A partir de fevereiro, mais de 641 mil baianos passam a ser beneficiados pela nova faixa de isenção do Imposto de Renda. A medida foi sancionada em novembro de 2025 e elimina o tributo para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Também reduz os descontos para salários de até R$ 7.350.

A nova legislação do Imposto de Renda Pessoa Física foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 26 de novembro de 2025. Ela amplia a faixa de isenção para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A decisão faz parte de um pacote de medidas que busca atualizar a política de tributação sobre a renda e corrigir uma defasagem acumulada por mais de seis anos.
Na Bahia, segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, a mudança beneficia diretamente 641,7 mil contribuintes.
- 420,9 mil terão isenção total, para quem ganha até R$ 5 mil
- 220,8 mil terão descontos progressivos, com rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350
Com isso, o número de isentos na Bahia salta de 656,7 mil para mais de 1 milhão. Isso gera um impacto direto no consumo e favorece a economia local.

mais dinheiro no bolso do trabalhador. Na prática, funciona como um aumento de renda mensal, sem custo adicional para o empregador. Para quem ganha até R$ 5 mil, a isenção pode gerar uma economia de até R$ 638 por mês. Esse valor antes era retido na fonte.
Essa mudança tem potencial para gerar um efeito positivo na economia.
- O consumo imediato no comércio local deve aumentar
- Haverá estímulo à formalização do trabalho
- A informalidade tende a diminuir
O que mais chama atenção é como uma mudança tributária que parece técnica pode representar um alívio real para quem vive do salário e precisa contar cada centavo até o fim do mês.
“É uma questão de justiça tributária”, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Quem ganha menos precisa de mais alívio no orçamento e quem ganha mais pode contribuir um pouco mais para o bem coletivo.”
A lei também prevê compensação fiscal. Contribuintes com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano terão alíquotas maiores, podendo chegar até 10 por cento. Isso garante o equilíbrio das contas públicas sem afetar serviços essenciais como saúde e educação.
Especialistas afirmam que essa compensação torna a medida viável e reforça o caráter redistributivo do sistema tributário.
Enquanto Brasília discute alíquotas e percentuais, o trabalhador baiano sente o impacto direto no dia a dia. Essa mudança é um bom exemplo de como políticas públicas bem desenhadas podem oferecer alívio imediato e estrutural para a população.
Num contexto de custo de vida alto e crédito difícil, deixar de pagar o Imposto de Renda representa mais do que uma economia. Representa também mais dignidade e mais capacidade de consumo, especialmente para famílias de baixa e média renda.
Mas é preciso estar atento. Para que o impacto seja duradouro, é essencial que esse dinheiro continue circulando na economia real, sem ser consumido apenas por dívidas ou aumento de preços.
A nova faixa de isenção do Imposto de Renda não é apenas um ajuste técnico. É uma decisão política com impacto direto na vida de milhões de brasileiros. Na Bahia, mais de 1 milhão de trabalhadores já percebem a diferença no contracheque. A economia local agradece.

















