
Com o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma – inclua a nossa voz”, a Caminhada da Inclusão marcou o encerramento da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, em Porto Seguro. Sob a coordenação da APAE, a caminhada reuniu crianças e jovens com suas famílias, além de profissionais que trabalham no setor, para uma grande mobilização contra o preconceito e pela inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.
Além da APAE, diversas entidades, com seus alunos e pessoas atendidas, participaram do circuito pelas ruas centrais da cidade como o Ceame (Centro de Educação Inclusiva Atendimento Especializado), mantido pela Prefeitura Municipal e o CIEP (Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológico de Porto Seguro).
“Convidamos toda a sociedade para caminhar conosco. Foi um momento de mostrar que a pessoa com deficiência deve ser vista não como alguém que não tem interesses ou que seja incapaz e sim como uma pessoa que tem direitos e potencialidades”, resume a diretora da APAE, Carmen Nunes. A diretora ressaltou que as pessoas com deficiência têm voz e, portanto, devem ser ouvidas e também acolhidas.
“É importante mostrar que a APAE acolhe todas as crianças, jovens e famílias que nos procuram, dando vários tipos de apoio. Com a participação da Prefeitura Municipal, através de um Acordo de Cooperação, aqui nós temos fonoaudiólogos, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e salas multifuncionais, com profissionais especializados para atender as necessidades dos alunos”, enfatiza.
Segundo ela, ao todo, a entidade, com sede na Av. 22 de Abril, no antigo Colégio Ricaldi, atende 65 crianças encaminhadas pelas escolas da rede municipal, além de um público maior, que chega através de demanda espontânea. “Estamos de portas abertas para receber todas as pessoas que queiram participar. Seja um voluntário ou uma mãe que que tem uma criança autista ou com outras formas de deficiência, ela pode se inscrever. Estamos aqui para que todos possam, de fato, ser incluídos, ter oportunidade. E que a voz deles seja também ouvida e atendida”.