Cooperativismo da Bahia registrou um faturamento de R$ 7,5 bi em 2022

Por Redação Oxarope
30/08/2023

Publicado em -

As cooperativas são organizações compostas por pessoas que se associam de forma voluntária para suprir necessidades e objetivos econômicos, sociais e culturais em comum. É um modelo de negócio baseado na cooperação, solidariedade, democracia, sustentabilidade e equidade
As cooperativas são organizações compostas por pessoas que se associam de forma voluntária para suprir necessidades e objetivos econômicos, sociais e culturais em comum. É um modelo de negócio baseado na cooperação, solidariedade, democracia, sustentabilidade e equidade

Número de cooperados baianos chegou a 270,6 mil. Dados são do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb)

O cooperativismo no estado da Bahia registrou R$ 7,5 bilhões em ingressos no ano passado. O resultado significa um aumento de 22% no faturamento das cooperativas baianas em relação a 2021, e mantém a média de crescimento que foi de 20% nos últimos seis anos. Os dados são do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb). 

De acordo com o levantamento, o ativo social das cooperativas do estado – que é a soma de todos os bens e direitos que podem gerar recursos monetários — foi de R$ 6,5 bilhões; 22% a mais que em 2021. Já o capital social chegou a R$ 702,4 milhões em 2022, um acréscimo de 24% em relação ao ano anterior. E as sobras — como é chamado o lucro no cooperativismo — alcançaram R$ 178,5 milhões, um aumento de 79% se comparado a 2021.

As cooperativas são organizações compostas por pessoas que se associam de forma voluntária para suprir necessidades e objetivos econômicos, sociais e culturais em comum. É um modelo de negócio baseado na cooperação, solidariedade, democracia, sustentabilidade e equidade. 

O presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio, afirma que as cooperativas têm expandido sua atuação em diferentes regiões do estado. Na Bahia, esse movimento tem sido mais observado no sul, sudoeste e oeste e nas regiões do Vale do São Francisco e Metropolitana de Salvador.

“No estado da Bahia, temos observado muita expansão das cooperativas. Tanto das cooperativas que são originárias da Bahia, como de cooperativas que são oriundas de outros estados e estão se instalando para aproveitar o trabalho aqui no estado da Bahia e a expansão dos mercados locais.”

Cooperativas e cooperados

Segundo o mais recente Anuário do Cooperativismo, a Bahia registrou 154 cooperativas em 2022. O número mostra uma redução frente ao ano anterior: 185 em 2021. Cergio Tecchio explica que essa diminuição do número de cooperativas no estadoé algo natural.

“A cooperativa, para participar do anuário, tem que estar registrada e em dia com Sistema Oceb. E muitas delas, muitas vezes, atrasam por diversos fatores a sua contribuição e documentação. Aí ela não entra no anuário e passa a ser uma cooperativa não regular. Além disso, muitas cooperativas entram em fusão, incorporações. Existem cooperativas que param de existir por diversos fatores. Porém isso não compromete o crescimento do cooperativismo no Estado.”

“O crescimento do cooperativismo é dado por outros aspectos. Ele é dado sobre o número de cooperados, número de funcionários, faturamento, ativos totais, rendimentos. Então nós temos várias formas de medir o tamanho do cooperativismo”, explica.

De acordo com o Anuário do Cooperativismo, o número de cooperados na Bahia chegou a 270.605, em 2022.

O presidente do Sistema Oceb afirma que o perfil dos cooperados baianos é de empreendedores. 

“O cooperado das cooperativas baianas é muito empreendedor. Seja em qualquer ramo em que ele participa, ele é um associado empreendedor. Nós temos muitas pessoas que buscam as cooperativas para empreenderem coletivamente. E, principalmente, nós temos como cooperados pessoas que buscam algo além dos trabalhos individuais, para que possam — por meio da participação com outras pessoas em um empreendimento coletivo — fazer parte e se integrar mais à sociedade.”

A Coopaita é uma cooperativa de pequenos produtores da agricultura familiar do município de Itaberaba, próximo à Chapada Diamantina. O negócio, constituído em 2001, tem o objetivo de garantir a melhoria da qualidade dos produtos, com acompanhamento técnico e comercialização direta até o mercado. Segundo o presidente da Coopaita, Aderval Queiroz, a cooperativa surgiu a partir da demanda pela produção de abacaxi na região. 

“A nossa principal produção é o abacaxi, sendo que a gente também já tem hoje uma indústria rodando desde 2011, onde a gente desidrata as frutas — abacaxi e outras como banana, manga, jaca — e também fabricamos barra de cereais. Todos esses produtos são 100% naturais. E agora também está entrando a nova linha de um produto liofilizado, é um produto já nobre.”

O presidente do Sistema Oceb explica que a agropecuária é o ramo com maior dimensão econômica na Bahia, especialmente no oeste, sul, sudoeste, na região de Vitória da Conquista e no norte, na região de Juazeiro. Mas segundo ele, outros ramos do cooperativismo estão se expandindo.

