Indústria baiana registra segunda maior queda do país, mas mantém crescimento no ano

Produção industrial da Bahia caiu 4,7% em setembro, segunda maior retração do país, mas ainda acumula alta no ano. Entenda os fatores por trás do desempenho.

Por Marcelo oXarope
11/11/2025

Publicado em

Noticia oXarope 11112501noticia

Recuo em setembro interrompe ritmo de recuperação da indústria baiana

Após um avanço expressivo em agosto, a indústria da Bahia voltou a registrar queda significativa em setembro de 2025. O recuo de 4,7% na produção, frente ao mês anterior, foi o segundo pior resultado entre os estados analisados pelo IBGE, ficando atrás apenas do Paraná. Ainda assim, o estado mantém crescimento em relação ao ano passado e no acumulado do ano.

A retração da produção industrial baiana em setembro (-4,7%) surpreende, especialmente após o avanço de 4,9% em agosto. A queda foi mais intensa que a média nacional, que recuou apenas 0,4% no mesmo período. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, o resultado foi o segundo pior entre os 15 estados analisados.

Por outro lado, em relação a setembro de 2024, a indústria baiana cresceu 1,8%, mantendo a tendência positiva registrada no mês anterior (+3,6%). Ainda assim, foi o segundo menor crescimento entre os 18 locais avaliados.

O cenário é de contrastes. Por um lado, setores como alimentos (+8,1%) e máquinas e materiais elétricos (+44,4%) impulsionaram o crescimento anual. A indústria extrativa também teve bom desempenho (+13,8%). No entanto, áreas como produtos químicos (-6,5%) e metalurgia (-7,7%) puxaram o desempenho mensal para baixo.

Para a população, isso significa que, apesar do cenário ainda ser positivo no acumulado de 2025 (+1,0%), a recuperação industrial continua frágil. Oscilações como a de setembro mostram que parte significativa da indústria ainda enfrenta dificuldades para manter a estabilidade.

De acordo com o IBGE, o recuo na produção baiana em setembro foi superado apenas pelo Paraná (-6,9%). Em contraste, estados como Espírito Santo (+19,2%) e Rio Grande do Norte (+19,0%) puxaram a média nacional para cima.

O setor alimentício, mesmo com avanço mensal, ainda acumula retração no ano (-2,3%). Já a fabricação de máquinas e materiais elétricos, com alta de 44,4% no mês, é um dos poucos segmentos com desempenho robusto e consistente (+22,4% no ano).

Enquanto Brasília debate indicadores econômicos e perspectivas de crescimento, a realidade no chão de fábrica baiano é marcada por incertezas. A oscilação da indústria local revela não apenas questões técnicas, mas também impactos diretos no emprego, na renda e na atividade econômica regional.

Setores estratégicos continuam enfrentando quedas consecutivas, como a fabricação de artefatos de couro, que já acumula retração de 11,8% em 2025. É um sinal claro de que políticas públicas mais focadas e investimentos direcionados são urgentes para garantir uma recuperação sólida e sustentável.

A indústria da Bahia vive um momento de instabilidade: apesar de apresentar crescimento em relação a 2024 e manter desempenho positivo no ano, o forte recuo de setembro acende um alerta. A diversificação e o fortalecimento dos setores produtivos locais são cruciais para evitar que quedas pontuais se tornem tendência nos próximos meses.

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Por Marcelo oXarope
11/11/2025 - 18h30 - Atualizado 11 de novembro de 2025

Publicado em

Noticia oXarope 11112501noticia

Recuo em setembro interrompe ritmo de recuperação da indústria baiana

Após um avanço expressivo em agosto, a indústria da Bahia voltou a registrar queda significativa em setembro de 2025. O recuo de 4,7% na produção, frente ao mês anterior, foi o segundo pior resultado entre os estados analisados pelo IBGE, ficando atrás apenas do Paraná. Ainda assim, o estado mantém crescimento em relação ao ano passado e no acumulado do ano.

A retração da produção industrial baiana em setembro (-4,7%) surpreende, especialmente após o avanço de 4,9% em agosto. A queda foi mais intensa que a média nacional, que recuou apenas 0,4% no mesmo período. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, o resultado foi o segundo pior entre os 15 estados analisados.

Por outro lado, em relação a setembro de 2024, a indústria baiana cresceu 1,8%, mantendo a tendência positiva registrada no mês anterior (+3,6%). Ainda assim, foi o segundo menor crescimento entre os 18 locais avaliados.

O cenário é de contrastes. Por um lado, setores como alimentos (+8,1%) e máquinas e materiais elétricos (+44,4%) impulsionaram o crescimento anual. A indústria extrativa também teve bom desempenho (+13,8%). No entanto, áreas como produtos químicos (-6,5%) e metalurgia (-7,7%) puxaram o desempenho mensal para baixo.

Para a população, isso significa que, apesar do cenário ainda ser positivo no acumulado de 2025 (+1,0%), a recuperação industrial continua frágil. Oscilações como a de setembro mostram que parte significativa da indústria ainda enfrenta dificuldades para manter a estabilidade.

De acordo com o IBGE, o recuo na produção baiana em setembro foi superado apenas pelo Paraná (-6,9%). Em contraste, estados como Espírito Santo (+19,2%) e Rio Grande do Norte (+19,0%) puxaram a média nacional para cima.

O setor alimentício, mesmo com avanço mensal, ainda acumula retração no ano (-2,3%). Já a fabricação de máquinas e materiais elétricos, com alta de 44,4% no mês, é um dos poucos segmentos com desempenho robusto e consistente (+22,4% no ano).

Enquanto Brasília debate indicadores econômicos e perspectivas de crescimento, a realidade no chão de fábrica baiano é marcada por incertezas. A oscilação da indústria local revela não apenas questões técnicas, mas também impactos diretos no emprego, na renda e na atividade econômica regional.

Setores estratégicos continuam enfrentando quedas consecutivas, como a fabricação de artefatos de couro, que já acumula retração de 11,8% em 2025. É um sinal claro de que políticas públicas mais focadas e investimentos direcionados são urgentes para garantir uma recuperação sólida e sustentável.

A indústria da Bahia vive um momento de instabilidade: apesar de apresentar crescimento em relação a 2024 e manter desempenho positivo no ano, o forte recuo de setembro acende um alerta. A diversificação e o fortalecimento dos setores produtivos locais são cruciais para evitar que quedas pontuais se tornem tendência nos próximos meses.

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