primeiro avanço depois de dois anos em queda, mas, ainda assim, estava abaixo do registrado no pré-pandemia (R$ 2.021 em 2019) e foi o menor entre os estados.

Entre 2022 e 2023, o rendimento real do trabalho também aumentou no Brasil como um todo (+7,2%), indo a R$ 2.979. Quase todas as 27 unidades da Federação viram os “salários médios” avançarem, à exceção de Sergipe, onde houve queda (-6,8%). O aumento percentual da Bahia (+7,2%) foi apenas o 13º, num ranking liderado por Minas Gerais (+15,5%), Amapá (+14,4%) e Piauí (+13,9%).

O Distrito Federal se manteve com o maior rendimento médio de trabalho do país (R$ 4.944), seguido por Rio de Janeiro (R$ 3.632) e São Paulo (R$ 3.592). No outro extremo, acima da Bahia, estavam Maranhão (R$ 1.877) e Ceará (R$ 1.926).

Já no município de Salvador e na região metropolitana da capital, em 2023, os rendimentos médios habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas foram os menores da série histórica da PNAD Contínua -iniciada em 2012, mas interrompida entre 2020 e 2022, para esses recortes territoriais, por conta da pandemia.

No ano passado, o rendimento médio de uma pessoa que trabalhava em Salvador foi R$ 2.729, o 5º menor entre as 27 capitais, sendo 15,2% inferior ao de 2019 (R$ 3.220).

Na Região Metropolitana de Salvador, o rendimento médio em 2023 foi de R$ 2.550, também o 5o mais baixo entre as 21 regiões metropolitanas investigadas. Ficou 14,5% abaixo do valor de 2019 (R$ 2.984). 

Com o aumento do rendimento médio e do número de trabalhadores, entre 2022 e 2023, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos aumentou pelo segundo ano consecutivo na Bahia. Cresceu 9,5% e chegou a R$ 11,032 bilhões.

Ainda assim, seguiu 3,5% menor do que o valor de 2020 (R$ 11,434 bilhões) e 9,6% inferior ao ponto máximo da série histórica, em 2014 (R$ 12,208 bilhões).

massa de rendimento é a soma dos rendimentos de trabalho de todas as pessoas ocupadas. Indica o volume de dinheiro em circulação. 

** No ano passado, a taxa de desocupação (desemprego) no estado (13,2%) ficou abaixo da registrada em 2022 (15,1%) e foi a menor desde 2015 (quando tinha sido 11,3%). Ainda assim, foi a 2a mais alta do país, onde o indicador ficou em 7,8%;

** A taxa de desocupação na Bahia cedeu em 2023 em razão da manutenção de dois movimentos. O número de pessoas trabalhando (ocupadas) cresceu (+0,9%) pelo 3o ano, chegando a 6,075 milhões, enquanto o de pessoas procurando trabalho (desocupadas ou desempregadas) caiu (-13,7%) pelo 2o ano seguido, para 922 mil;

** De 2022 para 2023, a alta da ocupação na Bahia foi puxada, sobretudo, pelo crescimento no total de empregados do setor público (+52 mil pessoas). Houve uma leve queda no número de trabalhadores informais (-18 mil);

** No ano passado, o número de pessoas trabalhando cresceu em 6 das 10 atividades econômicas pesquisadas, puxadas pelos transportes (+39 mil) e pela administração pública (+35 mil);

** De 2022 para 2023, o rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumentou 7,2%, após dois anos em queda. Ainda assim, foi o mais baixo do país: R$ 1.865;

** Em 2023, a taxa de desocupação também caiu em Salvador (ficando em 13,7%) e na Região Metropolitana (indo a 14,7%), mas foram as segundas mais altas entre as capitais e as regiões metropolitanas, respectivamente;

** Já o rendimento médio de trabalho no município de Salvador (R$ 2.729) e na região metropolitana da capital (R$ 2.550) foram os menores da série histórica disponível (desde 2012);

** Todas as informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral, do IBGE;

** A partir desta divulgação, os indicadores anuais de mercado de trabalho passaram a ser calculados com os dados do banco anual da PNAD Contínua, a partir das respostas acumuladas nas primeiras visitas aos domicílios pesquisados (exceto entre 2020 e 2022, quando, por causa das dificuldades da pandemia, foram usadas as quintas visitas). Antes disso, as informações anuais resultavam de médias aritméticas dos quatro trimestres. Toda a série histórica, iniciada em 2012, foi revista.

No 4º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia teve o terceiro recuo seguido frente ao trimestre anterior, indo a 12,7% (havia sido de 13,3% no 3º tri). 

Foi a menor taxa para um 4º trimestre, no estado, em oito anos, desde 2015, quando havia sido de 12,4%. Também deixou de ser a mais alta do país, ficando em 2º lugar, superada pela do Amapá (14,2%). Ainda assim, seguiu muito acima do indicador nacional, que foi de 7,4% no 4º tri/23.

No ano de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 13,2%. Teve uma segunda queda consecutiva, ficando abaixo da registrada em 2022 (15,1%), e foi a menor, para o estado, em oito anos, desde 2015, quando tinha sido de 11,3%. 

Também deixou de ser a mais elevada dentre as unidades da Federação, ficando em segundo lugar, um pouco abaixo do indicador de Pernambuco (13,4%). Manteve-se, porém, bem acima da taxa nacional, de 7,8% e equivalente a pouco mais de quatro vezes o valor da menor taxa, registrada em Rondônia (3,2%).

Nos 12 anos da série histórica da PNAD Contínua Trimestral (2012 a 2023), segundo o indicador atualizado, a Bahia esteve sempre entre as quatro maiores taxas de desocupação, tendo liderado o ranking dos estados em 3 anos: 2016, 2020 e 2021.

