Lula lidera pesquisas, mas enfrenta disputa apertada pela reeleição

Três levantamentos nacionais colocam o presidente à frente de Flávio Bolsonaro, embora a vantagem no segundo turno permaneça estreita

Por Murillo Vazquez
23/08/2026

Publicado em -

Noticia Oxarope _1_23AGO26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à disputa pela reeleição na liderança das pesquisas nacionais, mas sem uma vantagem suficiente para afastar o risco de derrota. Os três levantamentos mais recentes mostram uma eleição polarizada e com diferenças pequenas em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, diante de 33% de Flávio. Na simulação de segundo turno, o presidente registra 47%, enquanto o candidato do PL alcança 43%.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. Por isso, embora Lula esteja numericamente à frente, o resultado aponta uma disputa apertada.

O cenário é ainda mais equilibrado no PoderData/Aya, publicado em 13 de agosto. Lula aparece com 41% no primeiro turno e Flávio com 35%. No confronto direto, a diferença cai para apenas um ponto, com 46% para o presidente e 45% para o adversário. Os dois estão tecnicamente empatados.

Na pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 5 de agosto, Lula tinha 39% no primeiro turno e Flávio, 30%. No segundo turno, o placar era de 44% a 39% para o presidente.

Os três levantamentos colocam Lula na liderança, indicando que o presidente conserva uma base eleitoral expressiva. O governo mantém maior força entre os eleitores de menor renda e no Nordeste, região onde o petista historicamente registra seus melhores resultados.

O desempenho em estados com grande número de eleitores, no entanto, representa um obstáculo. Pesquisa Datafolha realizada em cinco unidades da Federação mostra que apenas 27% dos entrevistados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal consideram o governo ótimo ou bom.

Em Minas Gerais, a avaliação positiva chega a 34%. Pernambuco apresenta o cenário mais favorável, com 46% de ótimo ou bom.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram aproximadamente 42% do eleitorado nacional. Um desempenho abaixo do esperado nessas regiões pode reduzir a vantagem obtida por Lula no Nordeste.

A rejeição elevada também aumenta a imprevisibilidade da eleição. Segundo o Datafolha, 45% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de maneira alguma. Flávio Bolsonaro apresenta índice semelhante, com 46%.

Os números mostram que os dois principais candidatos possuem eleitorados consolidados, mas enfrentam dificuldades para conquistar quem está fora de suas bases políticas.

Para Flávio, um dos desafios será reunir os eleitores dos demais candidatos de direita no segundo turno. O Datafolha indica que essa transferência ainda não ocorre de maneira automática. Parte dos eleitores de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos declara voto em Lula ou considera votar em branco ou nulo.

Lula, por sua vez, precisará melhorar a percepção sobre o governo e ampliar sua presença nos grandes colégios eleitorais. O desempenho da economia, a segurança pública e os acontecimentos políticos durante a campanha podem influenciar diretamente os eleitores ainda indecisos.

Derrota é uma possibilidade real

Pesquisas eleitorais registram a intenção de voto no período das entrevistas e não funcionam como previsão do resultado. Por isso, não é possível estabelecer uma porcentagem segura para a possibilidade de vitória ou derrota de Lula.

A leitura conjunta dos levantamentos indica que o presidente permanece como favorito, mas por uma margem estreita. Ele lidera os três estudos analisados, enquanto Flávio aparece próximo e competitivo no segundo turno.

O cenário atual, portanto, não aponta uma derrota inevitável do governo nem uma reeleição garantida. Lula inicia a campanha em vantagem, mas enfrenta uma disputa aberta, polarizada e com possibilidade concreta de mudança até a votação.

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Três levantamentos nacionais colocam o presidente à frente de Flávio Bolsonaro, embora a vantagem no segundo turno permaneça estreita

Por Murillo Vazquez
23/08/2026 - 11h41 - Atualizado 24 de agosto de 2026

Publicado em -

Noticia Oxarope _1_23AGO26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à disputa pela reeleição na liderança das pesquisas nacionais, mas sem uma vantagem suficiente para afastar o risco de derrota. Os três levantamentos mais recentes mostram uma eleição polarizada e com diferenças pequenas em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

No Datafolha divulgado em 21 de agosto, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, diante de 33% de Flávio. Na simulação de segundo turno, o presidente registra 47%, enquanto o candidato do PL alcança 43%.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. Por isso, embora Lula esteja numericamente à frente, o resultado aponta uma disputa apertada.

O cenário é ainda mais equilibrado no PoderData/Aya, publicado em 13 de agosto. Lula aparece com 41% no primeiro turno e Flávio com 35%. No confronto direto, a diferença cai para apenas um ponto, com 46% para o presidente e 45% para o adversário. Os dois estão tecnicamente empatados.

Na pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 5 de agosto, Lula tinha 39% no primeiro turno e Flávio, 30%. No segundo turno, o placar era de 44% a 39% para o presidente.

Os três levantamentos colocam Lula na liderança, indicando que o presidente conserva uma base eleitoral expressiva. O governo mantém maior força entre os eleitores de menor renda e no Nordeste, região onde o petista historicamente registra seus melhores resultados.

O desempenho em estados com grande número de eleitores, no entanto, representa um obstáculo. Pesquisa Datafolha realizada em cinco unidades da Federação mostra que apenas 27% dos entrevistados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal consideram o governo ótimo ou bom.

Em Minas Gerais, a avaliação positiva chega a 34%. Pernambuco apresenta o cenário mais favorável, com 46% de ótimo ou bom.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram aproximadamente 42% do eleitorado nacional. Um desempenho abaixo do esperado nessas regiões pode reduzir a vantagem obtida por Lula no Nordeste.

A rejeição elevada também aumenta a imprevisibilidade da eleição. Segundo o Datafolha, 45% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de maneira alguma. Flávio Bolsonaro apresenta índice semelhante, com 46%.

Os números mostram que os dois principais candidatos possuem eleitorados consolidados, mas enfrentam dificuldades para conquistar quem está fora de suas bases políticas.

Para Flávio, um dos desafios será reunir os eleitores dos demais candidatos de direita no segundo turno. O Datafolha indica que essa transferência ainda não ocorre de maneira automática. Parte dos eleitores de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos declara voto em Lula ou considera votar em branco ou nulo.

Lula, por sua vez, precisará melhorar a percepção sobre o governo e ampliar sua presença nos grandes colégios eleitorais. O desempenho da economia, a segurança pública e os acontecimentos políticos durante a campanha podem influenciar diretamente os eleitores ainda indecisos.

Derrota é uma possibilidade real

Pesquisas eleitorais registram a intenção de voto no período das entrevistas e não funcionam como previsão do resultado. Por isso, não é possível estabelecer uma porcentagem segura para a possibilidade de vitória ou derrota de Lula.

A leitura conjunta dos levantamentos indica que o presidente permanece como favorito, mas por uma margem estreita. Ele lidera os três estudos analisados, enquanto Flávio aparece próximo e competitivo no segundo turno.

O cenário atual, portanto, não aponta uma derrota inevitável do governo nem uma reeleição garantida. Lula inicia a campanha em vantagem, mas enfrenta uma disputa aberta, polarizada e com possibilidade concreta de mudança até a votação.

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