TRE-BA abre urna eletrônica e mostra como o voto é protegido

Por Murillo Vazquez
04/08/2026

Publicado em -

NOTICIA OXAROPE_TRE_2_03AGO_

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia abriu uma urna eletrônica diante do público, na segunda-feira, 3 de agosto, em Salvador. A demonstração mostrou componentes dos modelos UE 2020 e UE 2022 e explicou, sem tecnicês desnecessário, como funcionam os mecanismos de proteção, fiscalização e auditoria do voto.

A atividade fez parte da primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral com participação dos tribunais regionais de todo o país. A programação nacional começou em 3 de agosto e segue até o domingo, dia 9, com demonstrações, visitas, palestras, exposições e ações contra a desinformação.

Na Bahia, a abertura pública da urna reuniu profissionais da imprensa, servidores da Justiça Eleitoral e representantes de órgãos públicos na sede do TRE-BA. A apresentação foi conduzida pelo secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do tribunal, André Luiz Cavalcante, e pelo coordenador de Equipamentos e Suporte, Lívio Ara.

Sobre a mesa, a urna deixou de ser apenas aquela máquina vista rapidamente a cada dois anos. Placas, cabos, terminal do mesário e módulos internos foram expostos para mostrar como o equipamento é montado e de que maneira cada parte participa da cadeia de segurança.

Também foram apresentados procedimentos que acompanham uma eleição, como a preparação das urnas, a emissão da zerésima, a impressão do Boletim de Urna e as diferentes etapas de fiscalização.

A zerésima é emitida antes do começo da votação e comprova que não existem votos registrados naquele equipamento. Já o Boletim de Urna, impresso depois do encerramento da seção, informa quantos eleitores compareceram e quantos votos cada candidatura recebeu. O documento é público e pode ser conferido por fiscais, partidos, candidatos e cidadãos.

A abertura física, sozinha, não responde a todas as perguntas sobre uma eleição eletrônica. O debate sério passa pelo código-fonte, pelos testes de segurança, pela fiscalização das entidades autorizadas, pelos registros digitais e pela conferência dos boletins emitidos em cada seção. A transparência fica mais forte quando deixa de ser uma apresentação isolada e vira rotina institucional.

Também cabe ao poder público explicar melhor. Termos como criptografia, assinatura digital, mídia de resultado e cadeia de inicialização não fazem parte da conversa diária da maioria das pessoas. Quando a explicação chega embrulhada em linguagem burocrática, o cidadão comum desliga antes do segundo parágrafo.

A cena da urna aberta sobre uma mesa, com placas e componentes à vista, ajuda justamente porque transforma uma discussão abstrata em algo concreto. O eleitor pode olhar, perguntar, desconfiar, ouvir a resposta e buscar os documentos. Democracia madura não tem medo de pergunta difícil.

A Justiça Eleitoral acerta ao levar esse debate para fora das salas técnicas. O próximo passo é ampliar a presença das demonstrações em escolas, universidades, bairros populares e cidades do interior, onde muitas vezes a desinformação chega depressa e a resposta oficial demora.

Ao abrir uma urna eletrônica diante da população, o TRE-BA colocou luz sobre uma parte do processo eleitoral que costuma permanecer distante do cotidiano. A demonstração não encerra o debate sobre segurança, mas oferece instrumentos para que ele seja feito com fatos, documentos e fiscalização, não apenas com mensagens encaminhadas.

A urna pode até funcionar sem internet. A confiança do eleitor, não. Ela precisa de conexão constante com informação clara, controle público e transparência de verdade.

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TRE-BA abre urna eletrônica e mostra como o voto é protegido

Por Murillo Vazquez
04/08/2026 - 16h04 - Atualizado 4 de agosto de 2026

Publicado em -

NOTICIA OXAROPE_TRE_2_03AGO_

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia abriu uma urna eletrônica diante do público, na segunda-feira, 3 de agosto, em Salvador. A demonstração mostrou componentes dos modelos UE 2020 e UE 2022 e explicou, sem tecnicês desnecessário, como funcionam os mecanismos de proteção, fiscalização e auditoria do voto.

A atividade fez parte da primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, organizada pelo Tribunal Superior Eleitoral com participação dos tribunais regionais de todo o país. A programação nacional começou em 3 de agosto e segue até o domingo, dia 9, com demonstrações, visitas, palestras, exposições e ações contra a desinformação.

Na Bahia, a abertura pública da urna reuniu profissionais da imprensa, servidores da Justiça Eleitoral e representantes de órgãos públicos na sede do TRE-BA. A apresentação foi conduzida pelo secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do tribunal, André Luiz Cavalcante, e pelo coordenador de Equipamentos e Suporte, Lívio Ara.

Sobre a mesa, a urna deixou de ser apenas aquela máquina vista rapidamente a cada dois anos. Placas, cabos, terminal do mesário e módulos internos foram expostos para mostrar como o equipamento é montado e de que maneira cada parte participa da cadeia de segurança.

Também foram apresentados procedimentos que acompanham uma eleição, como a preparação das urnas, a emissão da zerésima, a impressão do Boletim de Urna e as diferentes etapas de fiscalização.

A zerésima é emitida antes do começo da votação e comprova que não existem votos registrados naquele equipamento. Já o Boletim de Urna, impresso depois do encerramento da seção, informa quantos eleitores compareceram e quantos votos cada candidatura recebeu. O documento é público e pode ser conferido por fiscais, partidos, candidatos e cidadãos.

A abertura física, sozinha, não responde a todas as perguntas sobre uma eleição eletrônica. O debate sério passa pelo código-fonte, pelos testes de segurança, pela fiscalização das entidades autorizadas, pelos registros digitais e pela conferência dos boletins emitidos em cada seção. A transparência fica mais forte quando deixa de ser uma apresentação isolada e vira rotina institucional.

Também cabe ao poder público explicar melhor. Termos como criptografia, assinatura digital, mídia de resultado e cadeia de inicialização não fazem parte da conversa diária da maioria das pessoas. Quando a explicação chega embrulhada em linguagem burocrática, o cidadão comum desliga antes do segundo parágrafo.

A cena da urna aberta sobre uma mesa, com placas e componentes à vista, ajuda justamente porque transforma uma discussão abstrata em algo concreto. O eleitor pode olhar, perguntar, desconfiar, ouvir a resposta e buscar os documentos. Democracia madura não tem medo de pergunta difícil.

A Justiça Eleitoral acerta ao levar esse debate para fora das salas técnicas. O próximo passo é ampliar a presença das demonstrações em escolas, universidades, bairros populares e cidades do interior, onde muitas vezes a desinformação chega depressa e a resposta oficial demora.

Ao abrir uma urna eletrônica diante da população, o TRE-BA colocou luz sobre uma parte do processo eleitoral que costuma permanecer distante do cotidiano. A demonstração não encerra o debate sobre segurança, mas oferece instrumentos para que ele seja feito com fatos, documentos e fiscalização, não apenas com mensagens encaminhadas.

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