No 4º trimestre de 2023, o município de Salvador se manteve com uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (14,1%), mas que também mostrou redução frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 15,1%). Foi a menor taxa de desocupação para um 4º trimestre, no município, em seis anos, desde 2017 (13,6%), entretanto, se manteve a mais alta entre as capitais.

Salvador fechou o ano de 2023 com uma taxa de desocupação de 13,7%, a menor desde 2015 (12,7%), mas a 2a mais alta entre as 27 capitais brasileiras – abaixo apenas da verificada em Recife/PE (16,1%).

Na Região Metropolitana de Salvador, por sua vez, a taxa de desocupação mostrou um recuo mais intenso entre 3º e o 4º trimestres de 2023, caindo de 16,5% para 14,6%. Foi a mais baixa para um 4º trimestre, na RMS, em nove anos, desde os 12,5% de 2014, mas a maior taxa de desocupação entre as 21 regiões metropolitanas de capitais com resultados na PNAD Contínua

Em 2023, o indicador para a RM Salvador ficou em 14,7%. Assim como ocorreu no estado como um todo e na capital em separado, foi a taxa de desocupação anual mais baixa desde 2015 (13,4%), mas a 2a mais elevada entre as regiões metropolitanas investigadas, abaixo apenas da registrada na RM Recife/PE (17,1%).

A taxa de desocupação anual voltou a ser produzida para capitais em regiões metropolitanas em 2023, após três anos de interrupção por causa das dificuldades enfrentadas pela coleta da PNAD Contínua durante a pandemia de COVID-19.

taxa de desocupação mede a proporção (%) de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).

De 2022 a 2023, número de trabalhadores cresce (+0,9%) pelo 3o ano, e de desempregados cai (-13,7%) pelo 2o ano seguido na Bahia

De 2022 para 2023, a taxa de desocupação na Bahia cedeu em razão da manutenção de dois movimentos positivos. Por um lado, aumentou o número de pessoas trabalhando, fosse em ocupações formais ou informais (população ocupada). Por outro lado, o total de desocupados (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido se tivesse encontrado) teve queda. 

Em um ano, o número de trabalhadores no estado cresceu 0,9%, chegando a 6,075 milhões de pessoas, o que representou mais 53 mil pessoas trabalhando, no período. Foi o terceiro crescimento anual seguido da população ocupada, ainda que num ritmo bem menor (+2,6% de 2020 para 2021 e +14,7% de 2021 para 2022). 

Com isso, o o número de trabalhadores chegou, em 2023, ao seu maior patamar em oito anos, desde 2015, quando havia 6,398 milhões pessoas ocupadas no estado.

Além disso, na Bahia, a população desocupada (ou desempregada) seguiu em queda em 2023, recuando 13,7% frente a 2022, chegando a 922 mil pessoas, com menos 145 mil desocupados em um ano.

Foi a segunda diminuição anual consecutiva do número de pessoas procurando trabalho, no estado, e também a segunda redução mais intensa em toda a série histórica, só perdendo para a verificada entre 2021 e 2022 (-24,8%). 

O recuo levou o total de pessoas desocupadas na Bahia ao seu menor patamar desde 2015, quando havia 816 mil pessoas nessa situação. 

Por outro lado, a população que estava fora da força de trabalho (pessoas que por algum motivo não estavam trabalhando nem procuraram trabalho) voltou a crescer em 2023, após duas reduções seguidas, no estado. 

Ficou em 5,089 milhões de pessoas, 1,3% maior do que em 2022 (mais 63 mil pessoas), mantendo-se acima do registrado no pré-pandemia, em 2019, quando havia 4,702 milhões de pessoas fora da força de trabalho na Bahia. 

Dentre as pessoas que estão fora da força de trabalho, as desalentadas também voltaram a mostrar discreto aumento em 2023, depois de dois anos em queda. No ano passado, 596 mil pessoas podiam ser consideradas desalentadas na Bahia, 1,4% a mais do que em 2022 (mais 8 mil em um ano). 

Assim, o estado continuou em 2023 com o maior número de desalentados do Brasil, liderança que sustenta ao longo de toda a série histórica da PNADC, iniciada em 2012. 

Em todo o país, no ano passado, havia 3,717 milhões de pessoas desalentadas, 12,4% a menos (-528 mil) do que em 2022. De um ano para o outro, o número de pessoas desalentadas cresceu em apenas 4 das 27 unidades da Federação (PA, BA, MT e AP) e se manteve estável em 1 (RO). Nas demais 22 houve quedas.

população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Crescimento no no de empregados do setor público (+52 mil pessoas) puxa alta da ocupação em 2023, na BA, com leve queda na informalidade (-18 mil)

Entre 2022 e 2023, o avanço da população ocupada na Bahia foi bem disseminado pelas diversas formas de inserção no mercado de trabalho. Só duas das seis posições na ocupação tiveram saldos negativos de um ano para o outro: os trabalhadores familiares auxiliares (-28,0% ou menos 63 mil pessoas, chegando a 162 mil) e os empregados no setor privado, com ou sem carteira assinada (-0,7% ou menos 18 mil pessoas, chegando a um total de 2,734 milhões). 

O principal destaque positivo veio dos empregados no setor público,que tiveram crescimento de 6,7%, ou mais 52 mil pessoas em um ano, chegando a um total de 824 mil – o maior contingente no estado em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. 

Em termos absolutos, em seguida vieram os trabalhadores por conta própria, com um saldo positivo de 37 mil pessoas ocupadas dessa forma (+2,1%), e os empregadores, com mais 31 mil pessoas e a maior taxa de crescimento (16,1%). 

Embora o total de empregados tenha diminuído, o número daqueles que tinham carteira assinada cresceu pelo segundo ano consecutivo (+1,4% ou mais 21 mil empregados formais no setor privado) e chegou a 1,510 milhão de pessoas. 

Por outro lado, o total de empregados no setor privado sem carteira assinada teve a segunda maior queda absoluta, entre 2022 e 2023: -39 mil trabalhadores nessa situação (-3,1%).

