Governador apoiou a redução da jornada semanal sem diminuição salarial durante encontro com movimentos sociais e sindicais em Salvador

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e a adoção de uma jornada com cinco dias de trabalho e dois de descanso. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 2 de setembro, durante um encontro com movimentos sociais e representantes sindicais em Salvador.
Jerônimo afirmou que a mudança na jornada está entre as prioridades do projeto político que defende para o país e para a Bahia.
“Temos uma missão que é garantir a jornada de trabalho de cinco por dois para a classe trabalhadora. Assim vamos construir melhores condições para quem trabalha e sustenta suas famílias”, declarou.
Ao tratar da disputa eleitoral, o governador disse que a votação representa uma escolha sobre os rumos do país, e não apenas uma decisão envolvendo projetos pessoais dos candidatos.
“Se a gente perder esse jogo, o Brasil volta a andar para trás”, afirmou.
A manifestação ocorreu no Comitê Central da campanha, onde Jerônimo reforçou a mobilização pela redução da jornada sem diminuição salarial. A proposta conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de organizações ligadas aos trabalhadores.
A Proposta de Emenda à Constituição 221 de 2019, que prevê o fim da escala 6×1, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O texto reduz gradualmente a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial.
A aprovação na comissão não encerra a tramitação. A PEC ainda precisa passar por cinco sessões de discussão e ser aprovada pelo Plenário do Senado em dois turnos. Por se tratar de uma mudança constitucional, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.
Durante o encontro, Jerônimo também reconheceu que existem ações ainda não concluídas em seu atual mandato e defendeu a continuidade do trabalho.
“O que ainda não conseguimos fazer nesses quatro anos precisa ser construído aos poucos. Temos que continuar trabalhando, corrigindo o que for necessário e fazendo a máquina do governo avançar para atender quem mais precisa”, completou.
Crédito da foto Evertton Pacheco

















