A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização é um dos colegiados mais importantes do Congresso Nacional. Apesar do nome comprido e da aparência técnica, é ali que passam algumas das decisões mais sensíveis sobre o dinheiro público federal.

Na composição oficial da CMO 2026, Neto Carletto aparece como titular pelo bloco Avante, PRD e Solidariedade. Na prática, isso significa que o parlamentar baiano não está apenas acompanhando as discussões de fora. Como titular, o deputado tem assento formal no colegiado que analisa peças centrais do Orçamento da União, como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Lei Orçamentária Anual, créditos adicionais e a fiscalização das contas públicas.
A presença de Neto Carletto como titular coloca o deputado baiano dentro de um espaço de negociação estratégica no Congresso. A CMO costuma funcionar como uma espécie de filtro político e técnico do Orçamento, reunindo deputados e senadores para analisar propostas, relatórios e ajustes nas contas federais.

O comando da CMO 2026 ficou com o deputado Domingos Neto, do PSD do Ceará, escolhido por aclamação em reunião realizada nesta terça-feira, 16 de junho de 2026. A definição de parte da Mesa e das relatorias ainda depende de formalização posterior.
Mesmo sem ocupar a presidência, a titularidade já dá peso institucional à participação de Neto Carletto. Em Brasília, estar na comissão certa, na hora certa, muitas vezes vale mais do que fazer discurso inflamado no plenário vazio.
Para a Bahia, a presença de um deputado do estado no colegiado cria mais uma ponte com o debate orçamentário federal. Isso não garante, sozinho, mais recursos para municípios baianos. Mas coloca um representante da bancada baiana dentro da engrenagem onde se analisam caminhos para investimentos, obras, programas e fiscalização.
No fim, orçamento público não é só número em relatório. É escolha. E toda escolha feita em Brasília, cedo ou tarde, encontra o povo na vida real.

