Com essas movimentações, o número de trabalhadores informais na Bahia teve um pequeno recuo entre 2022 e 2023, de -0,5%, o que representou menos 18 mil pessoas na informalidade, no período. 

Ainda assim, havia, no ano passado, 3,264 milhões de pessoas trabalhando como informais no estado, o 2º maior contingente desde 2016, quando se iniciou a série histórica desse indicador e havia 3,225 milhões de profissionais informais na Bahia. 

Com essa redução, a taxa de informalidade no estado também diminuiu pela primeira vez depois de dois anos, caindo de 54,5% em 2022 para 53,7% em 2023. 

Foi a segunda taxa de informalidade mais baixa, para a Bahia, desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, acima apenas da registrada em 2020 (48,6%), quando muitos informais tiveram de parar de trabalhar em razão da pandemia de COVID-19. Manteve-se, porém, como a 5a taxa de informalidade mais elevada dentre os 27 estados, num ranking liderado por Pará (56,5%), Maranhão (56,5%), Piauí (54,4%) e Amazonas (54,0%).

São considerados informais os empregados no setor privado e domésticos que não têm carteira assinada, os trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ e as pessoas que trabalham como auxiliares em algum negócio familiar. 

Na BA, no de trabalhadores cresceu em 6 das 10 atividades econômicas, de 2022 a 2023, puxadas por transportes (+39 mil) e administração pública (+35 mil)

De 2022 para 2023, na Bahia, houve aumento do número de pessoas trabalhando em 6 dos 10 grupos de atividades econômicas investigados. 

O segmento de transporte, armazenagem e correio foi o principal destaque positivo, com os maiores aumentos absoluto (mais 39 mil pessoas ocupadas em um ano) e relativo (+16,7%). Chegou, assim, a 272 mil trabalhadores em 2023, um número, porém, ainda inferior ao pré-pandemia (275 mil em 2019).

Em seguida, veio a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais 35 mil trabalhadores em um ano (+3,3%), chegando a 1,099 milhão. 

Por outro lado, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-60 mil pessoas ocupadas ou -5,4%) e indústria geral (-19 mil trabalhadores ou -3,8%) foram as atividades que mostraram os saldos negativos mais expressivos, entre 2022 e 2023, na Bahia. 

Apesar deste terceiro ano consecutivo de saldos positivos predominantes na ocupação, em 2023, na Bahia, 4 dos 10 grupamentos de atividades econômicas ainda tinham menos trabalhadores do que antes da pandemia, em 2019. 

Esse grupo era liderado, em termos absolutos e percentuais, pela indústria geral, que, em 2023, tinha menos 43 mil trabalhadores (-8,2%) do que em 2019. Em seguida vinha o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com menos 30 mil trabalhadores do que em 2019 (-2,5%).

Rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumenta 7,2%, após dois anos em queda, mas é o mais baixo do país: R$ 1.865

Em 2023, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia foi R$ 1.865. 

O valor aumentou 7,2% frente ao de 2022 (R$ 1.740), o primeiro avanço depois de dois anos em queda, mas, ainda assim, estava abaixo do registrado no pré-pandemia (R$ 2.021 em 2019) e foi o menor entre os estados.

Entre 2022 e 2023, o rendimento real do trabalho também aumentou no Brasil como um todo (+7,2%), indo a R$ 2.979. Quase todas as 27 unidades da Federação viram os “salários médios” avançarem, à exceção de Sergipe, onde houve queda (-6,8%). O aumento percentual da Bahia (+7,2%) foi apenas o 13º, num ranking liderado por Minas Gerais (+15,5%), Amapá (+14,4%) e Piauí (+13,9%).

O Distrito Federal se manteve com o maior rendimento médio de trabalho do país (R$ 4.944), seguido por Rio de Janeiro (R$ 3.632) e São Paulo (R$ 3.592). No outro extremo, acima da Bahia, estavam Maranhão (R$ 1.877) e Ceará (R$ 1.926).

Já no município de Salvador e na região metropolitana da capital, em 2023, os rendimentos médios habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas foram os menores da série histórica da PNAD Contínua -iniciada em 2012, mas interrompida entre 2020 e 2022, para esses recortes territoriais, por conta da pandemia.

No ano passado, o rendimento médio de uma pessoa que trabalhava em Salvador foi R$ 2.729, o 5º menor entre as 27 capitais, sendo 15,2% inferior ao de 2019 (R$ 3.220).

Na Região Metropolitana de Salvador, o rendimento médio em 2023 foi de R$ 2.550, também o 5o mais baixo entre as 21 regiões metropolitanas investigadas. Ficou 14,5% abaixo do valor de 2019 (R$ 2.984). 

Com o aumento do rendimento médio e do número de trabalhadores, entre 2022 e 2023, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos aumentou pelo segundo ano consecutivo na Bahia. Cresceu 9,5% e chegou a R$ 11,032 bilhões.

Ainda assim, seguiu 3,5% menor do que o valor de 2020 (R$ 11,434 bilhões) e 9,6% inferior ao ponto máximo da série histórica, em 2014 (R$ 12,208 bilhões).

massa de rendimento é a soma dos rendimentos de trabalho de todas as pessoas ocupadas. Indica o volume de dinheiro em circulação. 