“O ramo Saúde está se expandindo cada vez mais por meio das cooperativas que têm plano de saúde, que são as Unimeds. Mas também se expandiram muito pelas cooperativas das especialidades, que nos últimos anos cresceram muito, buscaram o seu nicho de mercado e estão disputando com as demais empresas o mercado de saúde no estado da Bahia. Outro ramo que tem crescido cada vez mais, e está em franca expansão no estado da Bahia, é o crédito. Tanto pelas cooperativas que têm sua origem na Bahia, quanto pelas cooperativas que estão vindo de outros estados e ocupando os espaços aqui na Bahia por meio de agências.”

Emprego e Renda

De acordo com o Anuário do Cooperativismo, as cooperativas baianas registraram 3.030 empregados em 2022. Os municípios que contavam com a presença dessas organizações apresentaram, em média, um incremento de 28,4 empregos por 10 mil habitantes. Além disso, segundo levantamento da Oceb, no ano passado, as cooperativas da Bahia investiram R$ 204,3 milhões em despesas com pessoal, um acréscimo de 15% em relação a 2021, além de terem gerado R$ 330,5 milhões em tributos aos cofres públicos, o que representou um aumento de 86% se comparado com 2021.

“Eu acredito que o nosso grande objetivo é levar qualidade de vida às pessoas, à sociedade, a toda a nossa população, às nossas comunidades. O cooperativismo faz o papel que o estado deveria fazer. Nós contribuímos para que as pessoas possam ter mais qualidade de vida nas suas comunidades, nos seus municípios. Onde nossas cooperativas atuam já é demonstrado que a qualidade de vida é melhor, que há uma participação econômica das pessoas no município e a sua renda per capta é melhor”, avalia o presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio.

Para ele, a expectativa para o futuro do cooperativismo baiano é otimista. “Eu acredito que nos próximos anos o cooperativismo baiano vai dar um grande salto de qualidade e de quantidade no estado da Bahia. Nós temos uma meta muito audaciosa de ter na Bahia um milhão de baianos sócios de cooperativa em 2027 — e eu acho que nós vamos conseguir com facilidade essa meta”, avalia.

Para saber mais sobre o cooperativismo baiano acesse somoscooperativismo-ba.coop.br e veja nosso novo vídeo institucional no canal do Sistema Oceb no YouTube. 

Reportagem: Paloma Custódio

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Cooperativismo da Bahia registrou um faturamento de R$ 7,5 bi em 2022

Por Redação Oxarope
30/08/2023 - 13h50 - Atualizado 30 de agosto de 2023

Publicado em -

As cooperativas são organizações compostas por pessoas que se associam de forma voluntária para suprir necessidades e objetivos econômicos, sociais e culturais em comum. É um modelo de negócio baseado na cooperação, solidariedade, democracia, sustentabilidade e equidade
As cooperativas são organizações compostas por pessoas que se associam de forma voluntária para suprir necessidades e objetivos econômicos, sociais e culturais em comum. É um modelo de negócio baseado na cooperação, solidariedade, democracia, sustentabilidade e equidade

Número de cooperados baianos chegou a 270,6 mil. Dados são do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb)

O cooperativismo no estado da Bahia registrou R$ 7,5 bilhões em ingressos no ano passado. O resultado significa um aumento de 22% no faturamento das cooperativas baianas em relação a 2021, e mantém a média de crescimento que foi de 20% nos últimos seis anos. Os dados são do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb). 

De acordo com o levantamento, o ativo social das cooperativas do estado – que é a soma de todos os bens e direitos que podem gerar recursos monetários — foi de R$ 6,5 bilhões; 22% a mais que em 2021. Já o capital social chegou a R$ 702,4 milhões em 2022, um acréscimo de 24% em relação ao ano anterior. E as sobras — como é chamado o lucro no cooperativismo — alcançaram R$ 178,5 milhões, um aumento de 79% se comparado a 2021.

As cooperativas são organizações compostas por pessoas que se associam de forma voluntária para suprir necessidades e objetivos econômicos, sociais e culturais em comum. É um modelo de negócio baseado na cooperação, solidariedade, democracia, sustentabilidade e equidade. 

O presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio, afirma que as cooperativas têm expandido sua atuação em diferentes regiões do estado. Na Bahia, esse movimento tem sido mais observado no sul, sudoeste e oeste e nas regiões do Vale do São Francisco e Metropolitana de Salvador.

“No estado da Bahia, temos observado muita expansão das cooperativas. Tanto das cooperativas que são originárias da Bahia, como de cooperativas que são oriundas de outros estados e estão se instalando para aproveitar o trabalho aqui no estado da Bahia e a expansão dos mercados locais.”

Cooperativas e cooperados

Segundo o mais recente Anuário do Cooperativismo, a Bahia registrou 154 cooperativas em 2022. O número mostra uma redução frente ao ano anterior: 185 em 2021. Cergio Tecchio explica que essa diminuição do número de cooperativas no estadoé algo natural.

