Seleção Brasileira vence Haiti e toma a ponta do Grupo C

Por Murillo Vazquez
20/06/2026

Publicado em - -

Noticia oXarope_copamundo_2_190626

Depois da estreia com empate por 1 a 1 contra o Marrocos, o Brasil entrou em campo pressionado por resultado e desempenho. Contra o Haiti, a resposta veio cedo. A equipe de Carlo Ancelotti dominou o primeiro tempo, marcou três vezes antes do intervalo e chegou aos quatro pontos, mesma pontuação de Marrocos, mas à frente pelo saldo de gols.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Matheus Cunha abriu o placar aos 23 minutos, aproveitando rebote de Placide após finalização forte de Vini Jr. Aos 36, o atacante marcou de novo, desta vez em jogada puxada por Lucas Paquetá e concluída após assistência de Vini. Já nos acréscimos da primeira etapa, Vini Jr recebeu lançamento de Paquetá, ganhou na corrida e fechou o placar com categoria.

A vitória também confirmou a melhora ofensiva da Seleção. Reuters registrou que Cunha foi uma das mudanças feitas por Ancelotti em relação à estreia, entrando no lugar de Igor Thiago, e que o ataque brasileiro pareceu mais conectado com ele em campo.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

O próximo compromisso do Brasil será contra a Escócia, na quarta-feira, 24 de junho, em Miami. O jogo vale mais que três pontos: pode definir a liderança da chave e o caminho da Seleção na sequência da Copa.

O 3 a 0 alivia, mas não resolve tudo. O Brasil fez o que precisava diante de um adversário mais frágil tecnicamente, construiu vantagem com autoridade e evitou aquele drama tão brasileiro de transformar jogo obrigatório em sofrimento nacional.

Pra mim, o que mais chama atenção é como uma vitória dessas muda o humor do país antes mesmo do apito final. O torcedor que começou a noite desconfiado terminou fazendo conta de saldo, olhando chaveamento e perguntando quem vem pela frente.

Na prática, a liderança do Grupo C dá ao Brasil margem emocional e competitiva. A Seleção chega à última rodada sem a corda no pescoço, mas ainda com obrigação de evoluir. Contra a Escócia, o time vai precisar mostrar se o domínio diante do Haiti foi sinal de crescimento real ou apenas consequência natural da diferença técnica.

Também pesa a situação de Raphinha, substituído ainda no primeiro tempo com aparente problema físico. Em Copa do Mundo, qualquer desconforto vira assunto nacional porque muda escalação, mexe com confiança e abre espaço para novos nomes. Rayan entrou ainda na etapa inicial, enquanto Martinelli e Endrick ganharam minutos depois do intervalo.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Carlo Ancelotti saiu satisfeito com a evolução. Segundo a Reuters, o treinador disse que esperava uma partida com mais qualidade, menos erros, maior efetividade no ataque e mais controle defensivo. Ele também reconheceu que a equipe melhorou, mas ainda precisa crescer para o próximo jogo.

Do lado haitiano, o técnico Sébastien Migné valorizou a postura de seus jogadores, mesmo com a derrota. À Reuters, afirmou que o Haiti mostrou merecer estar na Copa, mas reconheceu a distância técnica para o Brasil.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Entre os torcedores brasileiros, a leitura é simples: Vini Jr foi o dono do jogo. Participou diretamente dos três gols, acelerou quando o Haiti tentava se organizar e deu ao ataque uma verticalidade que havia feito falta na estreia. Matheus Cunha, por sua vez, saiu da noite como personagem improvável e necessário: dois gols, presença de área e uma resposta direta à cobrança por eficiência.

O Haiti, mesmo derrotado, não foi apenas figurante no segundo tempo. Alisson precisou trabalhar, inclusive em cabeçada perigosa de Ricardo Adé. O placar já estava desenhado, mas a queda de ritmo brasileira deixou uma pequena pulga atrás da orelha. Nada grave para a vitória. Suficiente para Ancelotti levar ao vestiário.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

O Brasil fez o serviço, assumiu a liderança e trocou a desconfiança da estreia por uma noite de alívio. Matheus Cunha colocou nome na Copa, Vini Jr mostrou peso de protagonista e Ancelotti ganhou respostas importantes antes da decisão contra a Escócia.

A Seleção ainda não virou uma máquina, mas deu um passo. E em Copa do Mundo, às vezes, o primeiro passo seguro vale mais do que uma promessa bonita.