Mariana Viveiros – Seção de Disseminação de Informações

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Taxa de desocupação cai pela segunda vez na Bahia e fecha 2023 em 13,2%, a mais baixa para o estado em 8 anos, mas a 2a maior do país

Por Marcelo oXarope
16/02/2024 - 13h43 - Atualizado há 2 meses

Publicado em -

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** A taxa de desocupação na Bahia cedeu em 2023 em razão da manutenção de dois movimentos. O número de pessoas trabalhando (ocupadas) cresceu (+0,9%) pelo 3o ano, chegando a 6,075 milhões, enquanto o de pessoas procurando trabalho (desocupadas ou desempregadas) caiu (-13,7%) pelo 2o ano seguido, para 922 mil;

** De 2022 para 2023, a alta da ocupação na Bahia foi puxada, sobretudo, pelo crescimento no total de empregados do setor público (+52 mil pessoas). Houve uma leve queda no número de trabalhadores informais (-18 mil);

** No ano passado, o número de pessoas trabalhando cresceu em 6 das 10 atividades econômicas pesquisadas, puxadas pelos transportes (+39 mil) e pela administração pública (+35 mil);

** De 2022 para 2023, o rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumentou 7,2%, após dois anos em queda. Ainda assim, foi o mais baixo do país: R$ 1.865;

** Em 2023, a taxa de desocupação também caiu em Salvador (ficando em 13,7%) e na Região Metropolitana (indo a 14,7%), mas foram as segundas mais altas entre as capitais e as regiões metropolitanas, respectivamente;

** Já o rendimento médio de trabalho no município de Salvador (R$ 2.729) e na região metropolitana da capital (R$ 2.550) foram os menores da série histórica disponível (desde 2012);

** Todas as informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral, do IBGE;

** A partir desta divulgação, os indicadores anuais de mercado de trabalho passaram a ser calculados com os dados do banco anual da PNAD Contínua, a partir das respostas acumuladas nas primeiras visitas aos domicílios pesquisados (exceto entre 2020 e 2022, quando, por causa das dificuldades da pandemia, foram usadas as quintas visitas). Antes disso, as informações anuais resultavam de médias aritméticas dos quatro trimestres. Toda a série histórica, iniciada em 2012, foi revista.

No 4º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia teve o terceiro recuo seguido frente ao trimestre anterior, indo a 12,7% (havia sido de 13,3% no 3º tri). 

Foi a menor taxa para um 4º trimestre, no estado, em oito anos, desde 2015, quando havia sido de 12,4%. Também deixou de ser a mais alta do país, ficando em 2º lugar, superada pela do Amapá (14,2%). Ainda assim, seguiu muito acima do indicador nacional, que foi de 7,4% no 4º tri/23.

No ano de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 13,2%. Teve uma segunda queda consecutiva, ficando abaixo da registrada em 2022 (15,1%), e foi a menor, para o estado, em oito anos, desde 2015, quando tinha sido de 11,3%. 

Também deixou de ser a mais elevada dentre as unidades da Federação, ficando em segundo lugar, um pouco abaixo do indicador de Pernambuco (13,4%). Manteve-se, porém, bem acima da taxa nacional, de 7,8% e equivalente a pouco mais de quatro vezes o valor da menor taxa, registrada em Rondônia (3,2%).

Nos 12 anos da série histórica da PNAD Contínua Trimestral (2012 a 2023), segundo o indicador atualizado, a Bahia esteve sempre entre as quatro maiores taxas de desocupação, tendo liderado o ranking dos estados em 3 anos: 2016, 2020 e 2021.

No 4º trimestre de 2023, o município de Salvador se manteve com uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (14,1%), mas que também mostrou redução frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 15,1%). Foi a menor taxa de desocupação para um 4º trimestre, no município, em seis anos, desde 2017 (13,6%), entretanto, se manteve a mais alta entre as capitais.

Salvador fechou o ano de 2023 com uma taxa de desocupação de 13,7%, a menor desde 2015 (12,7%), mas a 2a mais alta entre as 27 capitais brasileiras – abaixo apenas da verificada em Recife/PE (16,1%).

Na Região Metropolitana de Salvador, por sua vez, a taxa de desocupação mostrou um recuo mais intenso entre 3º e o 4º trimestres de 2023, caindo de 16,5% para 14,6%. Foi a mais baixa para um 4º trimestre, na RMS, em nove anos, desde os 12,5% de 2014, mas a maior taxa de desocupação entre as 21 regiões metropolitanas de capitais com resultados na PNAD Contínua

Em 2023, o indicador para a RM Salvador ficou em 14,7%. Assim como ocorreu no estado como um todo e na capital em separado, foi a taxa de desocupação anual mais baixa desde 2015 (13,4%), mas a 2a mais elevada entre as regiões metropolitanas investigadas, abaixo apenas da registrada na RM Recife/PE (17,1%).

A taxa de desocupação anual voltou a ser produzida para capitais em regiões metropolitanas em 2023, após três anos de interrupção por causa das dificuldades enfrentadas pela coleta da PNAD Contínua durante a pandemia de COVID-19.

taxa de desocupação mede a proporção (%) de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).

De 2022 a 2023, número de trabalhadores cresce (+0,9%) pelo 3o ano, e de desempregados cai (-13,7%) pelo 2o ano seguido na Bahia

De 2022 para 2023, a taxa de desocupação na Bahia cedeu em razão da manutenção de dois movimentos positivos. Por um lado, aumentou o número de pessoas trabalhando, fosse em ocupações formais ou informais (população ocupada). Por outro lado, o total de desocupados (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido se tivesse encontrado) teve queda. 

Em um ano, o número de trabalhadores no estado cresceu 0,9%, chegando a 6,075 milhões de pessoas, o que representou mais 53 mil pessoas trabalhando, no período. Foi o terceiro crescimento anual seguido da população ocupada, ainda que num ritmo bem menor (+2,6% de 2020 para 2021 e +14,7% de 2021 para 2022). 

Com isso, o o número de trabalhadores chegou, em 2023, ao seu maior patamar em oito anos, desde 2015, quando havia 6,398 milhões pessoas ocupadas no estado.

Além disso, na Bahia, a população desocupada (ou desempregada) seguiu em queda em 2023, recuando 13,7% frente a 2022, chegando a 922 mil pessoas, com menos 145 mil desocupados em um ano.

