Desde 1º de janeiro de 2026, o salário-mínimo nacional passou a ser de R$ 1.621. O aumento de R$ 103 representa reajuste de 6,79 por cento e já afeta contratos de trabalho, benefícios e orçamento familiar

O novo valor do salário-mínimo foi confirmado após a divulgação da inflação oficial. O reajuste de R$ 103 em relação aos R$ 1.518 de 2025 já estava previsto no orçamento federal e entra em vigor para todos os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
Além do valor mensal, o salário-mínimo equivale agora a R$ 54,03 por dia e R$ 7,37 por hora, considerando a jornada padrão de 220 horas mensais. Nos estados que adotam piso regional, prevalece o valor mais alto, assim como em convenções coletivas de trabalho
Para as empresas, o reajuste exige atualização imediata dos salários-base que estejam abaixo do novo valor. Segundo especialistas, o aumento não interfere nos dissídios coletivos já firmados, mas obriga ajustes em contratos que estejam defasados
É importante lembrar que o salário-mínimo é base para benefícios previdenciários e outras obrigações legais. Valores como pensões, aposentadorias e seguro-desemprego também são impactados automaticamente
Empresas precisam revisar pró-labores, folhas de pagamento e benefícios atrelados ao piso salarial já no mês de janeiro para garantir conformidade e evitar passivos trabalhistas
Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, reforça que a obrigatoriedade de ajuste só se aplica a salários abaixo do novo mínimo. O pagamento deve ser realizado até o quinto dia útil do mês seguinte, considerando o sábado como dia útil
Do lado dos trabalhadores, o reajuste traz ganho real. Mas, como alerta Reinaldo Domingos, presidente da Abefin, a inflação percebida no dia a dia costuma ser maior que os índices oficiais. Por isso, o aumento deve ser tratado com planejamento
“Ganhar um pouco mais não significa que se deve gastar mais. O momento ideal é de reorganização financeira e construção de uma reserva”, afirma o especialista
O reajuste do salário-mínimo em 2026 é importante. Garante ganho real e reforça o poder de compra em um cenário econômico ainda instável. No entanto, esse aumento exige responsabilidade tanto das empresas quanto dos trabalhadores
Para o empregador, o impacto vai além da folha salarial. Há repercussões em encargos, benefícios e planejamento orçamentário. Já para o trabalhador, o risco é tratar o reajuste como dinheiro extra, sem reavaliar as finanças pessoais
Transformar esse aumento em oportunidade passa por educação financeira, consumo consciente e planejamento. Esse é o desafio de quem quer mais do que sobreviver com o salário. Quer crescer com ele
O novo salário-mínimo de R$ 1.621 representa avanço, mas também um chamado à responsabilidade. Empresas precisam ajustar suas práticas. Trabalhadores devem rever seus hábitos. O impacto real do reajuste depende do que cada um faz com ele

















