
Caraíva viveu mais um capítulo de sua tradição religiosa com o Dia de Santo Reis, celebrado nesta terça-feira (6 de janeiro), em uma programação que uniu fé, cultura popular e encontro comunitário. Logo no início da tarde, moradores se organizaram para produzir e ornamentar o mastro com flores e fitas, seguindo o rito que antecede a fixação em frente à Igreja de São Sebastião. A celebração reforçou a identidade cultural do distrito, que preserva seus costumes e fortalece um modelo de turismo sustentável e regenerativo, valorizando a experiência autêntica e o respeito ao território.





O momento culminante foi o Samba de Reis, que começou com o samba de couro na igreja e se espalhou para a praça, transformando o entorno em um grande espaço de convivência. O cortejo pela vila ampliou a participação coletiva e atraiu uma multidão de moradores e turistas, em uma atmosfera marcada por cantoria, devoção e alegria. “Em cada etapa, a comunidade mostrou empenho e organização para entregar uma festa bonita, acolhedora e bem cuidada, reafirmando a vocação de Caraíva para receber sem perder sua essência”, explica o secretário de Turismo, Guto Jones.

As festividades religiosas tiveram início em 1º de janeiro, com a tradicional Puxada de Mastro, quando a população vai à mata pelas margens do rio para buscar os troncos do Mastro de São Sebastião, seguindo em cortejo até a praça da igreja, com homens e mulheres carregando nos ombros em meio a cânticos e reverência ao padroeiro. As celebrações seguem durante todo o mês, encerrando com a Festa de São Sebastião, no dia 20, com comemorações por quase 24 horas em homenagem ao Santo padroeiro da Vila de Caraíva.




“A identidade cultural das festas tradicionais de Caraíva, nos faz reconstruir a singularidade dos elementos culturais, sobretudo com a fé que abarca a elegância da originalidade das expressões. Típico de um povo que em especial, sente a força da terra, com os pés descalços”, diz o superintendente de Cultura, Herculano Assis, sobre o apoio da gestão.


