Foi a segunda diminuição anual consecutiva do número de pessoas procurando trabalho, no estado, e também a segunda redução mais intensa em toda a série histórica, só perdendo para a verificada entre 2021 e 2022 (-24,8%). 

O recuo levou o total de pessoas desocupadas na Bahia ao seu menor patamar desde 2015, quando havia 816 mil pessoas nessa situação. 

Por outro lado, a população que estava fora da força de trabalho (pessoas que por algum motivo não estavam trabalhando nem procuraram trabalho) voltou a crescer em 2023, após duas reduções seguidas, no estado. 

Ficou em 5,089 milhões de pessoas, 1,3% maior do que em 2022 (mais 63 mil pessoas), mantendo-se acima do registrado no pré-pandemia, em 2019, quando havia 4,702 milhões de pessoas fora da força de trabalho na Bahia. 

Dentre as pessoas que estão fora da força de trabalho, as desalentadas também voltaram a mostrar discreto aumento em 2023, depois de dois anos em queda. No ano passado, 596 mil pessoas podiam ser consideradas desalentadas na Bahia, 1,4% a mais do que em 2022 (mais 8 mil em um ano). 

Assim, o estado continuou em 2023 com o maior número de desalentados do Brasil, liderança que sustenta ao longo de toda a série histórica da PNADC, iniciada em 2012. 

Em todo o país, no ano passado, havia 3,717 milhões de pessoas desalentadas, 12,4% a menos (-528 mil) do que em 2022. De um ano para o outro, o número de pessoas desalentadas cresceu em apenas 4 das 27 unidades da Federação (PA, BA, MT e AP) e se manteve estável em 1 (RO). Nas demais 22 houve quedas.

população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Crescimento no no de empregados do setor público (+52 mil pessoas) puxa alta da ocupação em 2023, na BA, com leve queda na informalidade (-18 mil)

Entre 2022 e 2023, o avanço da população ocupada na Bahia foi bem disseminado pelas diversas formas de inserção no mercado de trabalho. Só duas das seis posições na ocupação tiveram saldos negativos de um ano para o outro: os trabalhadores familiares auxiliares (-28,0% ou menos 63 mil pessoas, chegando a 162 mil) e os empregados no setor privado, com ou sem carteira assinada (-0,7% ou menos 18 mil pessoas, chegando a um total de 2,734 milhões). 

O principal destaque positivo veio dos empregados no setor público,que tiveram crescimento de 6,7%, ou mais 52 mil pessoas em um ano, chegando a um total de 824 mil – o maior contingente no estado em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. 

Em termos absolutos, em seguida vieram os trabalhadores por conta própria, com um saldo positivo de 37 mil pessoas ocupadas dessa forma (+2,1%), e os empregadores, com mais 31 mil pessoas e a maior taxa de crescimento (16,1%). 

Embora o total de empregados tenha diminuído, o número daqueles que tinham carteira assinada cresceu pelo segundo ano consecutivo (+1,4% ou mais 21 mil empregados formais no setor privado) e chegou a 1,510 milhão de pessoas. 

Por outro lado, o total de empregados no setor privado sem carteira assinada teve a segunda maior queda absoluta, entre 2022 e 2023: -39 mil trabalhadores nessa situação (-3,1%).

Com essas movimentações, o número de trabalhadores informais na Bahia teve um pequeno recuo entre 2022 e 2023, de -0,5%, o que representou menos 18 mil pessoas na informalidade, no período. 

Ainda assim, havia, no ano passado, 3,264 milhões de pessoas trabalhando como informais no estado, o 2º maior contingente desde 2016, quando se iniciou a série histórica desse indicador e havia 3,225 milhões de profissionais informais na Bahia. 

Com essa redução, a taxa de informalidade no estado também diminuiu pela primeira vez depois de dois anos, caindo de 54,5% em 2022 para 53,7% em 2023. 

Foi a segunda taxa de informalidade mais baixa, para a Bahia, desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, acima apenas da registrada em 2020 (48,6%), quando muitos informais tiveram de parar de trabalhar em razão da pandemia de COVID-19. Manteve-se, porém, como a 5a taxa de informalidade mais elevada dentre os 27 estados, num ranking liderado por Pará (56,5%), Maranhão (56,5%), Piauí (54,4%) e Amazonas (54,0%).

São considerados informais os empregados no setor privado e domésticos que não têm carteira assinada, os trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ e as pessoas que trabalham como auxiliares em algum negócio familiar. 

Na BA, no de trabalhadores cresceu em 6 das 10 atividades econômicas, de 2022 a 2023, puxadas por transportes (+39 mil) e administração pública (+35 mil)

De 2022 para 2023, na Bahia, houve aumento do número de pessoas trabalhando em 6 dos 10 grupos de atividades econômicas investigados. 

O segmento de transporte, armazenagem e correio foi o principal destaque positivo, com os maiores aumentos absoluto (mais 39 mil pessoas ocupadas em um ano) e relativo (+16,7%). Chegou, assim, a 272 mil trabalhadores em 2023, um número, porém, ainda inferior ao pré-pandemia (275 mil em 2019).

Em seguida, veio a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais 35 mil trabalhadores em um ano (+3,3%), chegando a 1,099 milhão. 

Por outro lado, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-60 mil pessoas ocupadas ou -5,4%) e indústria geral (-19 mil trabalhadores ou -3,8%) foram as atividades que mostraram os saldos negativos mais expressivos, entre 2022 e 2023, na Bahia. 

Apesar deste terceiro ano consecutivo de saldos positivos predominantes na ocupação, em 2023, na Bahia, 4 dos 10 grupamentos de atividades econômicas ainda tinham menos trabalhadores do que antes da pandemia, em 2019. 

Esse grupo era liderado, em termos absolutos e percentuais, pela indústria geral, que, em 2023, tinha menos 43 mil trabalhadores (-8,2%) do que em 2019. Em seguida vinha o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com menos 30 mil trabalhadores do que em 2019 (-2,5%).

Rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumenta 7,2%, após dois anos em queda, mas é o mais baixo do país: R$ 1.865

Em 2023, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia foi R$ 1.865. 

O valor aumentou 7,2% frente ao de 2022 (R$ 1.740), o primeiro avanço depois de dois anos em queda, mas, ainda assim, estava abaixo do registrado no pré-pandemia (R$ 2.021 em 2019) e foi o menor entre os estados.

Entre 2022 e 2023, o rendimento real do trabalho também aumentou no Brasil como um todo (+7,2%), indo a R$ 2.979. Quase todas as 27 unidades da Federação viram os “salários médios” avançarem, à exceção de Sergipe, onde houve queda (-6,8%). O aumento percentual da Bahia (+7,2%) foi apenas o 13º, num ranking liderado por Minas Gerais (+15,5%), Amapá (+14,4%) e Piauí (+13,9%).

O Distrito Federal se manteve com o maior rendimento médio de trabalho do país (R$ 4.944), seguido por Rio de Janeiro (R$ 3.632) e São Paulo (R$ 3.592). No outro extremo, acima da Bahia, estavam Maranhão (R$ 1.877) e Ceará (R$ 1.926).

Já no município de Salvador e na região metropolitana da capital, em 2023, os rendimentos médios habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas foram os menores da série histórica da PNAD Contínua -iniciada em 2012, mas interrompida entre 2020 e 2022, para esses recortes territoriais, por conta da pandemia.

No ano passado, o rendimento médio de uma pessoa que trabalhava em Salvador foi R$ 2.729, o 5º menor entre as 27 capitais, sendo 15,2% inferior ao de 2019 (R$ 3.220).

Na Região Metropolitana de Salvador, o rendimento médio em 2023 foi de R$ 2.550, também o 5o mais baixo entre as 21 regiões metropolitanas investigadas. Ficou 14,5% abaixo do valor de 2019 (R$ 2.984). 

Com o aumento do rendimento médio e do número de trabalhadores, entre 2022 e 2023, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos aumentou pelo segundo ano consecutivo na Bahia. Cresceu 9,5% e chegou a R$ 11,032 bilhões.

Ainda assim, seguiu 3,5% menor do que o valor de 2020 (R$ 11,434 bilhões) e 9,6% inferior ao ponto máximo da série histórica, em 2014 (R$ 12,208 bilhões).

massa de rendimento é a soma dos rendimentos de trabalho de todas as pessoas ocupadas. Indica o volume de dinheiro em circulação. 

** No ano passado, a taxa de desocupação (desemprego) no estado (13,2%) ficou abaixo da registrada em 2022 (15,1%) e foi a menor desde 2015 (quando tinha sido 11,3%). Ainda assim, foi a 2a mais alta do país, onde o indicador ficou em 7,8%;

** A taxa de desocupação na Bahia cedeu em 2023 em razão da manutenção de dois movimentos. O número de pessoas trabalhando (ocupadas) cresceu (+0,9%) pelo 3o ano, chegando a 6,075 milhões, enquanto o de pessoas procurando trabalho (desocupadas ou desempregadas) caiu (-13,7%) pelo 2o ano seguido, para 922 mil;

** De 2022 para 2023, a alta da ocupação na Bahia foi puxada, sobretudo, pelo crescimento no total de empregados do setor público (+52 mil pessoas). Houve uma leve queda no número de trabalhadores informais (-18 mil);

** No ano passado, o número de pessoas trabalhando cresceu em 6 das 10 atividades econômicas pesquisadas, puxadas pelos transportes (+39 mil) e pela administração pública (+35 mil);

** De 2022 para 2023, o rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumentou 7,2%, após dois anos em queda. Ainda assim, foi o mais baixo do país: R$ 1.865;

** Em 2023, a taxa de desocupação também caiu em Salvador (ficando em 13,7%) e na Região Metropolitana (indo a 14,7%), mas foram as segundas mais altas entre as capitais e as regiões metropolitanas, respectivamente;

** Já o rendimento médio de trabalho no município de Salvador (R$ 2.729) e na região metropolitana da capital (R$ 2.550) foram os menores da série histórica disponível (desde 2012);

** Todas as informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral, do IBGE;

** A partir desta divulgação, os indicadores anuais de mercado de trabalho passaram a ser calculados com os dados do banco anual da PNAD Contínua, a partir das respostas acumuladas nas primeiras visitas aos domicílios pesquisados (exceto entre 2020 e 2022, quando, por causa das dificuldades da pandemia, foram usadas as quintas visitas). Antes disso, as informações anuais resultavam de médias aritméticas dos quatro trimestres. Toda a série histórica, iniciada em 2012, foi revista.

No 4º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia teve o terceiro recuo seguido frente ao trimestre anterior, indo a 12,7% (havia sido de 13,3% no 3º tri). 

Foi a menor taxa para um 4º trimestre, no estado, em oito anos, desde 2015, quando havia sido de 12,4%. Também deixou de ser a mais alta do país, ficando em 2º lugar, superada pela do Amapá (14,2%). Ainda assim, seguiu muito acima do indicador nacional, que foi de 7,4% no 4º tri/23.

No ano de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 13,2%. Teve uma segunda queda consecutiva, ficando abaixo da registrada em 2022 (15,1%), e foi a menor, para o estado, em oito anos, desde 2015, quando tinha sido de 11,3%. 

Também deixou de ser a mais elevada dentre as unidades da Federação, ficando em segundo lugar, um pouco abaixo do indicador de Pernambuco (13,4%). Manteve-se, porém, bem acima da taxa nacional, de 7,8% e equivalente a pouco mais de quatro vezes o valor da menor taxa, registrada em Rondônia (3,2%).

Nos 12 anos da série histórica da PNAD Contínua Trimestral (2012 a 2023), segundo o indicador atualizado, a Bahia esteve sempre entre as quatro maiores taxas de desocupação, tendo liderado o ranking dos estados em 3 anos: 2016, 2020 e 2021.