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Seleção Brasileira vence Haiti e toma a ponta do Grupo C

Por Murillo Vazquez
20/06/2026 - 08h00 - Atualizado 21 de junho de 2026

Publicado em - -

Noticia oXarope_copamundo_2_190626

Depois da estreia com empate por 1 a 1 contra o Marrocos, o Brasil entrou em campo pressionado por resultado e desempenho. Contra o Haiti, a resposta veio cedo. A equipe de Carlo Ancelotti dominou o primeiro tempo, marcou três vezes antes do intervalo e chegou aos quatro pontos, mesma pontuação de Marrocos, mas à frente pelo saldo de gols.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Matheus Cunha abriu o placar aos 23 minutos, aproveitando rebote de Placide após finalização forte de Vini Jr. Aos 36, o atacante marcou de novo, desta vez em jogada puxada por Lucas Paquetá e concluída após assistência de Vini. Já nos acréscimos da primeira etapa, Vini Jr recebeu lançamento de Paquetá, ganhou na corrida e fechou o placar com categoria.

A vitória também confirmou a melhora ofensiva da Seleção. Reuters registrou que Cunha foi uma das mudanças feitas por Ancelotti em relação à estreia, entrando no lugar de Igor Thiago, e que o ataque brasileiro pareceu mais conectado com ele em campo.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

O próximo compromisso do Brasil será contra a Escócia, na quarta-feira, 24 de junho, em Miami. O jogo vale mais que três pontos: pode definir a liderança da chave e o caminho da Seleção na sequência da Copa.

O 3 a 0 alivia, mas não resolve tudo. O Brasil fez o que precisava diante de um adversário mais frágil tecnicamente, construiu vantagem com autoridade e evitou aquele drama tão brasileiro de transformar jogo obrigatório em sofrimento nacional.

Pra mim, o que mais chama atenção é como uma vitória dessas muda o humor do país antes mesmo do apito final. O torcedor que começou a noite desconfiado terminou fazendo conta de saldo, olhando chaveamento e perguntando quem vem pela frente.

Na prática, a liderança do Grupo C dá ao Brasil margem emocional e competitiva. A Seleção chega à última rodada sem a corda no pescoço, mas ainda com obrigação de evoluir. Contra a Escócia, o time vai precisar mostrar se o domínio diante do Haiti foi sinal de crescimento real ou apenas consequência natural da diferença técnica.

Também pesa a situação de Raphinha, substituído ainda no primeiro tempo com aparente problema físico. Em Copa do Mundo, qualquer desconforto vira assunto nacional porque muda escalação, mexe com confiança e abre espaço para novos nomes. Rayan entrou ainda na etapa inicial, enquanto Martinelli e Endrick ganharam minutos depois do intervalo.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Carlo Ancelotti saiu satisfeito com a evolução. Segundo a Reuters, o treinador disse que esperava uma partida com mais qualidade, menos erros, maior efetividade no ataque e mais controle defensivo. Ele também reconheceu que a equipe melhorou, mas ainda precisa crescer para o próximo jogo.

Do lado haitiano, o técnico Sébastien Migné valorizou a postura de seus jogadores, mesmo com a derrota. À Reuters, afirmou que o Haiti mostrou merecer estar na Copa, mas reconheceu a distância técnica para o Brasil.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Entre os torcedores brasileiros, a leitura é simples: Vini Jr foi o dono do jogo. Participou diretamente dos três gols, acelerou quando o Haiti tentava se organizar e deu ao ataque uma verticalidade que havia feito falta na estreia. Matheus Cunha, por sua vez, saiu da noite como personagem improvável e necessário: dois gols, presença de área e uma resposta direta à cobrança por eficiência.

O Haiti, mesmo derrotado, não foi apenas figurante no segundo tempo. Alisson precisou trabalhar, inclusive em cabeçada perigosa de Ricardo Adé. O placar já estava desenhado, mas a queda de ritmo brasileira deixou uma pequena pulga atrás da orelha. Nada grave para a vitória. Suficiente para Ancelotti levar ao vestiário.

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

O Brasil fez o serviço, assumiu a liderança e trocou a desconfiança da estreia por uma noite de alívio. Matheus Cunha colocou nome na Copa, Vini Jr mostrou peso de protagonista e Ancelotti ganhou respostas importantes antes da decisão contra a Escócia.

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