
O Governo do Brasil lançou nesta semana uma nova seleção pública que destina R$ 53,3 milhões para conectar mais de 1,2 mil escolas públicas no Norte e Nordeste. A iniciativa beneficiará diretamente 410 mil alunos em cinco estados até o fim de 2026.
A nova etapa do programa BNDES Fust Escolas Conectadas amplia o alcance da conectividade educacional no país, com foco em regiões historicamente negligenciadas. A ação faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e será conduzida pelo BNDES, em parceria com os ministérios da Educação e das Comunicações.
Desde o início da iniciativa, em 2023, quase 1 milhão de alunos já foram beneficiados. Na primeira fase, R$ 60 milhões foram destinados a 1.500 escolas; 824 delas já estão com internet ativa.
Mais do que conexão, o projeto visa transformar o ambiente educacional. A estrutura inclui redes internas e externas, cabeamento, equipamentos modernos, wi-fi de alta capacidade e manutenção por dois anos.
Com a proposta, alunos de escolas em áreas com infraestrutura de fibra óptica, mas ainda sem acesso adequado, terão acesso a plataformas educacionais, conteúdos multimídia, atividades online e novos métodos pedagógicos.
Para mim, o que mais chama atenção é como a tecnologia, quando aplicada com estratégia, pode encurtar distâncias históricas entre o centro e a periferia educacional do Brasil.
A meta do governo é ousada: conectar 15% das escolas em até três meses, 50% em seis meses e todas em até nove meses. Para garantir isso, será criada uma plataforma nacional de monitoramento da qualidade da conexão, o que permitirá acompanhar, em tempo real, a velocidade e estabilidade dos serviços.
“O Fust é essencial para corrigir desigualdades regionais no acesso à tecnologia”, afirmou o Ministério das Comunicações em nota. Já o MEC destaca que a iniciativa é parte de uma visão de longo prazo para integrar o digital ao cotidiano escolar.
Enquanto debates técnicos acontecem em Brasília, a conexão que chega a uma escola no interior do Maranhão ou de Pernambuco representa, para muitas crianças, a primeira janela para um mundo digital pleno.
Levar internet a escolas públicas vai além de instalar equipamentos. É dar a chance de um futuro mais justo, onde o CEP não determina o quanto um estudante pode sonhar.
A nova seleção pública reforça a aposta do governo em inclusão digital como política de Estado. Resta acompanhar se o cronograma será cumprido e se, de fato, a conexão vai chegar com qualidade onde mais se precisa dela.


