No 4º trimestre de 2023, o município de Salvador se manteve com uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (14,1%), mas que também mostrou redução frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 15,1%). Foi a menor taxa de desocupação para um 4º trimestre, no município, em seis anos, desde 2017 (13,6%), entretanto, se manteve a mais alta entre as capitais.

Salvador fechou o ano de 2023 com uma taxa de desocupação de 13,7%, a menor desde 2015 (12,7%), mas a 2a mais alta entre as 27 capitais brasileiras – abaixo apenas da verificada em Recife/PE (16,1%).

Na Região Metropolitana de Salvador, por sua vez, a taxa de desocupação mostrou um recuo mais intenso entre 3º e o 4º trimestres de 2023, caindo de 16,5% para 14,6%. Foi a mais baixa para um 4º trimestre, na RMS, em nove anos, desde os 12,5% de 2014, mas a maior taxa de desocupação entre as 21 regiões metropolitanas de capitais com resultados na PNAD Contínua

Em 2023, o indicador para a RM Salvador ficou em 14,7%. Assim como ocorreu no estado como um todo e na capital em separado, foi a taxa de desocupação anual mais baixa desde 2015 (13,4%), mas a 2a mais elevada entre as regiões metropolitanas investigadas, abaixo apenas da registrada na RM Recife/PE (17,1%).

A taxa de desocupação anual voltou a ser produzida para capitais em regiões metropolitanas em 2023, após três anos de interrupção por causa das dificuldades enfrentadas pela coleta da PNAD Contínua durante a pandemia de COVID-19.

taxa de desocupação mede a proporção (%) de pessoas de 14 anos ou mais de idade que estão desocupadas (não trabalharam e procuraram trabalho) em relação ao total de pessoas que estão na força de trabalho, seja trabalhando (pessoas ocupadas) ou procurando (desocupadas).

De 2022 a 2023, número de trabalhadores cresce (+0,9%) pelo 3o ano, e de desempregados cai (-13,7%) pelo 2o ano seguido na Bahia

De 2022 para 2023, a taxa de desocupação na Bahia cedeu em razão da manutenção de dois movimentos positivos. Por um lado, aumentou o número de pessoas trabalhando, fosse em ocupações formais ou informais (população ocupada). Por outro lado, o total de desocupados (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido se tivesse encontrado) teve queda. 

Em um ano, o número de trabalhadores no estado cresceu 0,9%, chegando a 6,075 milhões de pessoas, o que representou mais 53 mil pessoas trabalhando, no período. Foi o terceiro crescimento anual seguido da população ocupada, ainda que num ritmo bem menor (+2,6% de 2020 para 2021 e +14,7% de 2021 para 2022). 

Com isso, o o número de trabalhadores chegou, em 2023, ao seu maior patamar em oito anos, desde 2015, quando havia 6,398 milhões pessoas ocupadas no estado.

Além disso, na Bahia, a população desocupada (ou desempregada) seguiu em queda em 2023, recuando 13,7% frente a 2022, chegando a 922 mil pessoas, com menos 145 mil desocupados em um ano.

Foi a segunda diminuição anual consecutiva do número de pessoas procurando trabalho, no estado, e também a segunda redução mais intensa em toda a série histórica, só perdendo para a verificada entre 2021 e 2022 (-24,8%). 

O recuo levou o total de pessoas desocupadas na Bahia ao seu menor patamar desde 2015, quando havia 816 mil pessoas nessa situação. 

Por outro lado, a população que estava fora da força de trabalho (pessoas que por algum motivo não estavam trabalhando nem procuraram trabalho) voltou a crescer em 2023, após duas reduções seguidas, no estado. 

Ficou em 5,089 milhões de pessoas, 1,3% maior do que em 2022 (mais 63 mil pessoas), mantendo-se acima do registrado no pré-pandemia, em 2019, quando havia 4,702 milhões de pessoas fora da força de trabalho na Bahia. 

Dentre as pessoas que estão fora da força de trabalho, as desalentadas também voltaram a mostrar discreto aumento em 2023, depois de dois anos em queda. No ano passado, 596 mil pessoas podiam ser consideradas desalentadas na Bahia, 1,4% a mais do que em 2022 (mais 8 mil em um ano). 

Assim, o estado continuou em 2023 com o maior número de desalentados do Brasil, liderança que sustenta ao longo de toda a série histórica da PNADC, iniciada em 2012. 

Em todo o país, no ano passado, havia 3,717 milhões de pessoas desalentadas, 12,4% a menos (-528 mil) do que em 2022. De um ano para o outro, o número de pessoas desalentadas cresceu em apenas 4 das 27 unidades da Federação (PA, BA, MT e AP) e se manteve estável em 1 (RO). Nas demais 22 houve quedas.

população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Crescimento no no de empregados do setor público (+52 mil pessoas) puxa alta da ocupação em 2023, na BA, com leve queda na informalidade (-18 mil)

Entre 2022 e 2023, o avanço da população ocupada na Bahia foi bem disseminado pelas diversas formas de inserção no mercado de trabalho. Só duas das seis posições na ocupação tiveram saldos negativos de um ano para o outro: os trabalhadores familiares auxiliares (-28,0% ou menos 63 mil pessoas, chegando a 162 mil) e os empregados no setor privado, com ou sem carteira assinada (-0,7% ou menos 18 mil pessoas, chegando a um total de 2,734 milhões). 

O principal destaque positivo veio dos empregados no setor público,que tiveram crescimento de 6,7%, ou mais 52 mil pessoas em um ano, chegando a um total de 824 mil – o maior contingente no estado em toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. 

Em termos absolutos, em seguida vieram os trabalhadores por conta própria, com um saldo positivo de 37 mil pessoas ocupadas dessa forma (+2,1%), e os empregadores, com mais 31 mil pessoas e a maior taxa de crescimento (16,1%). 

