Sudene NE 4.0 leva transformação digital para a indústria baiana

Por Murillo Vazquez
12/06/2026

Publicado em - -

NoticiaOxarope12JUN2623

A indústria baiana entra em uma nova etapa de modernização a partir da próxima terça-feira, 16 de junho. Em Salvador, a Sudene lança o Programa Sudene NE 4.0, iniciativa voltada à transformação digital, inovação e aumento da competitividade no setor produtivo.

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia, lança em Salvador o Programa Sudene NE 4.0, Nova Indústria Brasil na Bahia.

O evento será realizado na sede da FIEB, no bairro do STIEP, das 14h às 18h, com foco em competitividade, inovação e transformação digital da indústria baiana. A própria FIEB informa que a iniciativa da Sudene conta com apoio da federação e será lançada na capital baiana no dia 16 de junho.

No dia anterior, o programa também será tema de encontro em Jequié, reforçando uma escolha simbólica: levar a discussão da Indústria 4.0 para além da capital.

A proposta acompanha a agenda nacional da Nova Indústria Brasil, política que tem entre suas missões a transformação digital da indústria para ampliar produtividade. O governo federal já indicou como meta transformar digitalmente 50% das empresas industriais brasileiras até 2033, com objetivo intermediário de 25% em 2026.

O Sudene NE 4.0 chega com uma missão prática: ajudar empresas baianas a entenderem onde estão tecnologicamente e como podem avançar.

Na prática, o núcleo estadual deve funcionar como ponte entre indústria, universidade e governo. A programação prevê diagnósticos tecnológicos, qualificação, workshops, visitas técnicas e apoio à estruturação de projetos ligados às vocações produtivas da Bahia.

Para mim, o ponto mais importante é esse: transformação digital não pode ser uma expressão bonita presa em auditório. Ela precisa chegar ao chão da fábrica, ao pequeno fornecedor, à empresa do interior que ainda controla parte da produção no papel e ao trabalhador que vai precisar aprender novas ferramentas para não ficar para trás.

A Indústria 4.0 envolve tecnologias como automação, internet das coisas, inteligência artificial, análise de dados e integração digital de processos. Programas nacionais ligados à produtividade industrial também tratam a transformação digital como caminho para adoção de tecnologias 4.0 e ganho de competitividade nas empresas.

O diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável da Sudene, José Farias, afirmou que a ação coloca os estados nordestinos como protagonistas da política industrial brasileira e fortalece o ambiente de inovação regional.

Segundo ele, a Bahia tem um grau relevante de industrialização e o programa também busca interiorizar atividades industriais. Esse ponto ajuda a explicar a escolha de Jequié como foco do núcleo estadual.

A fala toca em uma questão antiga do desenvolvimento baiano: a concentração de oportunidades. Salvador, Região Metropolitana e polos industriais tradicionais sempre aparecem no centro do debate, mas o interior também precisa participar da nova economia produtiva.

Quando se fala em transformação digital, muita gente pensa logo em robô, sistema caro e tecnologia distante da realidade local. Mas a mudança começa, muitas vezes, em coisas menos cinematográficas: controlar estoque melhor, reduzir desperdício, medir produção em tempo real, treinar equipe, usar dados para decidir e conectar fornecedores.

A Bahia tem indústria forte, mas desigual. Há empresas altamente estruturadas e há negócios tentando sobreviver entre custo alto, crédito difícil, logística pesada e falta de mão de obra qualificada em novas tecnologias.

Por isso, o Sudene NE 4.0 só terá impacto real se sair do discurso e virar acompanhamento contínuo. Diagnóstico é começo. O que vai fazer diferença é transformar diagnóstico em projeto, projeto em financiamento, financiamento em máquina rodando melhor e tecnologia em emprego mais qualificado.

No chão da Bahia, inovação precisa ter endereço. Ela precisa chegar a Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Jequié, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Barreiras e tantos outros lugares onde a economia real acontece longe das fotos oficiais.

