O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, na sexta-feira, 3 de julho de 2026, dez novos campi de institutos federais em São Paulo, Amazonas, Espírito Santo e Piauí. As unidades somam cerca de R$ 206,6 milhões em investimentos e devem abrir 11,6 mil vagas em cursos técnicos e superiores.

A entrega faz parte da expansão e consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, uma das principais apostas do governo federal para interiorizar ensino técnico, graduação tecnológica, licenciaturas e formação continuada. Segundo informações oficiais do MEC e da Secom da Presidência, os dez campi entregues receberam investimentos de aproximadamente R$ 206,6 milhões, sendo R$ 196,5 milhões vindos do Novo PAC.
A maior fatia ficou com o Instituto Federal de São Paulo. Foram sete unidades no estado, em Mauá, Bauru, Cotia, Miracatu, Osasco, Rio Claro e Santos, com R$ 163,9 milhões aplicados em aquisição, reforma, adequação de imóveis, equipamentos e mobiliário. Só esses campi terão capacidade para atender cerca de 8 mil estudantes.
Fora de São Paulo, também foram entregues o Campus Altos, do IFPI, no Piauí; o Campus Tefé, do IFAM, no Amazonas; e o Campus Pedro Canário, do IFES, no Espírito Santo. A estrutura anunciada inclui salas de aula, laboratórios, bibliotecas, quadras, auditórios, setores administrativos e espaços de convivência.
No pano de fundo, há uma política maior. O governo federal afirma que está implantando 111 novos campi de Institutos Federais em todo o país, dentro do plano de expansão da rede. A previsão oficial é de investimento médio de R$ 25 milhões por unidade, considerando infraestrutura e equipamentos.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula afirmou que “educação é uma coisa que não tem limite” para receber investimentos. O presidente também defendeu que o país só dará um salto de qualidade se colocar a educação como prioridade e se tornar “exportador de inteligência” e conhecimento.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, apresentou os institutos federais como um modelo de educação integral e verticalizada, em que o estudante pode passar pelo ensino médio, curso técnico, graduação, licenciatura, mestrado e doutorado dentro de uma mesma lógica formativa. Barchini assumiu o MEC em abril de 2026, depois de atuar como secretário-executivo da pasta e como servidor de carreira ligado à Capes.
O vice-presidente Geraldo Alckmin relacionou os institutos federais à formação profissional e ao desenvolvimento econômico, afirmando que o país precisa de bons profissionais, não apenas de boas máquinas, para fortalecer a indústria.
Também participaram da agenda ministros e autoridades locais. Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, chamou os institutos federais de parte de uma transformação no acesso ao ensino técnico e superior. No Piauí, Wellington Dias destacou investimentos federais em educação profissional no estado e associou a entrega do Campus Altos a uma política de longo prazo.
A inauguração dos dez novos campi dos institutos federais abre uma janela importante para milhares de jovens em quatro estados. O investimento é alto, a promessa é grande e o potencial é real.
Agora vem a parte que não cabe inteira numa cerimônia: fazer cada sala funcionar, cada vaga virar matrícula, cada matrícula virar permanência e cada diploma virar oportunidade. Porque educação pública só vira futuro quando deixa de ser anúncio e passa a fazer parte da rotina do povo.