Embora o total de empregados tenha diminuído, o número daqueles que tinham carteira assinada cresceu pelo segundo ano consecutivo (+1,4% ou mais 21 mil empregados formais no setor privado) e chegou a 1,510 milhão de pessoas. 

Por outro lado, o total de empregados no setor privado sem carteira assinada teve a segunda maior queda absoluta, entre 2022 e 2023: -39 mil trabalhadores nessa situação (-3,1%).

Com essas movimentações, o número de trabalhadores informais na Bahia teve um pequeno recuo entre 2022 e 2023, de -0,5%, o que representou menos 18 mil pessoas na informalidade, no período. 

Ainda assim, havia, no ano passado, 3,264 milhões de pessoas trabalhando como informais no estado, o 2º maior contingente desde 2016, quando se iniciou a série histórica desse indicador e havia 3,225 milhões de profissionais informais na Bahia. 

Com essa redução, a taxa de informalidade no estado também diminuiu pela primeira vez depois de dois anos, caindo de 54,5% em 2022 para 53,7% em 2023. 

Foi a segunda taxa de informalidade mais baixa, para a Bahia, desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, acima apenas da registrada em 2020 (48,6%), quando muitos informais tiveram de parar de trabalhar em razão da pandemia de COVID-19. Manteve-se, porém, como a 5a taxa de informalidade mais elevada dentre os 27 estados, num ranking liderado por Pará (56,5%), Maranhão (56,5%), Piauí (54,4%) e Amazonas (54,0%).

São considerados informais os empregados no setor privado e domésticos que não têm carteira assinada, os trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ e as pessoas que trabalham como auxiliares em algum negócio familiar. 

Na BA, no de trabalhadores cresceu em 6 das 10 atividades econômicas, de 2022 a 2023, puxadas por transportes (+39 mil) e administração pública (+35 mil)

De 2022 para 2023, na Bahia, houve aumento do número de pessoas trabalhando em 6 dos 10 grupos de atividades econômicas investigados. 

O segmento de transporte, armazenagem e correio foi o principal destaque positivo, com os maiores aumentos absoluto (mais 39 mil pessoas ocupadas em um ano) e relativo (+16,7%). Chegou, assim, a 272 mil trabalhadores em 2023, um número, porém, ainda inferior ao pré-pandemia (275 mil em 2019).

Em seguida, veio a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais 35 mil trabalhadores em um ano (+3,3%), chegando a 1,099 milhão. 

Por outro lado, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-60 mil pessoas ocupadas ou -5,4%) e indústria geral (-19 mil trabalhadores ou -3,8%) foram as atividades que mostraram os saldos negativos mais expressivos, entre 2022 e 2023, na Bahia. 

Apesar deste terceiro ano consecutivo de saldos positivos predominantes na ocupação, em 2023, na Bahia, 4 dos 10 grupamentos de atividades econômicas ainda tinham menos trabalhadores do que antes da pandemia, em 2019. 

Esse grupo era liderado, em termos absolutos e percentuais, pela indústria geral, que, em 2023, tinha menos 43 mil trabalhadores (-8,2%) do que em 2019. Em seguida vinha o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com menos 30 mil trabalhadores do que em 2019 (-2,5%).

Rendimento médio real dos trabalhadores baianos aumenta 7,2%, após dois anos em queda, mas é o mais baixo do país: R$ 1.865

Em 2023, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia foi R$ 1.865. 

O valor aumentou 7,2% frente ao de 2022 (R$ 1.740), o primeiro avanço depois de dois anos em queda, mas, ainda assim, estava abaixo do registrado no pré-pandemia (R$ 2.021 em 2019) e foi o menor entre os estados.

Entre 2022 e 2023, o rendimento real do trabalho também aumentou no Brasil como um todo (+7,2%), indo a R$ 2.979. Quase todas as 27 unidades da Federação viram os “salários médios” avançarem, à exceção de Sergipe, onde houve queda (-6,8%). O aumento percentual da Bahia (+7,2%) foi apenas o 13º, num ranking liderado por Minas Gerais (+15,5%), Amapá (+14,4%) e Piauí (+13,9%).

O Distrito Federal se manteve com o maior rendimento médio de trabalho do país (R$ 4.944), seguido por Rio de Janeiro (R$ 3.632) e São Paulo (R$ 3.592). No outro extremo, acima da Bahia, estavam Maranhão (R$ 1.877) e Ceará (R$ 1.926).

Já no município de Salvador e na região metropolitana da capital, em 2023, os rendimentos médios habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas foram os menores da série histórica da PNAD Contínua -iniciada em 2012, mas interrompida entre 2020 e 2022, para esses recortes territoriais, por conta da pandemia.

No ano passado, o rendimento médio de uma pessoa que trabalhava em Salvador foi R$ 2.729, o 5º menor entre as 27 capitais, sendo 15,2% inferior ao de 2019 (R$ 3.220).

Na Região Metropolitana de Salvador, o rendimento médio em 2023 foi de R$ 2.550, também o 5o mais baixo entre as 21 regiões metropolitanas investigadas. Ficou 14,5% abaixo do valor de 2019 (R$ 2.984). 

Com o aumento do rendimento médio e do número de trabalhadores, entre 2022 e 2023, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos aumentou pelo segundo ano consecutivo na Bahia. Cresceu 9,5% e chegou a R$ 11,032 bilhões.

Ainda assim, seguiu 3,5% menor do que o valor de 2020 (R$ 11,434 bilhões) e 9,6% inferior ao ponto máximo da série histórica, em 2014 (R$ 12,208 bilhões).

massa de rendimento é a soma dos rendimentos de trabalho de todas as pessoas ocupadas. Indica o volume de dinheiro em circulação. 

Mariana Viveiros – Seção de Disseminação de Informações

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