Turismo na Bahia cresce quase 50% em 2025 e coloca o estado como destino internacional estratégico. Entenda o impacto econômico e social desse avanço.

A Bahia fechou 2025 com aumento histórico de 47,3% na chegada de turistas estrangeiros. O salto consolida o estado como uma das vitrines do turismo brasileiro no cenário global.
Em 2025, a Bahia recebeu 211.539 turistas internacionais. No ano anterior, foram 143.605. Os dados são da Embratur, Polícia Federal e Ministério do Turismo.
O número de visitantes estrangeiros disparou especialmente em dezembro. No mês, mais de 23 mil pessoas desembarcaram no estado, superando em quase 28% o mesmo período de 2024.
Marcelo Freixo, presidente da Embratur, atribuiu o resultado ao que chama de riqueza plural da Bahia, marcada por cultura, gastronomia, história e religiosidade. Segundo ele, esse conjunto tem sido central nas ações internacionais da agência.
O crescimento do turismo internacional não é apenas um bom indicador de imagem para o estado. Ele mexe com a base da economia local, movimenta o comércio, fortalece o setor de serviços e amplia oportunidades de trabalho direto e indireto.
Para mim, o mais importante é perceber como o turismo transforma vidas no cotidiano. Um aumento como esse significa mais quartos ocupados, mais pratos servidos, mais táxis rodando. É o tipo de dado que repercute na ponta, onde a vida acontece.
A Argentina continua sendo o principal país emissor, com 90.534 turistas vindos de lá. Em seguida aparecem Portugal, com 24.796; Uruguai, com 17.785; França, com 16.751; e Itália, com 13.092.
Em todo o Brasil, 2025 terminou com 9.287.196 turistas internacionais, o que representa um crescimento de 37,1% em relação ao ano anterior. A liderança continua com a Argentina, seguida por Chile e Estados Unidos. Países europeus também mantêm presença expressiva, com mais de 1,2 milhão de visitantes somados entre França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha.
É importante reconhecer que, por trás de cada dado de crescimento, existe uma engrenagem social que merece atenção. Quando o turismo internacional cresce, também crescem as exigências por infraestrutura, qualificação profissional e equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação cultural.
Enquanto os números ganham destaque nos relatórios de Brasília, quem sente de verdade o impacto é quem está no aeroporto recebendo o visitante, é quem vende água de coco na praia, é quem faz renda no interior. É nessa ponta que a política pública precisa focar.
A alta de quase 50% nas chegadas internacionais à Bahia mostra que o estado está preparado para uma nova fase. O desafio agora é garantir que esse crescimento seja sustentável, bem distribuído e com retorno direto para a população.

















