A construção civil baiana fechou 2024 como uma das maiores forças econômicas do país. Com 2.886 empresas, 127,9 mil trabalhadores e R$ 25,9 bilhões em obras e serviços, a Bahia liderou o Norte-Nordeste nos principais indicadores do setor.

A Bahia tinha, em 31 de dezembro de 2024, 2.886 empresas da construção civil com 5 ou mais pessoas ocupadas. O número colocou o estado na 7ª posição nacional e na liderança entre todos os estados do Norte e do Nordeste.
Esse conjunto representava 4,1% das empresas do setor no Brasil e 25,5% das empresas da construção no Nordeste. No país, eram 70.078 empresas nesse recorte. Na região Nordeste, 10.535.
O peso baiano também apareceu no emprego. As empresas de construção no estado ocupavam 127.920 pessoas, o 5º maior contingente do Brasil e o maior do Norte-Nordeste. A Bahia respondia por 5,9% dos trabalhadores do setor no país e por 29,9% do total nordestino.
Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, PAIC 2024, divulgada pelo IBGE. A pesquisa reúne informações sobre pessoal ocupado, salários, custos, despesas, receitas e valor das obras e serviços da construção.

O salário médio dos trabalhadores da construção no estado ficou em 1,9 salário mínimo, acima da média nordestina, de 1,8 salário mínimo, mas ainda abaixo da média nacional, de 2,2 salários mínimos.
O valor das incorporações, obras e serviços da construção civil baiana chegou a R$ 25,912 bilhões em 2024. Foi o 5º maior resultado do Brasil e o maior do Norte-Nordeste.
A Bahia respondeu por 5,6% do total nacional, que foi de R$ 464,354 bilhões, e por 31,1% do valor registrado na região Nordeste, estimado em R$ 83,336 bilhões.
O principal motor dentro do estado foram as obras de infraestrutura, responsáveis por 44,3% do valor total, o equivalente a R$ 11,5 bilhões. Depois vieram a construção de edifícios, com 35,2%, ou R$ 9,1 bilhões, e os serviços especializados para construção, com 20,5%, ou R$ 5,3 bilhões.
No cenário nacional, a infraestrutura também liderou em valor, com R$ 200,9 bilhões e participação de 38,4%. A construção de edifícios veio muito próxima, com R$ 198,9 bilhões, ou 38,1%. O IBGE destacou ainda que 33,0% do valor gerado pela construção no país teve origem na demanda do setor público.
A construção civil baiana terminou 2024 como líder do Norte-Nordeste em número de empresas, pessoal ocupado, salários pagos e valor das obras. O estado se consolidou como um dos grandes polos nacionais do setor, com destaque para infraestrutura e forte participação no resultado nordestino.

O retrato é positivo, mas pede leitura madura. A Bahia tem escala, emprego e volume financeiro. O próximo passo é transformar essa força em melhores condições de trabalho, obras bem executadas e desenvolvimento que chegue também ao cotidiano de quem vive nas cidades, nos bairros e no interior.


