Serviço

Lançamento do Programa Sudene NE 4.0, Nova Indústria Brasil na Bahia
Data: terça-feira, 16 de junho de 2026
Horário: 14h às 18h
Local: Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Rua Edístio Pondé, 342, STIEP, Salvador
Tema: transformação digital, Indústria 4.0, produtividade e competitividade industrial

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Por Murillo Vazquez
12/06/2026 - 00h37 - Atualizado 12 de junho de 2026

Publicado em - -

NoticiaOxarope12JUN2623

A indústria baiana entra em uma nova etapa de modernização a partir da próxima terça-feira, 16 de junho. Em Salvador, a Sudene lança o Programa Sudene NE 4.0, iniciativa voltada à transformação digital, inovação e aumento da competitividade no setor produtivo.

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia, lança em Salvador o Programa Sudene NE 4.0, Nova Indústria Brasil na Bahia.

O evento será realizado na sede da FIEB, no bairro do STIEP, das 14h às 18h, com foco em competitividade, inovação e transformação digital da indústria baiana. A própria FIEB informa que a iniciativa da Sudene conta com apoio da federação e será lançada na capital baiana no dia 16 de junho.

No dia anterior, o programa também será tema de encontro em Jequié, reforçando uma escolha simbólica: levar a discussão da Indústria 4.0 para além da capital.

A proposta acompanha a agenda nacional da Nova Indústria Brasil, política que tem entre suas missões a transformação digital da indústria para ampliar produtividade. O governo federal já indicou como meta transformar digitalmente 50% das empresas industriais brasileiras até 2033, com objetivo intermediário de 25% em 2026.

O Sudene NE 4.0 chega com uma missão prática: ajudar empresas baianas a entenderem onde estão tecnologicamente e como podem avançar.

Na prática, o núcleo estadual deve funcionar como ponte entre indústria, universidade e governo. A programação prevê diagnósticos tecnológicos, qualificação, workshops, visitas técnicas e apoio à estruturação de projetos ligados às vocações produtivas da Bahia.

Para mim, o ponto mais importante é esse: transformação digital não pode ser uma expressão bonita presa em auditório. Ela precisa chegar ao chão da fábrica, ao pequeno fornecedor, à empresa do interior que ainda controla parte da produção no papel e ao trabalhador que vai precisar aprender novas ferramentas para não ficar para trás.

A Indústria 4.0 envolve tecnologias como automação, internet das coisas, inteligência artificial, análise de dados e integração digital de processos. Programas nacionais ligados à produtividade industrial também tratam a transformação digital como caminho para adoção de tecnologias 4.0 e ganho de competitividade nas empresas.

O diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável da Sudene, José Farias, afirmou que a ação coloca os estados nordestinos como protagonistas da política industrial brasileira e fortalece o ambiente de inovação regional.

Segundo ele, a Bahia tem um grau relevante de industrialização e o programa também busca interiorizar atividades industriais. Esse ponto ajuda a explicar a escolha de Jequié como foco do núcleo estadual.

A fala toca em uma questão antiga do desenvolvimento baiano: a concentração de oportunidades. Salvador, Região Metropolitana e polos industriais tradicionais sempre aparecem no centro do debate, mas o interior também precisa participar da nova economia produtiva.

Quando se fala em transformação digital, muita gente pensa logo em robô, sistema caro e tecnologia distante da realidade local. Mas a mudança começa, muitas vezes, em coisas menos cinematográficas: controlar estoque melhor, reduzir desperdício, medir produção em tempo real, treinar equipe, usar dados para decidir e conectar fornecedores.

A Bahia tem indústria forte, mas desigual. Há empresas altamente estruturadas e há negócios tentando sobreviver entre custo alto, crédito difícil, logística pesada e falta de mão de obra qualificada em novas tecnologias.

Por isso, o Sudene NE 4.0 só terá impacto real se sair do discurso e virar acompanhamento contínuo. Diagnóstico é começo. O que vai fazer diferença é transformar diagnóstico em projeto, projeto em financiamento, financiamento em máquina rodando melhor e tecnologia em emprego mais qualificado.

No chão da Bahia, inovação precisa ter endereço. Ela precisa chegar a Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Jequié, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Barreiras e tantos outros lugares onde a economia real acontece longe das fotos oficiais.

Serviço

Lançamento do Programa Sudene NE 4.0, Nova Indústria Brasil na Bahia
Data: terça-feira, 16 de junho de 2026
Horário: 14h às 18h
Local: Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Rua Edístio Pondé, 342, STIEP, Salvador
Tema: transformação digital, Indústria 4.0, produtividade e competitividade industrial

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