Candidato não compareceu ao ato marcado em Eunápolis e participou por meio de vídeo gravado. Solicitação de busca e apreensão foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques

ACM Neto, candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, não compareceu ao comício previsto para a noite desta quinta-feira (17), em Eunápolis. Representantes da campanha participaram do ato, enquanto o público presente assistiu a um vídeo gravado pelo ex-prefeito de Salvador.
A visita ao município constava na agenda oficial divulgada pela campanha na noite de quarta-feira (16). A programação previa compromissos políticos de ACM Neto em Eunápolis durante a tarde e a noite desta quinta. Até o momento, não há confirmação de que a ausência tenha relação com a investigação.
A mudança na agenda aconteceu no mesmo dia em que veio a público que a Polícia Federal havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar busca e apreensão contra o candidato. O pedido, apresentado em janeiro, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República em fevereiro, mas foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no STF. Portanto, ACM Neto não foi alvo de busca nesta fase da operação. Folha de S.Paulo
A solicitação foi apresentada no âmbito da décima fase da Operação Overclean, que investiga suspeitas de fraudes em licitações, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A etapa deflagrada nesta quinta cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.
Segundo a investigação, ACM Neto teria participado da indicação de Bruno Barral para a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. Barral também comandou a Educação de Salvador durante a gestão do então prefeito. A PF apura se a indicação teria sido utilizada para favorecer empresários em contratos públicos e se houve pagamento de vantagens indevidas.
As suspeitas envolvem contratos para o fornecimento de serviços e materiais didáticos, firmados entre 2024 e 2025, que somariam aproximadamente R$ 80 milhões. Bruno Barral e empresários investigados pela operação estavam entre os alvos das medidas autorizadas pelo STF. UOL
Em nota, ACM Neto negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que a divulgação do pedido representa uma tentativa de interferência na eleição baiana por meio de vazamentos seletivos. O candidato declarou que não possui relação com os fatos investigados e destacou que o STF rejeitou a medida solicitada pela Polícia Federal.
A investigação permanece em andamento. As suspeitas mencionadas no processo ainda não representam condenação, e os envolvidos têm direito à ampla defesa.