“A cooperativa, para participar do anuário, tem que estar registrada e em dia com Sistema Oceb. E muitas delas, muitas vezes, atrasam por diversos fatores a sua contribuição e documentação. Aí ela não entra no anuário e passa a ser uma cooperativa não regular. Além disso, muitas cooperativas entram em fusão, incorporações. Existem cooperativas que param de existir por diversos fatores. Porém isso não compromete o crescimento do cooperativismo no Estado.”

“O crescimento do cooperativismo é dado por outros aspectos. Ele é dado sobre o número de cooperados, número de funcionários, faturamento, ativos totais, rendimentos. Então nós temos várias formas de medir o tamanho do cooperativismo”, explica.

De acordo com o Anuário do Cooperativismo, o número de cooperados na Bahia chegou a 270.605, em 2022.

O presidente do Sistema Oceb afirma que o perfil dos cooperados baianos é de empreendedores. 

“O cooperado das cooperativas baianas é muito empreendedor. Seja em qualquer ramo em que ele participa, ele é um associado empreendedor. Nós temos muitas pessoas que buscam as cooperativas para empreenderem coletivamente. E, principalmente, nós temos como cooperados pessoas que buscam algo além dos trabalhos individuais, para que possam — por meio da participação com outras pessoas em um empreendimento coletivo — fazer parte e se integrar mais à sociedade.”

A Coopaita é uma cooperativa de pequenos produtores da agricultura familiar do município de Itaberaba, próximo à Chapada Diamantina. O negócio, constituído em 2001, tem o objetivo de garantir a melhoria da qualidade dos produtos, com acompanhamento técnico e comercialização direta até o mercado. Segundo o presidente da Coopaita, Aderval Queiroz, a cooperativa surgiu a partir da demanda pela produção de abacaxi na região. 

“A nossa principal produção é o abacaxi, sendo que a gente também já tem hoje uma indústria rodando desde 2011, onde a gente desidrata as frutas — abacaxi e outras como banana, manga, jaca — e também fabricamos barra de cereais. Todos esses produtos são 100% naturais. E agora também está entrando a nova linha de um produto liofilizado, é um produto já nobre.”

O presidente do Sistema Oceb explica que a agropecuária é o ramo com maior dimensão econômica na Bahia, especialmente no oeste, sul, sudoeste, na região de Vitória da Conquista e no norte, na região de Juazeiro. Mas segundo ele, outros ramos do cooperativismo estão se expandindo.

“O ramo Saúde está se expandindo cada vez mais por meio das cooperativas que têm plano de saúde, que são as Unimeds. Mas também se expandiram muito pelas cooperativas das especialidades, que nos últimos anos cresceram muito, buscaram o seu nicho de mercado e estão disputando com as demais empresas o mercado de saúde no estado da Bahia. Outro ramo que tem crescido cada vez mais, e está em franca expansão no estado da Bahia, é o crédito. Tanto pelas cooperativas que têm sua origem na Bahia, quanto pelas cooperativas que estão vindo de outros estados e ocupando os espaços aqui na Bahia por meio de agências.”

Emprego e Renda

De acordo com o Anuário do Cooperativismo, as cooperativas baianas registraram 3.030 empregados em 2022. Os municípios que contavam com a presença dessas organizações apresentaram, em média, um incremento de 28,4 empregos por 10 mil habitantes. Além disso, segundo levantamento da Oceb, no ano passado, as cooperativas da Bahia investiram R$ 204,3 milhões em despesas com pessoal, um acréscimo de 15% em relação a 2021, além de terem gerado R$ 330,5 milhões em tributos aos cofres públicos, o que representou um aumento de 86% se comparado com 2021.

“Eu acredito que o nosso grande objetivo é levar qualidade de vida às pessoas, à sociedade, a toda a nossa população, às nossas comunidades. O cooperativismo faz o papel que o estado deveria fazer. Nós contribuímos para que as pessoas possam ter mais qualidade de vida nas suas comunidades, nos seus municípios. Onde nossas cooperativas atuam já é demonstrado que a qualidade de vida é melhor, que há uma participação econômica das pessoas no município e a sua renda per capta é melhor”, avalia o presidente do Sistema Oceb, Cergio Tecchio.

Para ele, a expectativa para o futuro do cooperativismo baiano é otimista. “Eu acredito que nos próximos anos o cooperativismo baiano vai dar um grande salto de qualidade e de quantidade no estado da Bahia. Nós temos uma meta muito audaciosa de ter na Bahia um milhão de baianos sócios de cooperativa em 2027 — e eu acho que nós vamos conseguir com facilidade essa meta”, avalia.

Para saber mais sobre o cooperativismo baiano acesse somoscooperativismo-ba.coop.br e veja nosso novo vídeo institucional no canal do Sistema Oceb no YouTube. 

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